Search
Close this search box.

UMA XEROX DAS ELEIÇÕES PASSADAS

Disputa pela Prefeitura de Cuiabá de 2024 caminha para o mesmo de 2002

Publicados

em

O União Brasil de Mato Grosso prefere não se comunicar diretamente com o seu militante sobre os motivos que levam a sigla a não se posicionar para o pleito de 2024.

Nos últimos dias, a crítica sobre a morosidade por causa da ação dos seus opositores, só gera uma instabilidade desnecessária e causa repercussão em vários lugares do Estado de Mato Grosso.

Pelo o que vemos e pelas notícias o União Brasil (UB) tem sido extremamente cauteloso, enquanto seus adversários apostam em resultado para 2026. Ou seja, se explicasse direitinho a situação em uma coletiva de imprensa, por exemplo, o UB poderia exaltar a sua grandeza, que, aliás é plataforma do sucesso que começou com a reformulação do partido em Mato Grosso.

O presidente da sigla mato-grossense União Brasil (UB), o chefe do Executivo Estadual, Mauro Mendes Ferreira, poderia expor que está abrindo diretórios provisórios, conseguindo novos filiados e que vai segurar as suas “ESTRELAS” dentro do partido.

Erros acontecem nos partidos políticos, assim como aconteceu em 2002, (voltaremos ao assunto), é impossível prever com certeza uma candidatura, que faz parte de um processo.

Mas…, se calar sobre tudo que vem ocorrendo não é o suficiente. Todo esse silêncio às vezes transforma o muito do partido do União Brasil (UB) em Mato Grosso em ser responsável por piadinhas dos opositores e até mesmo da imprensa mato-grossense.

Questões de lado, o UB ainda tem um grupo de líderes políticos competentes e extremamente capaz de levar a sigla mato-grossense ao Pódium, ainda mais considerando a fase dos seus adversários que não é nada boa.

Ajudaria, também, se Mauro, Jayme, Júlio, Edu, Fábio, Dilmar, Sebastião e outros pilares recuperassem o mesmo discurso. E segue o fluxo!

2002 mesmo retrato de 2023?

Em 2002, o governador na época era Dante Martins de Oliveira (PSDB), o Prefeito de Cuiabá era Roberto França (PPS).

O Prefeito de Cuiabá naquela época Roberto França rompeu com o PSDB de Dante de Oliveira, e Mato Grosso ganhou uma nova realidade política. Ao romper com o grupo dominante, gerou um fato novo, importante, estabeleceu um corte fundamental para a política de Mato Grosso.

Na ocasião, Roberto França não aceitou o jogo de Dante de Oliveira, e juntamente com Jayme Campos, Percival Muniz e Carlos Brito, convidaram o empresário do Agronegócio, Blairo Borges Maggi para entrara na política mato-grossense. O que aconteceu? Tudo!

Em 2002, entrou como “azarão” na disputa pelo Governo do Estado de Mato Grosso pelo PPS e venceu no primeiro turno, com 51% dos votos, um fenômeno semelhante ao que João Doria experimentou na corrida à prefeitura paulistana. Em 2006, reelegeu-se com 63,59% dos votos e trocou de legenda, entrando no PR.

Leia Também:  Concessão do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães gera controvérsia e disputa política

Depois de ameaçar largar a política, foi eleito Senador em 2010, com 1 milhão de votos válidos. Como Senador, assumiu em 2013 a presidência da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle da casa. Depois Blairo Maggi foi convidado a assumir a cadeira de ministro da Agricultura do governo de Michel Temer.

Viu ai como aconteceu de tudo!

Edu ganha sobrevida

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), Zé Edu Botelho, “por enquanto” no União Brasil (UB), tenta aparar as arestas no próprio partido para dar ao menos uma sobrevida.

Na última semana, estiveram reunidos com o governador Mauro Mendes, juntamente com algumas lideranças do União Brasil (UB) e por incrível que pareça algo aconteceu: o Palácio Paiaguas que demonstra resistência sobre a candidatura de Edu Botelho, está flexível.

Vão aguardar as convenções, antes de formarem uma posição sobre o que está acontecendo dentro da sigla. Uma outra ala do partido considera que esse prazo é longo demais.

Isso seria um pano de fundo. Zé Edu Botelho continuará a discutir internamente a sua candidatura, mas não está autorizado pelo partido a aprofundar nas negociações com outras siglas partidárias. Até porque que nada será decidido em uma visão unilateral do UB.

Então caros amigos e leitores do Blog do Valdemir, uma coisa é certa, o Zé Edu Botelho discutir a sua candidatura, outra é a articulação com outras siglas partidárias.

Nos bastidores e corredores palacianos, alguns parlamentares demonstram ressalvas sobre a candidatura do menino Fabinho, o deputado federal licenciado, Fábio Garcia, especialmente pelo fato de ele não apresentar um bom desempenho nas pesquisas de intenção de voto.

Em busca de uma aproximação com o núcleo duro do Palácio Paiaguas, é preciso manter um diálogo constante e permanente ao longo do processo de definição.

Fábio que se cuide

O menino Fabinho um tanto “inebriado” pelo resultado de sua aprovação nas pesquisas, mordido pela possibilidade de ser o candidato do UB e afoito para aproveitar o pouco tempo que tem para se viabilizar sua candidatura, até a convenção do partido, anda atrás de fatos que sequer tem com o seu trabalho para a qual foi eleito há menos de um ano. Deixa quieto!

Após 24 anos

Após a dobradinha entre Roberto França e Dante de Oliveira em 2020, nenhum governador conseguiu eleger um aliado.

Leia Também:  Denúncia de escutas ilegais em Mato Grosso será destaque neste domingo (14) no "Fantástico", da Rede Globo 

Em 2004, o então governador Blairo Borges Maggi apoiou Sérgio Ricardo de Almeida, hoje atual Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT).
Em 2008, Blairo Maggi apoiou Mauro Mendes.
Em 2012, o então governador na época Silval da Cunha Barbosa apoiou o petista e hoje deputado estadual Ludio Cabral.
Em 2020, o governador Mauro Mendes apoiou Roberto França. O resultado foi a reeleição de Nenel Pinheiro, hoje ainda Prefeito de Cuiabá.
Em 2024… O discurso de Mauro Mendes neste último sábado (29) no Hemocentro, ao realizar a doação de sangue é;

Com o devido respeito a todos os envolvidos, o Mauro não é três pessoas distintos. No final de semana eu sou o Mauro Mendes, pai de família, esposo, que fica em casa. Mas eu não deixo de ser governador, não deixo de ser presidente da União Brasil“, disse.

Do núcleo duro Boteco da Alameda

Recentemente o deputado estadual Júlio José de Campos disse que dentro do União Brasil vai acontecer um “êxodo político” caso o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), Zé Edu Botelho, aceite o convite para migrar ao PSD do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Carlos Henrique Baqueta Fávaro.

Conforme Júlio Campos, existe um “PACTO” dos deputados estaduais do União Brasil com Zé Edu Botelho, e que com sua possível saída do União Brasil, todos estarão o acompanhando. A fidelidade ao chefe do Legislativo retiraria da sigla mato-grossense, Dilmar Dal Bosco, Sebastião Rezende e o próprio Júlio Campos. Além claro, do Senador Jayme Veríssimo de Campos.

E o Blog do Valdemir pergunta: E agora. Bom…, agora é esperar até amanhã que sempre tem noticia boa e ruim da política mato-grossense.

Propaganda

Política

Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual

Publicados

em

Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.

A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.

O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.

Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.

Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.

A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.

Leia Também:  Antonio Joaquim acredita que sua defesa se reforçou com nova estratégia

A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.

No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.

Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.

No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.

A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.

Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

Leia Também:  Natasha segue história da mulher que venceu dois homens na disputa pelo Senado

O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.

A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.

No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.

Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.

A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.

Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA