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O cuidado ao paciente com asma e a urgência da qualificação farmacêutica

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Autora: Veridiana Galetti*

A asma é muito mais do que um dado estatístico; é uma condição crônica que impacta diretamente a rotina e a qualidade de vida de milhões de pessoas. No mundo, mais de 260 milhões de indivíduos convivem com a doença. No Brasil, esse número chega a cerca de 20 milhões de asmáticos. O dado mais alarmante, contudo, é que milhares de internações ainda ocorrem todos os anos — e grande parte delas poderia ser evitada com acompanhamento adequado e uso correto dos medicamentos.

Mesmo com tratamentos modernos e eficazes disponíveis, o controle da asma ainda está longe do ideal para muitos pacientes. A dificuldade no uso correto dos dispositivos inalatórios (as conhecidas “bombinhas”), a baixa adesão ao tratamento preventivo e a desinformação são fatores determinantes para crises frequentes, atendimentos de urgência e impactos físicos e emocionais significativos.

Nesse cenário, o farmacêutico assume um papel estratégico e essencial. Trata-se, muitas vezes, do profissional de saúde mais acessível à população. Sua atuação vai muito além da dispensação de medicamentos: envolve escuta qualificada, educação em saúde, acompanhamento clínico e o suporte necessário para que o paciente compreenda e siga corretamente seu tratamento.

No entanto, para que esse cuidado seja efetivo, a qualificação contínua deixa de ser um diferencial e passa a ser uma necessidade urgente. E é justamente para atender a essa demanda que surge uma iniciativa que merece ampla divulgação.

O Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso (CRF-MT), em parceria com o Conselho Federal de Farmácia (CFF), está oferecendo um curso gratuito voltado para farmacêuticos e acadêmicos, com foco no cuidado farmacêutico à pessoa com asma. A capacitação alia conhecimento técnico à prática clínica, preparando o profissional para atuar com mais segurança, autonomia e impacto real na vida dos pacientes.

Mais do que um curso, essa é uma oportunidade de fortalecimento da atuação farmacêutica. Ao dominar aspectos como técnica inalatória, adesão ao tratamento e acompanhamento do paciente, o farmacêutico se torna protagonista na redução de crises, internações e complicações.

Inscrições abertas: As inscrições já estão disponíveis e podem ser realizadas pelo portal Edufarma no link: edufarma.cff.org.br

Falar sobre o cuidado ao paciente asmático é reconhecer que o conhecimento, aliado à prática humanizada, transforma realidades. Investir nessa capacitação gratuita é investir diretamente na saúde e na qualidade de vida da população.

O conhecimento está acessível. O próximo passo depende de você.

*Veridiana Galetti é farmacêutica, com pós-graduação em Farmácia Clínica e Estética, MBA em Auditoria e Faturamento em Farmácia Hospitalar pela Unyleya e especialização em Farmácia Hospitalar pelo Instituto Sírio-Libanês. Atualmente, é presidente do CRF-MT.

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Quando uma lesão pode custar uma Copa: como o seguro protege o futebol de alto nível

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Autor: Ricardo Minc*

As recentes lesões de Rodrygo Goes, atacante do Real Madrid, e de Wesley França, lateral da Roma, que acabou cortado da Copa do Mundo de 2026 após uma lesão muscular, vão além das preocupações esportivas sobre recuperação e retorno aos gramados. Casos como esse evidenciam uma dimensão pouco visível do esporte: a necessidade de proteger financeiramente atletas que, além do desempenho em campo, representam ativos estratégicos para clubes, patrocinadores e parceiros comerciais. Em uma indústria que movimenta bilhões de dólares todos os anos, uma lesão pode gerar impactos muito maiores do que a ausência em partidas importantes.

Para o torcedor, a principal preocupação costuma ser esportiva. Quem substituirá o jogador? Quanto tempo levará sua recuperação? Como a equipe será afetada? Nos bastidores, porém, existe outra questão igualmente relevante: o impacto financeiro de uma lesão grave.

No esporte, atletas de elite não representam apenas talento e performance. Eles também são ativos econômicos capazes de gerar receitas por meio de salários, direitos de imagem, patrocínios, premiações, audiência e valorização no mercado de transferências. Quanto maior a relevância do atleta, maior a necessidade de proteger financeiramente os investimentos associados à sua carreira.

É justamente nesse contexto que o mercado de seguros especializados ganha importância. Quando um atleta sofre uma lesão e precisa permanecer afastado por meses, mas existe expectativa de retorno ao esporte profissional, estamos diante do que o mercado classifica como incapacidade temporária. Esse é um dos cenários mais comuns no esporte de alto rendimento, com coberturas específicas voltadas a mitigar os impactos financeiros do período de recuperação.

Lesões ortopédicas graves, como rupturas de ligamentos do joelho ou do tendão de Aquiles, frequentemente se enquadram nessa categoria. O objetivo dessas apólices é garantir previsibilidade financeira a clubes e entidades esportivas diante de eventos inesperados.

O cenário se torna mais complexo quando surge uma dúvida ainda mais delicada: e se o atleta não conseguir mais competir profissionalmente? Nesses casos, entram em cena as coberturas voltadas ao encerramento de carreira. A análise deixa de ser apenas médica e passa a avaliar se o atleta continuará apto a competir em alto nível, independentemente de outras atividades profissionais que possa exercer fora dos gramados.

Outro ponto frequentemente subestimado é o impacto das lesões sobre patrocinadores e contratos comerciais. A ausência prolongada de um atleta pode afetar campanhas publicitárias, exposição de marcas e receitas associadas à visibilidade em grandes competições.

Em mercados mais maduros, já existem soluções de seguros voltadas à proteção de receitas de imagem, refletindo a sofisticação crescente da gestão de riscos no esporte.

Entre as coberturas mais conhecidas está o Loss of Value, ou seguro de perda de valor de mercado. Apesar de sua notoriedade, trata-se de um produto altamente especializado e de aplicação limitada, cuja indenização depende de análises complexas sobre desempenho, idade e condições de mercado.

A contratação desses seguros envolve uma avaliação criteriosa de riscos, incluindo histórico de lesões, cirurgias anteriores, exames médicos, idade e posição em campo. Lesões recorrentes em joelhos, tornozelos e tendões, por exemplo, são fatores que recebem atenção especial das seguradoras.

Os casos de Rodrygo e de Wesley ajudam a ilustrar como uma lesão pode ultrapassar rapidamente os limites das quatro linhas. Ainda que cada situação tenha suas particularidades, episódios envolvendo atletas de elite evidenciam o impacto potencial que um afastamento pode ter sobre receitas, contratos e planejamento esportivo.

Mais do que um problema esportivo, lesões de grande repercussão mostram como o esporte exige mecanismos sofisticados de proteção financeira. Em um ambiente onde atletas representam investimentos multimilionários, o seguro se tornou peça essencial na gestão de riscos da indústria esportiva.

*Ricardo Minc é diretor de Esportes, Mídia e Entretenimento da Howden Brasil

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