DEMONSTRAÇÃO DE FORÇA
Neri reúne maior grupo político de Mato Grosso em apoio ao Senado
O deputado federal do Partido Progressista (PP), Neri Geller, deu uma demonstração de força e representatividade política ao reunir 74 prefeitos do interior do Estado de Mato Grosso, entre eles, Kalil Baracat, Prefeito da Cidade de Várzea Grande, e José Carlos do Pátio, da cidade de Rondonópolis.
O evento contou com os presidentes dos partidos PP, MDB, PSD e PSB. Na ocasião, a presença marcante foi de quatro deputados federais, dez deputados estaduais e um Senador se uniram em Cuiabá em apoio à pré-candidatura de Neri Geller ao Senado Federal.
O tom político do evento foi dado pelo Senador Carlos Henrique Baqueta Fávaro (PSD), para quem o ideal da política é saber ouvir as lideranças e dialogar com todos na busca do melhor.
“Esse grupo mostra a força que tem quando une numa mesa só todas as vozes no mesmo debate. Eu conheço o Neri há 40 anos, um jovem que chegou em Mato Grosso e honrosamente foi catador e raiz, frentista de posto, vereador, deputado federal e ministro da República, e pela força do trabalho representa hoje o projeto de todos nós”, reforçou Fávaro, que é presidente do PSD estadual.
Para o Prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB), o evento demonstrou que o caminho para as próximas eleições será conduzido pela busca de unidade.
“Esse grupo é da base do Governo e só mostra unidade ao sentar junto para discutir o melhor para Mato Grosso. Neri tem o perfil agregador, e conseguiu unir todos num time só, com um objetivo só”, disse.
O encontro marcou em definitivo o lançamento da pré-campanha de Geller ao Senado e contou com mais de 400 lideranças de todas as regiões do Estado.
Segundo o presidente do PSB em Mato Grosso, deputado estadual Max Russi, Geller mostrou maturidade e respeito à classe política quando se propôs a dialogar e construir o projeto no coletivo.
“Neri nos chamou para discutirmos um projeto juntos, em grupo, unidos, e foi isso que fizemos. Ter essa quantidade de lideranças num evento suprapartidário só nos dá a dimensão da força e da responsabilidade que temos com Mato Grosso”, declarou o primeiro-secretário da Assembleia Legislativa.
Anfitrião do evento, Neri Geller destacou a força do trabalho e a importância da união para que os resultados aconteçam.
“Tudo que me propus a fazer na vida eu fiz com dedicação e lealdade. A reunião de hoje aumenta ainda mais a responsabilidade desse grupo em continuar construindo um Estado melhor, mais próspero e com respeito aos que caminharam conosco e nos fizeram chegar até aqui”, salientou ele.
REPRESENTATIVIDADE
Participaram do evento os deputados federais Carlos Bezerra presidente do (MDB), Juarez Costa e Valtenir Pereira; os deputados estaduais Paulo Araújo, Max Russi, Nininho Bortolin, Oscar Bezerra, Dr Gimenez, Valmir Moretto, João Batista, Dr João, Toninho de Souza e Thiago Silva, além do presidente do PSDB no Estado, Carlos Avalone, a suplente de senadora, empresária Margareth Buzetti, a ex-deputada Teté Bezerra e os secretários estaduais Nilton Borgato (Secitec), Silvano Amaral (Seaf).
Política
Vício formal em assinaturas barra abertura de CPI contra União Transportes na Câmara de Várzea Grande
O Poder Legislativo de Várzea Grande barrou temporariamente o início de uma devassa contábil e operacional no sistema de mobilidade urbana municipal ao indeferir o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A iniciativa buscava instituir um comitê especial de fiscalização focado nas supostas irregularidades que permeiam a prestação de serviços essenciais à comunidade local. Com a decisão administrativa, a tramitação do inquérito político foi paralisada até o integral saneamento das exigências regimentais regulamentares.
A autoria do requerimento cabia originariamente ao vereador Caio Cordeiro, representante do partido Novo, que liderou a articulação junto aos seus pares para angariar o apoio político indispensável à sustentação do pleito. O parlamentar obteve a expressa anuência de outros nove integrantes do Parlamento local, unindo assinaturas de Adilsinho, Bruno Rios, Carlinhos Figueiredo, Charles da Educação, Cleyton Nassarden, Jânio Calistro, Joaquim Antunes, Lucas Chapéu do Sol e Rosy Prado.
A apresentação do mencionado requerimento ocorreu no transcorrer da última semana jurídica, introduzindo uma intensa celeuma nos debates internos da Casa de Leis e alterando o ritmo habitual das deliberações parlamentares. A data do protocolo marcou o início da contagem dos prazos regimentais de avaliação, os quais impõem um rigoroso filtro prévio de admissibilidade a cargo da assessoria jurídica da Mesa Diretora.
Os atos formais de questionamento e o subsequente indeferimento transcorreram integralmente no âmbito da Câmara Municipal de Várzea Grande, instituição incumbida constitucionalmente de fiscalizar os contratos públicos firmados pelo Poder Executivo.

O ambiente institucional do Parlamento Metropolitano tornou-se, por conseguinte, o palco de disputas técnicas acerca do cumprimento estrito das formalidades que validam os instrumentos de controle externo.
O bloqueio provisório da Comissão Parlamentar operou-se por intermédio de uma decisão eminentemente burocrática, motivada pela constatação de que o proponente utilizara cópias reprográficas em vez das vias físicas originais do documento de apoio. A Mesa Diretora fundamentou a rejeição na premissa de que a fragilidade material do suporte impresso desatendia aos parâmetros exigidos para a instauração de um procedimento de tamanha envergadura jurídica.
O escopo substancial da investigação proposta residia na apuração de supostas desconformidades graves na execução do contrato administrativo de concessão que rege o transporte coletivo municipal. Os parlamentares subscritores apontavam para falhas reiteradas no atendimento aos usuários, indícios de descumprimento de metas contratuais e deficiências na manutenção da frota rodoviária que atende diariamente à população várzea-grandense.
Os antecedentes contratuais que motivaram o requerimento remontam às vistorias e balanços realizados ao longo do período compreendido entre os anos anteriores. Diferentemente da Câmara Municipal de Cuiabá, que ostenta múltiplos blocos investigativos em pleno andamento, a Casa de Leis de Várzea Grande encerrou o último ciclo administrativo sem qualquer Comissão Parlamentar de Inquérito ativa em sua estrutura interna.
A principal justificativa para a intervenção impeditiva imediata baseou-se no risco iminente de vulnerabilidade jurídica, visto que a aceitação de cópias simples fragilizaria a higidez de toda a instrução processual subsequente. Um vício formal dessa magnitude abriria precedentes perigosos, permitindo que a empresa concessionária acionasse o Poder Judiciário para anular preventivamente os trabalhos da comissão, sob a alegação de cerceamento de defesa ou de ilegalidade na origem.
Em esclarecimento oficial emitido por sua assessoria de comunicação, a Câmara Municipal de Várzea Grande reiterou que a condução dos trabalhos legislativos deve pautar-se pela segurança jurídica absoluta. A nota institucional realçou que, segundo orientação técnica emitida pelos procuradores da Casa, a apresentação das assinaturas originais é condição indispensável para resguardar a soberania e a legitimidade inabalável das decisões tomadas pelo plenário.
O prosseguimento regular da fiscalização depende agora, exclusivamente, do cumprimento da exigência formal de reapresentação do requerimento contendo as assinaturas autógrafas e originais de todos os dez parlamentares envolvidos.
A Mesa Diretora assegurou que, uma vez sanada a falha técnica e restituída a autenticidade documental exigida pelo rito regimental, o expediente retomará seu curso natural de tramitação para deliberação final.
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