RIQUEZA DO CAMPO SOB FOGO CRUZADO
“Tem deputado que xinga o Agro mas o dinheiro do Agronegócio banca sua família e suas amantes”
Em pronunciamento marcado pela defesa veemente dos repasses financeiros ao Agronegócio, chefe do Executivo Municipal, Abilio Jaques Brunini (PL), confronta opositores e vincula arrecadação rural à sustentação direta dos serviços públicos estruturais.
A tradicional Exposição Industrial, Comercial e Agropecuária (Expoagro) consolidou, em sua 58a edição nacional, o estatuto de principal circuito de feiras integradas de desenvolvimento rural e entretenimento de massa do território brasileiro. O evento projeta-se como uma vitrine estratégica de fomento econômico e transferência tecnológica para o setor produtivo primário nacional.
O Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), assumiu o protagonismo central do ato solene de inauguração ao proferir um pronunciamento incisivo voltado à defesa das matrizes orçamentárias públicas destinadas ao Agronegócio. A manifestação institucional do chefe do Poder Executivo Municipal alinhou-se formalmente aos interesses das lideranças corporativas rurais de Mato Grosso.
A solenidade oficial e as atividades correlatas ocorrem rigorosamente entre os dias 10 e 19 de julho de 2026, período em que a capital mato-grossense centraliza os debates políticos e as transações mercantis do Complexo Agroindustrial. O cronograma temporal foi estruturado de forma a otimizar o fluxo de investimentos previstos para o segundo semestre do ano fiscal.
O Centro de Eventos Senador Jonas Pinheiro, localizado em área estratégica da capital, sedia a integralidade da feira setorial, transformando-se no epicentro das exibições de insumos e maquinários. A escolha do espaço reflete a necessidade de infraestrutura robusta para comportar a logística complexa e o expressivo contingente de expositores nacionais e internacionais.
A viabilização do acesso ao recinto transcorre por meio de uma política de portões abertos, garantindo a gratuidade integral da entrada para a população civil durante os dez dias de programação. Essa modalidade de gestão pública visa democratizar o fluxo de visitantes, aproximando o ambiente técnico do agronegócio da comunidade urbana cuiabana.
A justificativa para o direcionamento de volumosos aportes financeiros governamentais ao evento fundamenta-se na premissa técnica de que o Agronegócio constitui a viga mestra da economia estadual. Sob a ótica da gestão municipal, o estímulo ao setor primário induz o fortalecimento direto da arrecadação tributária, retroalimentando as contas do erário.
O objetivo precípuo da expressiva subvenção econômica reside na ampliação e dinamização dos canais de captação de receitas fiscais que viabilizam o financiamento perene das macro políticas sociais. A articulação visa chancelar o retorno prático dos investimentos em forma de melhorias estruturais de Saúde, Segurança e Educação Pública Regional.
O ambiente de cooperação mútua materializa-se por intermédio da inclusão de uma agenda cultural descentralizada, coordenada pela Secretaria Municipal de Cultura, que inseriu artistas locais em dois momentos distintos da feira. Essa medida técnico-institucional amplia de forma inédita o espaço de difusão da identidade artística de Cuiabá em uma vitrine originalmente voltada ao comércio rural.
A conjuntura política da abertura, contudo, foi marcada por forte tensionamento ideológico decorrente das duras críticas desferidas pelo prefeito a parlamentares estaduais e a profissionais da Educação.
O governante municipal censurou enfaticamente a postura de opositores que, segundo sua leitura, atacam as bases produtivas do campo ao mesmo tempo em que usufruem dos dividendos fiscais por elas gerados:
“Tem deputado na Assembleia Legislativa sendo sustentado com dinheiro do agronegócio, está sendo bancado pelo agronegócio, e ainda é capaz de xingar o agronegócio, que sustenta ele, sua família e as suas amantes com dinheiro do agronegócio. É brincadeira um negócio desse? E ainda tem professora na sala de aula dizendo que o agro é ruim, que o agro mata“.
Como decorrência imediata das discussões travadas no fórum agropecuário, projeta-se o acirramento do debate sobre a destinação constitucional das receitas, cujos percentuais orçamentários como os 25% vinculados à Educação e os 26,5% à Saúde, encontram-se intrinsecamente atrelados à produtividade rural.
A estabilidade futura dos investimentos em Infraestrutura e Saneamento Básico permanecerá, portanto, dependente do dinamismo econômico demonstrado pelas cadeias produtivas do campo.
Destaques
Polícia Militar define finalistas para o topo da carreira institucional
A disputa por uma vaga de coronel é o ponto culminante da carreira dos oficiais militares e das forças de segurança públicas (como a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros). O posto de coronel representa o último degrau e o topo da hierarquia dessas instituições, o que torna essa concorrência extremamente acirrada e de importância estratégica.
O coronel deixa as funções operacionais de campo para assumir o planejamento estratégico, comandando batalhões inteiros, diretorias ou grandes comandos regionais. Os coronéis interagem diretamente com o alto escalão do governo estadual ou federal (como Secretários de Segurança e Governadores), participando da formulação de políticas públicas de segurança. É desse grupo restrito que sai o Comandante-Geral da instituição, o cargo máximo de liderança.
Diferente das promoções iniciais, que consideram bastante o tempo de serviço (antiguidade), a vaga para coronel costuma basear-se fortemente no critério de merecimento. Isso envolve avaliações de desempenho rigorosas, histórico limpo e cursos de aperfeiçoamento. O número de vagas para coronel é altamente limitado por Lei. Conforme a pirâmide militar se estreita, centenas de tenentes-coronéis competem por pouquíssimas cadeiras vazias.
Cinco vagas para o posto de coronel
A Comissão de Promoção de Oficiais (CPO) da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso (PMMT) definiu, no cenário institucional do estado, a lista dos quinze tenentes-coronéis que disputam as cinco vagas para o posto de coronel.
O ato administrativo ocorreu no âmbito das avaliações internas da corporação e busca preencher as vagas do posto mais elevado da hierarquia policial militar mato-grossense.

A deliberação oficial abrange todo o Estado de Mato Grosso, reunindo oficiais com atuação estratégica tanto na capital, Cuiabá, quanto em importantes municípios do interior.
As promoções respondem à necessidade contínua de renovação do alto comando militar, garantindo a continuidade do planejamento e da execução das diretrizes de segurança pública.
O processo seletivo foi conduzido de forma criteriosa pela própria comissão especializada da corporação, mediante a análise minuciosa de méritos, histórico funcional e pontuações acumuladas.
A relação reúne oficiais que atuam em unidades da Capital e do interior do Estado. As notas atribuídas pela comissão variam de 5,34 a 4,87.
A maior nota da lista é do tenente-coronel Adão César Rodrigues Silva, comandante regional de Cáceres, com 5,34. Na sequência aparecem, tenente-coronel Paulo Jailson Secchi de Ávila, que atua em Nova Mutum aparece com nota 5,337; Murilo Franco de Miranda, de Tangará da Serra, com 5,327; Fábio Alves Ribeiro, comandante da Rotam, com 5,32; e Oswaldo Marins Rabelo, de Alta Floresta, com 5,29.
Completam a relação Cleiton de Moura Viana, Breno Chaves Nogueira, Nagila de Moura Brandão, Fábio Mota de Souza, Victor Lúcio do Prado, Adonival Coelho de Souza Junior, Bruno Marcel Souza Tocantins, Gyancarlos Paglyneari Cabelho, Jussara Cristina Novacki e Marcelo Moraes de Souza.
Entre os quinze selecionados, destacam-se duas oficiais mulheres: as tenentes-coronéis Nagila de Moura Brandão, do 9º Batalhão, e Jussara Cristina Novacki, integrante da Diretoria de Defesa da Mulher.
O governador Otaviano Pivetta confirmou expressamente que, entre as cinco vagas disponíveis para a promoção, ao menos uma será destinada ao preenchimento por uma mulher.
A decisão final caberá ao chefe do Executivo Estadual, que receberá uma lista tríplice indicativa para cada vaga e anunciará os novos coronéis no prazo estimado de cinco dias.
Após a oficialização do ato administrativo, os cinco oficiais escolhidos tomarão posse na mais alta patente, assumindo responsabilidades estratégicas na condução da segurança do Estado de Mato Grosso.
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