DEPUTADO COM MUITA MUNIÇÃO
Nenelzinho aponta metralhadora giratória contra MPE, Paiaguas, Kalil e ALMT
A sexta-feira chegou, mas aqui no Blog do Valdemir não tem esse de sextou não! Aqui o trabalho não para, há muito o que fazer e a correria só aumenta. A boca está seca, a pauta é extensa, mas o editor não liberou para o Carnaval. Então segue o fluxo!
O deputado federal Emanuel Pinheiro da Silva Primo, o Nenelzinho do MDB, ligou a metralhadora giratória e está atirando em tudo que vê.
No que ele está atirando? Bom…, ele está atirando é contra o procurador de Justiça José Antônio Borges, o governador Mauro Mendes Ferreira (UB), seu correligionário o Prefeito da Cidade de Várzea Grande, Kalil Sarat Baracat de Arruda (MDB), e agora contra a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT).
Os ritmistas do Boteco da Alameda, antes de descer a avenida no Carnaval do Porto, querem saber o que Nenelzinho Pinheiro está tramando. Para uns, o deputado federal Nenelzinho aposta no enfraquecimento das denúncias do Ministério Público Estadual de Mato Grosso (MPE/MT), e da mudança do modal de transporte em Cuiabá e Várzea Grande, o VLT e BRT.
Para outros a irritação é com o fato da oposição estar perdendo o protagonismo em Mato Grosso.
“Eu vejo com tristeza, para dizer a verdade. Continuo achando que ele (nenelzinho) é um quadro político de qualidade. É um cara com espírito público, que conhece Mato Grosso, que pensa, para mim (nenelzinho) destrambelhou. Virou a metralhadora giratória atirando para tudo que é lugar. Esta se isolando até dentro do próprio partido dele (MDB)“, disse um dos foliões do Boteco da Alameda.
Acompanhe abaixo as principais acusações a personagens decisivos dos poderes mato-grossenses.
Nenelzinho Pinheiro
Mal esquentou a cadeira no seu segundo mandato na Câmara Federal, Nenelzinho Pinheiro já mostrou a que veio.
E, pelo visto, não veio em paz. Nesta quinta-feira (16), durante entrevista na Rádio Centro América FM, mostrou uma nova roupagem, voltando a oposição ferrenha e não mais a direta liberal.
Nessa nova versão, o parlamentar federal descobriu o motivo que o procurador de Justiça José Antônio Borges de perseguir seu pai, o prefeito cuiabano, o emedebista Emanuel Pinheiro (MDB).
“O Ministério Público Estadual, na pessoa do José Antônio Borges, foi conivente e sabia de tudo isso… ele tem um prêmio para receber, que é ser desembargador do Estado de Mato Grosso. Fez uma caça às bruxas contra o prefeito Emanuel Pinheiro para ser desembargador. Não é o Ministério Público, é o José Antônio Borges“.
O parlamentar federal Nenelzinho Pinheiro não poupou o seu correligionário, Kalil Baracat, prefeito da cidade vizinha de Cuiabá, Várzea Grande e, sobrou até para a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), a quem o deputado federal chamou de “omissos”.
“A Assembleia Legislativa aprovou no final de 2020, a toque de caixa, sem discussão, numa votação relâmpago, no final do ano, já começa por aí. Tenho muito apreço pelo prefeito Kalil é meu correligionário, mas não moveu um pauzinho sequer, foi extremamente omisso. Deixou Várzea Grande com aquele corretor cheio de bloco de concreto por vários e vários anos e não quis brigar com o governador“, afirmou o parlamentar federal.
Em relação ao Governo do Estado, o parlamentar emedebista, disse que Mauro Mendes se utiliza de “laranjas” para esconder uma suposta relação comercial com as Empresas Nova Engevix Engenharia e Projetos S.A e Cittamobi Desenvolvimento em Tecnologia Ltda.
Atirando sem dó
Com a metralhadora engatilhada, o parlamentar federal em sua entrevista na Rádio Centro América FM, foi questionado sobre as acusações feitas, o emedebista disse que a fala não se tratava de uma ilação, ou seja, uma suposição, mas de uma afirmação.
“Estou afirmando que tem [irregularidades]. Ninguém faz o seguinte: eu vou colocar meu nome aqui em uma sociedade que a lei veda. Você usa um laranja, você usa outras pessoas que a polícia e as instituições de investigação não têm como enxergar”.
Perguntado se Assembleia Legislativa, o Consórcio do Rio Cuiabá, o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), o Ministério Público Estadual (MPE), o Ministério Público Federal (MPF) e outros órgãos foram coniventes com a mudança do VLT pelo BRT, o deputado federal emedebista disse:
“O governador Mauro Mendes tem o incrível poder de articulação e eu reconheço essa habilidade que ele tem de conseguir silenciar determinados atores, não instituições”.
Blog aconselha
O núcleo duro da equipe de reportagem do Blog do Valdemir aconselha aos internautas para se abaixarem, porque vem mais tiroteio por aí. Se protejam.
Política
Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual
Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.
A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.
O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.
Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.
Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.
A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.
A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.
No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.
Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.
No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.
A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.
Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.
A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.
No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.
Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.
A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.
Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.
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