OS TORNOZELADOS DA POLÍTICA
Políticos buscam retornar para vida pública, só esqueceram de aparar as arestas na Justiça
A Câmara dos Deputados aprovou no ano passado, um Projeto de Lei Complementar 64/90 do deputado federal do Partido Verde (PV), Enrico Misasi, do Estado de São Paulo (SP), que limita as possibilidades de que políticos se tornem inelegíveis pela Lei da Ficha Limpa, com a jurisprudência dos tribunais eleitorais. A aprovação na Câmara foi por 345 votos a favor e 98 votos contra.
A proposta do parlamentar federal permite a candidatura de gestores que tiveram contas rejeitadas ao ocupar cargos públicos, mas foram punidos apenas com multa. Atualmente, a pena para esse tipo de caso é de inelegibilidade por um período 8 anos.
Em ano de eleição, todo cuidado é pouco para quem pretende ingressar na vida pública, já que uma nódoa na imagem neste momento, nem “lixivia” tira, já para aqueles que fazem parte, e tem um passado que não condiz com as características exigidas pelo povo, com comportamentos que afrontam os rigores das Leis, que podem resultar em punições severas, resta buscar o isolamento espontâneo em algumas das suas propriedades, sendo monitorados constantemente via Wi-fi, ou degustar das “quentinhas” do Centro de Custódia de Cuiabá (CCC).
Coincidência ou não, vários processos e investigações estão apresentando os seus desfechos neste período, nos últimos dias, mais de 20 nomes de ex-deputados, tomaram conta das manchetes dos principais sites de notícias do estado, ainda mais para aqueles que fizeram parte do legislativo estadual, no período do ex-governador, Silval da Cunha Barbosa.
De acordo com o canto do pássaro pantaneiro o “Aracuã”, naquela época muito pouco, ou quase nada se salvava, não é a toa que a lista está bem extensa, as denúncias foram realizadas, os inquéritos instaurados, mandados expedidos, afastamentos, julgamentos e condenações mudaram o cenário, muitos políticos de carreira não tiveram alternativas, que não fosse “pegar o banquinho” e tentar sair de fininho, porque teve aqueles que na alvorada foram despertados com a presença da polícia.
“Teve também, ainda não sabe como, aquele que conseguiu fugir e foi flagrado até de cueca no elevador, mas logo caiu nas mãos da Justiça”.
As últimas delações de investigados, caiu feito uma bomba, as informações sobre devolução de recurso público, ultrapassam a casa dos milhões, de forma individual, são processos que vão desde o denominado “mensalinho”, até os mais “cabeludos” desvios.

Nos últimos anos, a Justiça excluiu e impossibilitou muitos políticos de perpetuar na carreira. Neste ano de eleição, alguns que ainda não foram condenados e se julgam enquadrar na “Lei da Ficha Limpa”, já estavam com time montado percorrendo várias localidades, anunciando as suas pretensões.
Segundo o pássaro pantaneiro, o “Aracuã”, tem até médico que chega nas casas, lembrando do parto e outras cirurgias que foram feitas, como uma forma de cobrar e informar que pretendia voltar.
Assim como este médico, existem os empresários, pecuaristas, entre outros afortunados que a Justiça está acabando com o sonho de retornarem à vida pública. – (Com o Matogrosso).

Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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