O JOGO ESTÁ TRUNCADO
Prato do dia: Desafios de Wellton e o “Ego” dos políticos
Faltando apenas 33 dias para o início das Convenções Partidárias, e o União Brasil (UB) e a Federação Progressista patinam na escolha de candidatos nesta eleição de 2026 ao Palácio Paiaguás.
Pasmem os senhores (as) leitores a amigos do Blog do Valdemir, já estamos na metade do mês, e você já leu, releu e suportou mais que imaginava da política da Terra de Rondon.
Entrando, contudo, todavia, queremos registrar a penúltima:
“Casou com a viúva, assume os filhos“.
Eeitaaa lasqueiraaa, que chute foi esse? Sabe quem foi? Quem, quem, quem… sim, ela, a deputada estadual e presidente regional do MDB em Mato Grosso, a “Mulher Maravilha”.
Caro Senador Wellton Fagundes, a sua sugestão não foi legal em dizer que vai parar as obras do Parque Novo Mato Grosso.
Vamos para mais um dia, pode mandar duas onças que o “Guri refestelado da Guarita”, está potente e o Boteco da Alameda tá contando os minutos pra ver o Carlo Ancelotti de novo!
Tá bom, tá bom…, quer saber qual o prato principal de hoje? Hoje será um prato cheio de “modéstia”, servido pelos frequentadores do núcleo duro do Boteco da Alameda.

De um lado pessoas que tem história e legados vitoriosos, que estão do outro lado da ponte. E do outro, pessoas que “desbrava” o Agro, a indústria metalúrgica no estado.
O que aconteceu? Não há mais ambiente, não tem como mudar isso, o jogo tá truncado.
Querem saber, do núcleo duro do Boteco da Alameda o que está acontecendo? Calma pequeno gafanhoto, vamos responder: “EGO ELEVADO”, pronto falamos.
Se de um lado tem “Vorcaro”, tem “OI” e tem “Ouro”. Do outro, entra “Rachadinha”, “Mensalão”, “Emenda Pix” e a insatisfação dos servidores públicos que em seu Governo ficaram seis meses sem receber, inclusive, tinha da Segurança Pública, que carpinava quintal alheio para sustentar a família, sem contar aqueles que desistiram da carreira.
Bom…, o que se sabe até o momento é que o clima, entre os membros do União Brasil (UB) e a Federação Progressista, está acima dos 45° graus, sem que nem o frio do mês de junho, está sendo capaz de apaziguar os ânimos dos mais exaltados.
O Boteco da Alameda informaaa: três situações para o “Capitão Jaymão”:
1 – Respaldo da cúpula nacional do União Progressista;
2 – Apoio da maioria dos que terão direito a voto na Convenção Partidária;
3 – Capacidade de competir em condições de equidade com Wellton e Pivetta, conforme mostram pesquisas de intenções de voto.
No caso de Mauro Mendes, a tendência, é dele ser liberado pelo União Brasil (UB), para apoiar e fazer campanha à reeleição de seu “AMIGO”, o governador Otaviano Pivetta do partido Republicanos.

Nota de rodapé: o “Guri refestelado da Guarita”, chegou “jururu” (dizer cuiabano, de pessoa que está encolhido, seja por motivos de Saúde ou de Frio).
Segundo informações que foi repassado ao núcleo duro do Boteco da Alameda, ele estava lutando com seu rebanho de capivaras em Nossa Senhora de Livramento.
Três semanas cruciais
As três próximas semanas serão cruciais para o reforço da imagem do governador Otaviano Pivetta em seu projeto de reeleição.
É o período limite, conforme a legislação eleitoral, para que sejam feitas inaugurações, assinados ordens de serviço e outras ações que tenderiam a favorecer quem estão no “PODER”. Ou seja, Pivetta por conta própria entre os meses de julho e setembro, as vésperas do pleito.
Por isso essas três semanas podem ser crucial para o esforço da imagem do governador mato-grossense.
São os últimos momentos em que ele poderá aparecer publicamente ao de realizações que o ex-governador Mauro Mendes fez ao longo dos últimos anos.
É um desafio extra para a comunicação, dado a batalha jurídica eleitoral já foi iniciada há algum tempo e a oposição tende a ficar mais do que atenta para qualquer deslize que venha a acontecer.
Ao longo dos últimos 60 dias, houve umas identificações das ações e participações do governador Otaviano Pivetta, especialmente no interior de Mato Grosso.
Tudo dentro da legislação, então nada possível de questionamento pelos adversários.
Agora, no limite do que permite da Lei, o governador Otaviano Pivetta deve aproveitar para tentar “colar” nele o que, até o momento, não ficar facilmente vinculado.
Isso preocupa os adversários, pois quem senta na cadeira já é favorito por natureza.
Se Pivetta conseguir alinhar a imagem dele com as entregas realizadas até aqui, ele ganha ainda mais pontos para ser reeleito em outubro.
Nota de rodapé: Mauro Mendes terá peso importante na campanha, uma vez que o eleitor potencial de Pivetta é justamente aquele que aprova a atual gestão e deseja a continuidade administrativa.

Wellton enfrenta obstáculos
Lançado como pré-candidato ao Palácio Paiaguás, o Senador pelo Partido Liberal (PL), Wellton Fagundes, enfrenta desafios para estruturar um projeto competitivo.
Entre os principais entraves está a dificuldade de consolidar palanques municipais capazes de dar sustentação política a candidatura em diferentes municípios na Terra de Rondon.
Nomes ligados ao campo bolsonarista que disputaram cargos majoritários em 2024, como o prefeito cuiabano Abilinho, e Cláudio de Rondonópolis, tendem a concentrar esforços para eleição de suas esposas a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) e na reeleição do Republicanos, Otaviano Pivetta.
Pela capilaridade eleitoral de ambos a avaliação é de que há maior viabilidade na disputa proporcional, com possibilidade concreta de eleição.
Wellton Fagundes, enfrenta um cenário em que o desempenho nas pesquisas ainda não se traduziu em uma ampla demonstração de apoio político dentro e fora de seu partido.
Ou seja, apesar da sinalização favorável da direção nacional, o Senador liberal Wellton Fagundes enfrenta dificuldades para demonstrar unidade política em torno de sua candidatura.
Entre os principais desafios está a postura de lideranças do próprio campo conservador.
Prefeitos considerados estratégicos eleitoralmente como Abilinho, Flávia e Cláudio Ferreira tem demonstrado uma proximidade muito grande com o governador Otaviano Pivetta.
Política
Articulação de Mauro Carvalho consolida “Aliança Ampla” e isola adversários políticos
O secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Mauro Carvalho, cravou de forma categórica a inclusão do Podemos no arco oficial de alianças que sustentará o projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta do partido Republicanos. A declaração, proferida em Cuiabá durante a inauguração da nova sede do partido governista, reorganiza o tabuleiro político local ao formalizar o apoio de uma das legendas mais cobiçadas do estado. O anúncio oficial impacta diretamente as estratégias de oposição e solidifica a base aliada em torno do atual chefe do Executivo estadual.
A manifestação pública ocorreu durante a solenidade de inauguração da nova sede do Republicanos na capital mato-grossense, um evento que reuniu as principais lideranças da direita e do centro no estado. O momento escolhido para a declaração não foi casual, aproveitando a forte presença da imprensa e de correligionários para demonstrar força institucional. O anúncio serviu como uma demonstração de unidade política em um período crucial de definições partidárias, transformando o ato inaugural em um palanque de consolidação de poder.
A confirmação da aliança pelo chefe da Casa Civil visa neutralizar potenciais fraturas internas e consolidar a pré-candidatura de Otaviano Pivetta ao Palácio Paiaguás, reduzindo o espaço de manobra de candidaturas concorrentes. Ao antecipar a composição partidária. Mauro Carvalho busca transmitir uma imagem de estabilidade e governabilidade, atraindo novas legendas para o consórcio governista. A estratégia também atua como um desincentivo para que partidos aliados ensaiem voos solos ou migrem para blocos de oposição.
O movimento estratégico envolve diretamente o deputado estadual Max Russi, presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), e comandante do Podemos no estado, cujo nome figurava entre os cotados para a disputa majoritária.
A inclusão formal da legenda de Max Russi no bloco governista neutraliza um concorrente de peso e vincula o Legislativo ao projeto de reeleição. Além do Podemos, o arco de forças conta com o PSDB, o União Brasil e o Partido Progressistas (PP), este último mantido no grupo mesmo após recentes divergências internas em sua convenção.

O processo de aglutinação partidária estruturou-se por meio de reuniões políticas semanais coordenadas por Mauro Carvalho, nas quais foram traçadas as diretrizes programáticas e as táticas eleitorais do grupo governista. Essas articulações de bastidores foram aceleradas pela recente migração de prefeitos e lideranças municipais para o Republicanos, fortalecendo a capilaridade da sigla no interior. A construção da aliança baseou-se na oferta de participação ativa na futura gestão e no alinhamento de projetos de desenvolvimento regional.
A consolidação desse bloco político explica-se pela necessidade de conferir densidade eleitoral e capilaridade geográfica à candidatura de Otaviano Pivetta, unindo partidos de forte expressão municipalista. Em um estado com as dimensões de Mato Grosso, o apoio de prefeitos e de presidentes partidários influentes é considerado indispensável para garantir a vitória nas urnas.
O pacto busca também blindar a gestão estadual de desgastes políticos, assegurando uma base parlamentar sólida na Assembleia Legislativa Mato-grossense.
Embora Mauro Carvalho tenha dado como certa a aliança, o presidente do Podemos, Max Russi, adotou um tom diplomático e desconversou ao ser questionado pela imprensa sobre o apoio formal e imediato a Pivetta. Russi negou publicamente que sua legenda imponha condições, como a indicação da vaga de vice-governador, para integrar a chapa majoritária nas próximas eleições. O parlamentar ponderou que a escolha do vice compete exclusivamente ao candidato ao governo, embora tenha ressaltado que o Podemos possui quadros preparados.
A reviravolta no cenário partidário ganhou contornos de disputa pessoal após a destituição repentina de Mauro Carvalho da presidência do Partido da Renovação Democrática (PRD), ocorrida em março passado. A mudança no comando da sigla foi articulada pela deputada estadual Janaína Riva (MDB), que emplacou o ex-vereador Aluízio Lima Pereira na presidência.

Em resposta ao que chamou de “negociata”, Carvalho coordenou a debandada imediata de quatro prefeitos do PRD para o Republicanos, esvaziando a legenda adversária.
A migração dos prefeitos Rodrigo Luiz Benassi (Colíder), Gilmar Wentz (Querência), Sidnei Marques (Indiavaí) e Nei da Farmácia (Juara) alterou o equilíbrio de forças nos principais polos agrícolas do estado. Mauro Carvalho classificou a filiação em massa dos gestores municipais como um “banho na alma” e uma resposta política legítima à rasteira partidária sofrida. O secretário afirmou que a estratégia dos adversários “saiu pela culatra”, prevendo o isolamento total do PRD após o fechamento da “Janela Partidária”.
O desfecho dessa intensa movimentação de bastidores redefine as forças políticas em Mato Grosso, consolidando o grupo de Otaviano Pivetta como a força majoritária a ser batida. A capacidade de reação do chefe da Casa Civil transformou um revés partidário em uma demonstração de força que atraiu o Podemos e esvaziou legendas rivais.
O cenário atual projeta uma campanha polarizada, na qual a densidade do arco de alianças governistas testará a capacidade de articulação da oposição até a abertura oficial das urnas.
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