Política
PSL diz ser “muito difícil” estar junto com MDB em 2020
“Na política não podemos dizer que não estaremos juntos, ou que vamos caminhar juntos, mas uma coisa é certa, será muito difícil o nosso partido caminhar com o MDB de Emanuel Pinheiro. Nosso partido hoje conta com uma grande força política, o presidente da Republica, Jair Bolsonaro, no Estado temos a Juíza aposentada Selma Arruda e Nelson Barbudo com grande força política. E é natural a construção de uma caminhada própria em Cuiabá”.
Foi a declaração do presidente do Partido Social Liberal (PSL) de Cuiabá, vereador Wilson Nonato da Silva, o “Wilson Kero Kero”, afirmando que o PSL deverá ter candidatura própria para disputar a Prefeitura da Capital nas Eleições de 2020.
Se dizendo independente na Câmara Municipal de Cuiabá, o presidente municipal do PSL, Wilson Kero Kero chegou a fazer parte da base do Prefeito de Cuiabá, e segundo ele, não tem jeito, o PSL vai caminhar sozinho em 2020.
“Com a eleição do Bolsonaro, eu sabia que não tinha mais como caminhar com o Emanuel. Em novembro, decidi que iria ficar independente. Comuniquei o prefeito. Quando retornei às atividades, em fevereiro, fiquei independente”.
“Nosso partido esta sendo reestruturado, ganhando musculatura, força, já tem uma chapa pronta para vereador, e queremos eleger no mínimo 3 vereadores na próxima eleição. E já estamos trabalhando a candidatura majoritária, acredito que já no inicio do próximo ano teremos um nome para a disputa pela Prefeitura de Cuiabá”.
Já na cidade de Rondonópolis, o principal nome cotado para disputar a prefeitura da cidade esta sendo do deputado estadual delegado Claudinei de Souza Lopes do PSL.
“Temos que aproveitar a oportunidade neste momento em que o nosso presidente do Brasil Jair Bolsonaro ainda é muito forte, em Mato Grosso também é muito forte. Se ele conseguir atingir seus objetivos até ano que vem com as reformas que estão sendo debatidas no Congresso Nacional, vai alavancar muitos nomes ainda para concorrem a candidaturas em varias cidades de Mato Grosso”.
O parlamentar estadual disse que o PSL esta aguardando a “Janela Partidária” que vai começar em março de 2020, ano em que é permitido a troca de partido sem correr risco de perder o mandato para receber reforço junto ao partido chegar com mais força para as disputadas eleitorais.
“Eu fui o deputado estadual mais votado na minha região que é Rondonópolis, tive 17 mil votos, e a maioria das pessoas que eu tenho conversado tem pedido para que eu apresente meu nome para a disputa eleitoral de 2020 para prefeito. Mas tenho me manifestado em não ter esse interesse em disputar. Quero cumprir meu mandato de quatro anos como deputado estadual. Então, em Rondonópolis ainda não temos um nome definido. Pode ser até o início do ano que vem, dependendo das filiações. Vamos analisar esses nomes”.
Política
Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual
Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.
A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.
O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.
Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.
Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.
A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.
A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.
No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.
Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.
No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.
A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.
Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.
A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.
No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.
Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.
A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.
Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.
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