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NOVA OITIVA

CPI da CS Mobi promove mesa de negociação entre prefeitura e empresa

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A CPI da CS Mobi foi instaurada para investigar irregularidades e prejuízos decorrentes da parceria estabelecida na gestão Emanuel Pinheiro. Para Brunini, antes de qualquer decisão final, é necessário aprofundar as apurações para garantir que Cuiabá não continue sendo penalizada por um contrato que, em sua avaliação, “gera mais danos que benefícios”.

Durante negociações realizadas no início do ano, a CS Mobi estipulou multa de R$ 135 milhões em caso de rescisão unilateral. O valor, considerado inviável diante do cenário financeiro do município, levou o Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini a insistir em alternativas legais que permitam rever o contrato sem que a prefeitura arque com tamanho prejuízo.

O vereador Rafael Ranalli (PL), presidente da CPI da CS Mobi, afirmou que os trabalhos já estão em fase final e que o relatório deve ser apresentado até o dia 10 de outubro. o parlamentar destacou que o processo de contratação da CS Mobi foi considerado legal, mas que a única forma de encerrar o vínculo seria a rescisão contratual, com aplicação de multa.

Além disso, a CPI da CS Mobi apontou responsabilidade do ex-prefeito Emanuel Pinheiro por improbidade administrativa, ao deixar de repassar recursos ao fundo vinculado à Câmara Municipal. O presidente da CPI da CS Mobi, Rafael Ranalli ressaltou que cabe exclusivamente à prefeitura decidir sobre a rescisão.

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Nova oitiva

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da CS Mobi realiza nesta quarta-feira (24), às 14h, na Câmara Municipal de Cuiabá, uma nova oitiva com a presença do Prefeito da Capital, Abilio Brunini (PL) e do gerente-geral da empresa, Kenon Mendes de Oliveira. A expectativa é que a reunião tenha como foco principal a discussão sobre o contrato de concessão, em um processo de intermediação conduzido pela comissão.

Instaurada em 10 de fevereiro deste ano, a CPI investiga possíveis irregularidades no contrato firmado entre a Prefeitura de Cuiabá e a CS Mobi. O objetivo é avaliar a legalidade das cláusulas, a vantajosidade do acordo e o repasse mensal de R$ 650 mil feito pelo Município à empresa, garantido pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Desde o início das apurações, a Comissão já realizou seis oitivas, uma reunião ampliada com representantes da empresa e permissionários, além de três encontros internos para acompanhar os trabalhos.

Entre os depoentes estiveram o ex-procurador-geral do Município, Benedicto Miguel Calix; fiscais do contrato à época; o próprio gerente-geral da CS Mobi, Kenon Mendes de Oliveira; técnicos da área; a ex-secretária da Semob, Regivânia Alves; permissionários do Mercado Municipal e, de forma inédita, o ex-prefeito Emanuel Pinheiro.

O último depoimento aconteceu em 21 de agosto, com o ex-secretário municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Francisco Antônio Vuolo, responsável pela assinatura do contrato de concessão.

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A CPI também realizou duas visitas técnicas às obras do Mercado Municipal Miguel Sutil, com participação de vereadores. Todas as atividades ocorreram no expediente regular da Câmara de Cuiabá, sem custos extras com perícias, materiais ou deslocamentos de servidores e parlamentares.

Prorrogada em 10 de junho por mais 120 dias, a comissão tem prazo para concluir os trabalhos até 10 de outubro.

O relatório final deverá avaliar o cumprimento das obrigações contratuais por parte da CS Mobi, incluindo a modernização e revitalização do Centro Histórico e a entrega do Mercado Municipal Miguel Sutil, além de indicar recomendações administrativas ou judiciais.

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Política

Articulação de Mauro Carvalho consolida “Aliança Ampla” e isola adversários políticos

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O secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Mauro Carvalho, cravou de forma categórica a inclusão do Podemos no arco oficial de alianças que sustentará o projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta do partido Republicanos. A declaração, proferida em Cuiabá durante a inauguração da nova sede do partido governista, reorganiza o tabuleiro político local ao formalizar o apoio de uma das legendas mais cobiçadas do estado. O anúncio oficial impacta diretamente as estratégias de oposição e solidifica a base aliada em torno do atual chefe do Executivo estadual.

A manifestação pública ocorreu durante a solenidade de inauguração da nova sede do Republicanos na capital mato-grossense, um evento que reuniu as principais lideranças da direita e do centro no estado. O momento escolhido para a declaração não foi casual, aproveitando a forte presença da imprensa e de correligionários para demonstrar força institucional. O anúncio serviu como uma demonstração de unidade política em um período crucial de definições partidárias, transformando o ato inaugural em um palanque de consolidação de poder.

A confirmação da aliança pelo chefe da Casa Civil visa neutralizar potenciais fraturas internas e consolidar a pré-candidatura de Otaviano Pivetta ao Palácio Paiaguás, reduzindo o espaço de manobra de candidaturas concorrentes. Ao antecipar a composição partidária. Mauro Carvalho busca transmitir uma imagem de estabilidade e governabilidade, atraindo novas legendas para o consórcio governista. A estratégia também atua como um desincentivo para que partidos aliados ensaiem voos solos ou migrem para blocos de oposição.

O movimento estratégico envolve diretamente o deputado estadual Max Russi, presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), e comandante do Podemos no estado, cujo nome figurava entre os cotados para a disputa majoritária.

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A inclusão formal da legenda de Max Russi no bloco governista neutraliza um concorrente de peso e vincula o Legislativo ao projeto de reeleição. Além do Podemos, o arco de forças conta com o PSDB, o União Brasil e o Partido Progressistas (PP), este último mantido no grupo mesmo após recentes divergências internas em sua convenção.

O processo de aglutinação partidária estruturou-se por meio de reuniões políticas semanais coordenadas por Mauro Carvalho, nas quais foram traçadas as diretrizes programáticas e as táticas eleitorais do grupo governista. Essas articulações de bastidores foram aceleradas pela recente migração de prefeitos e lideranças municipais para o Republicanos, fortalecendo a capilaridade da sigla no interior. A construção da aliança baseou-se na oferta de participação ativa na futura gestão e no alinhamento de projetos de desenvolvimento regional.

A consolidação desse bloco político explica-se pela necessidade de conferir densidade eleitoral e capilaridade geográfica à candidatura de Otaviano Pivetta, unindo partidos de forte expressão municipalista. Em um estado com as dimensões de Mato Grosso, o apoio de prefeitos e de presidentes partidários influentes é considerado indispensável para garantir a vitória nas urnas.

O pacto busca também blindar a gestão estadual de desgastes políticos, assegurando uma base parlamentar sólida na Assembleia Legislativa Mato-grossense.

Embora Mauro Carvalho tenha dado como certa a aliança, o presidente do Podemos, Max Russi, adotou um tom diplomático e desconversou ao ser questionado pela imprensa sobre o apoio formal e imediato a Pivetta. Russi negou publicamente que sua legenda imponha condições, como a indicação da vaga de vice-governador, para integrar a chapa majoritária nas próximas eleições. O parlamentar ponderou que a escolha do vice compete exclusivamente ao candidato ao governo, embora tenha ressaltado que o Podemos possui quadros preparados.

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A reviravolta no cenário partidário ganhou contornos de disputa pessoal após a destituição repentina de Mauro Carvalho da presidência do Partido da Renovação Democrática (PRD), ocorrida em março passado. A mudança no comando da sigla foi articulada pela deputada estadual Janaína Riva (MDB), que emplacou o ex-vereador Aluízio Lima Pereira na presidência.

Em resposta ao que chamou de “negociata”, Carvalho coordenou a debandada imediata de quatro prefeitos do PRD para o Republicanos, esvaziando a legenda adversária.

A migração dos prefeitos Rodrigo Luiz Benassi (Colíder), Gilmar Wentz (Querência), Sidnei Marques (Indiavaí) e Nei da Farmácia (Juara) alterou o equilíbrio de forças nos principais polos agrícolas do estado. Mauro Carvalho classificou a filiação em massa dos gestores municipais como um “banho na alma” e uma resposta política legítima à rasteira partidária sofrida. O secretário afirmou que a estratégia dos adversários “saiu pela culatra”, prevendo o isolamento total do PRD após o fechamento da “Janela Partidária”.

O desfecho dessa intensa movimentação de bastidores redefine as forças políticas em Mato Grosso, consolidando o grupo de Otaviano Pivetta como a força majoritária a ser batida. A capacidade de reação do chefe da Casa Civil transformou um revés partidário em uma demonstração de força que atraiu o Podemos e esvaziou legendas rivais.

O cenário atual projeta uma campanha polarizada, na qual a densidade do arco de alianças governistas testará a capacidade de articulação da oposição até a abertura oficial das urnas.

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