ATAQUES E CONFUSÃO
Deputado vira alvo de “Fake News”
Votação de um projeto que tratava de penhora de valores do auxílio emergencial, aconteceu na última quarta-feira (14), e a oposição aproveitou a oportunidade para colocar uma emenda que tratava de auxilio emergencial.
O deputado federal Dr. Leonardo Ribeiro Albuquerque do Partido Solidariedade do Estado de Mato Grosso reagiu à tentativa de causarem confusão junto à população e virou alvo de ataques de 2 veículos de imprensa de Cáceres que agiram de má fé.
“Não adianta apresentar só por apresentar, só para criar uma narrativa política. A prorrogação do auxílio emergencial é necessário, mas precisa ser construída dentro da legalidade“, afirmou.
O parlamentar se referia a Emenda nº 3, de autoria da liderança do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Socialista Brasileiro (PSB), ao Projeto de Lei 2.801 de 2020. O teor principal do projeto era de impedir o bloqueio e penhora do auxílio emergencial, contudo os dois partidos insistiram nessa emenda que criava despesa sem indicar a receita de onde sairia o recurso. Como isso vai contra a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça, deputado Áureo Ribeiro (RJ) indeferiu a emenda devido a inconstitucionalidade.
“Ou seja, essa emenda não seria aprovada e não teria efeito prático, por isso fica clara a intenção de fazer um ato político com esse tema, único e exclusivamente para confundir o cidadão, porque para se apresentar qualquer emenda que vai gerar gasto ao cofre público precisa apresentar de onde sairá o recurso, é isso não foi feito. Por isso não poderia entrar em votação dessa forma, servindo apenas para fazer politicagem“, disse.
O PT e PSB tentaram interpor um recurso, que foi rejeitado no plenário, e alguns usaram essa votação para propagar a falsa informação de que deputados haviam votado contra a prorrogação do auxílio.
“Eles apresentaram uma emenda em um projeto de lei com outro objeto, sabendo que seria rejeitada na CCJ, só para poder atacar os outros deputados. Isso é um jogo rasteiro, de má fé, feito só para criar um factóide e usá-lo para denegrir a imagem de outros deputados e do Governo“, afirmou Dr. Leonardo.
“O que foi rejeitado foi o recurso (tentativa sem fundamento). O mérito não foi votado. Quando o mérito da prorrogação for a plenário, com certeza será aprovado por unanimidade e eu vou trabalhar a favor disso“, esclarece o deputado.
O deputado federal Dr. Leonardo Ribeiro Albuquerque do Partido Solidariedade do Estado de Mato Grosso estuda, inclusive, apresentar um projeto de lei para prorrogação do auxílio junto às lideranças partidárias caso as matérias em discussão não atendam os requisitos jurídicos para aprovação.
“Se demorar muito, estudo apresentar um projeto que contemple as necessidades técnicas e jurídicas“, avisa o parlamentar.
Recentemente, a oposição ao Governo Federal, tentou apresentar uma emenda com esse objetivo, contudo não cumpria os requisitos técnicos para garantir a constitucionalidade da Lei.
O deputado ainda informa que foi encaminhado o pedido de direito de resposta aos veículos que divulgaram a notícia de forma distorcida e que tomará as providências cabíveis, respeitando o direito da imprensa livre e responsável, que tem o papel de informar e não de confundir ou distorcer.
Política
Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual
Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.
A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.
O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.
Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.
Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.
A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.
A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.
No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.
Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.
No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.
A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.
Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.
A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.
No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.
Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.
A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.
Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.
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