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APÓS DENÚNCIA

Vereador sofre ameaça e registra B.O.

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No distrito de Nossa Senhora do Chumbo, em Poconé, cidade localizada cerca de 104 km ao Sul de Cuiabá, uma van Kia Besta em péssimas condições de segurança que era utilizada para transporte escolar foi apreendida pela Polícia Civil, após denúncia recebida pela delegacia do município.

O motorista do veículo, que não possuía habilitação foi autuado em flagrante pelos crimes dirigir veículo automotor, em via pública, sem a devida permissão (artigo 309, do Código Penal) e de expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente (artigo 132, do Código Penal).

Com base nas informações, os policiais realizaram a abordagem da van no distrito de Nossa Senhora do Chumbo, ocasião em que três crianças eram transportadas no veículo. Devido às condições precárias do veículo, a empresa foi acionada para que mandasse outro carro para buscar as crianças.

A van foi apreendida e o motorista conduzido à Delegacia de Poconé, onde confessou que trabalhava como motorista há pouco mais de um mês, porém não possuía habilitação para dirigir. Ele alegou que estava dirigindo o veículo temporariamente com a anuência do proprietário.

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Ameaças anônimas

Diante dos fatos, o delegado de Poconé, Maurício Maciel Pereira Júnior, autuou em flagrante o motorista pelos crimes de dirigir sem a devida permissão e por expor a vida de outrem a perigo majorada pela condução de veículo.

Após denunciar na tribuna a precariedade do transporte escolar que atende as crianças da zona rural do município de Poconé, o vereador Luis Eduardo Almeida, o Dudu Carrapato (PSDB), recebeu ameaças via ligações anônimas recebidas via aplicativo de mensagens Whatsapp e decidiu registrar um boletim de ocorrências para que as ameaças sejam investigadas.

Para mim foi um recado claro que incomodei pessoas que até então estavam em condições muito confortáveis, sem fiscalização alguma. Mas é o meu trabalho e quero que seja investigado. Na ligação de número não identificado no início da tarde da última quinta-feira, dia 31 de março, um homem disse quando atendi: ‘cuidado aí em Poconé com essas denúncias e fica esperto’. Fiquei apreensivo e quero que a polícia investigue“, disse o vereador ao deixar a delegacia.

Segundo Dudu, uma van de empresa contratada pela prefeitura municipal, em péssimas condições de segurança, estava sendo utilizada para transporte escolar no distrito de Nossa Senhora do Chumbo, em Poconé. Além das condições precárias de segurança, o motorista que conduzia do veículo não possuía habilitação.

Eu denunciei isso várias vezes na tribuna, cheguei a apresentar um requerimento de informações na Câmara Municipal, solicitando que a prefeitura prestasse esclarecimentos, porém, foi rejeitado pela maioria dos vereadores que são da base do prefeito. Com a graça de Deus, a polícia agiu após a denúncia dos pais e apreendeu o veículo. Imagina o risco para essas crianças, nem bicho é transportado assim. Com a repercussão grande na mídia, veio a ameaça. O fato é que não vão me parar, fui eleito para fiscalizar o Poder Executivo e vou continuar fazendo“, finaliza o vereador.

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Política

Disputa interna no União Brasil e pressão sobre empréstimo bilionário sacodem a política de Mato Grosso

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A estabilidade política em Mato Grosso enfrenta um período de intensa reconfiguração com o acirramento das tensões partidárias internas. A disputa pelo controle de narrativas e espaços de “PODER” dentro do União Brasil (UB) atinge o seu ápice, mobilizando as principais lideranças do estado em uma contenda que reverbera diretamente nas articulações para os próximos pleitos eleitorais.

O embate centralizado envolve diretamente o senador Jayme Campos e o ex-governador Mauro Mendes, ambos filiados ao mesmo partido, o União Brasil (UB). O desentendimento entre as duas personalidades públicas expõe fraturas ideológicas e estratégicas profundas na base governista, evidenciando que a aparente unidade da sigla caminha sobre um terreno de constante e complexa “DISPUTA” de forças.

O cenário de “CRISE POLÍTICA” manifesta-se de forma explícita no território mato-grossense, e os principais redutos eleitorais do interior tornam-se o palco geográfico das negociações. A relevância econômica e política do estado no cenário nacional amplifica o impacto de qualquer instabilidade institucional gerada por esse racha partidário.

As movimentações de bastidores e os confrontos públicos entre as lideranças estendem-se até o dia 4 de agosto, data limite que funciona como um marco decisivo. Esse cronograma rigoroso impõe uma urgência extrema às negociações, uma vez que as convenções partidárias e os prazos legais exigem definições céleres e estratégicas por parte dos articuladores envolvidos.

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O estopim para a visibilidade pública dessa crise decorre diretamente da convocação de uma Convenção Partidária cujo formato surpreendeu os analistas de mercado. O edital prevê a duração de apenas uma hora para o encerramento dos trabalhos, com início estipulado para as 17 horas e término inflexível às 18 horas, um período considerado excessivamente exíguo para deliberações complexas.

A motivação por trás dessa “JANELA TEMPORAL” tão restrita visa, segundo interlocutores, limitar debates prolongados e acelerar decisões previamente coordenadas pelas cúpulas. Essa metodologia de gestão partidária busca mitigar desgastes públicos e evitar que dissidências internas ganhem contornos de maior publicidade, embora acabe por gerar o efeito inverso ao alimentar especulações.

A dinâmica conflituosa desenvolve-se por meio de declarações contundentes, reuniões de emergência e forte articulação junto aos deputados da base aliada. O senador Jayme Campos formalizou publicamente suas ressalvas à condução política atual, utilizando os canais de comunicação e as tribunas para demarcar sua posição de independência e contraposição às diretrizes da ala rival.

Oposição a contratação de um empréstimo financeiro no valor de R$ 1,5 bilhão

O descontentamento do senador expandiu-se também em direção à gestão do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos. Jayme Campos posicionou-se como o primeiro opositor de peso a questionar frontalmente a proposta governamental que autoriza a contratação de um empréstimo financeiro no valor de R$ 1,5 bilhão.

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O montante bilionário pleiteado pelo Poder Executivo encontra-se atualmente sob rigorosa análise técnica e política dos parlamentares na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT). A oposição ao projeto fundamenta-se na necessidade de maior transparência sobre o impacto fiscal a longo prazo e sobre a real necessidade desse endividamento público na atual conjuntura.

Demonstrando plena convicção em seu capital político, o parlamentar federal argumenta que a proximidade do encerramento do mandato do atual gestor desaconselha a assunção de compromissos financeiros dessa magnitude.

A tese defendida sustenta que o fim de governo exige prudência administrativa, evitando que futuras gestões herdem passivos que possam comprometer os investimentos essenciais no Estado de Mato Grosso.

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