TENSÃO EM CHAPADA
“Chapada dos Guimarães”: Pré-candidato diz ter sofrido ameaças
Às vésperas das convenções marcadas pelos partidos e das eleições de 2020, o clima é de tensão no município de Chapada dos Guimarães, localizada cerca de 60 Km da Capital Cuiabá em Mato Grosso.
O clima hoje não é só das queimadas que estão acontecendo na região, mas também clima de tensão na cidade turística do Estado de Mato Grosso, é que o pré-candidato pelo Partido Social Liberal (PSL), Antonio Paulo da Silva, o “Paulinho Kero Mais”, formulou uma denúncia e registrou o Boletim de Ocorrência Nº 2020204506, na Delegacia de Policial Civil da cidade, que atende a Comarca da região, afirmando que tem recebido ameaças de morte por parte de lideranças de outra sigla partidária que é de oposição.
Em nota, o presidente do presidente do Partido Social Liberal (PSL) de Chapada dos Guimarães, Sidnei Varanis vem a público informar, que novas ameaças de mortes chegaram a ele e ao pré-candidato a prefeito pelo partido, Antonio Paulo da Silva, o “Paulinho Kero Mais”.
Sidnei Varanis “exige que as autoridades competentes tomem as devidas providências, para que a tranquilidade e a paz prevaleçam em Chapada dos Guimarães, assegurando a ordem e a integridade dos cidadãos do município envolvidos no pleito eleitoral”.
No mais, o que resta é aguardar um posicionamento da Justiça…

Leia em anexo o conteúdo das ameaças e texto do ameaçador.
Sidnei Varanis, que é pré-candidato a vice-prefeito de Paulinho, registrou o boletim de ocorrência nº 2020204506, na Delegacia de Policial Civil da cidade, na tarde deste domingo (30) relatando a ameaça de morte por textos em PDF e WORD, que foram enviados ao seu e-mail e whatsApp pessoal.
O documento enviado foi nominado por Afonso Silva, que usou o endereço [email protected] para passar as ameaças misturadas de ataques pessoais e politicas a Sidnei e Paulinho, incluindo familiares e todos os dirigentes de partidos e pré-candidatos a prefeito e vice-prefeitos e vereadores de Chapada dos Guimarães, caso as exigências nas ameaças, não forem atendidas.
No documento enviado a Varanis, o ameaçador admitiu ter sido ele quem ateou fogo no estabelecimento comercial de Paulinho no início deste mês, quando Paulinho divulgou a pré-candidatura à prefeitura de Chapada dos Guimarães. O ameaçador chegou a deixar recado para a filha de Paulinho alertando para ele desistir da pré-candidatura.
Sidnei Varanis – Presidente do PSL de Chapada dos Guimarães.



Política
Articulação de Mauro Carvalho consolida “Aliança Ampla” e isola adversários políticos
O secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Mauro Carvalho, cravou de forma categórica a inclusão do Podemos no arco oficial de alianças que sustentará o projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta do partido Republicanos. A declaração, proferida em Cuiabá durante a inauguração da nova sede do partido governista, reorganiza o tabuleiro político local ao formalizar o apoio de uma das legendas mais cobiçadas do estado. O anúncio oficial impacta diretamente as estratégias de oposição e solidifica a base aliada em torno do atual chefe do Executivo estadual.
A manifestação pública ocorreu durante a solenidade de inauguração da nova sede do Republicanos na capital mato-grossense, um evento que reuniu as principais lideranças da direita e do centro no estado. O momento escolhido para a declaração não foi casual, aproveitando a forte presença da imprensa e de correligionários para demonstrar força institucional. O anúncio serviu como uma demonstração de unidade política em um período crucial de definições partidárias, transformando o ato inaugural em um palanque de consolidação de poder.
A confirmação da aliança pelo chefe da Casa Civil visa neutralizar potenciais fraturas internas e consolidar a pré-candidatura de Otaviano Pivetta ao Palácio Paiaguás, reduzindo o espaço de manobra de candidaturas concorrentes. Ao antecipar a composição partidária. Mauro Carvalho busca transmitir uma imagem de estabilidade e governabilidade, atraindo novas legendas para o consórcio governista. A estratégia também atua como um desincentivo para que partidos aliados ensaiem voos solos ou migrem para blocos de oposição.
O movimento estratégico envolve diretamente o deputado estadual Max Russi, presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), e comandante do Podemos no estado, cujo nome figurava entre os cotados para a disputa majoritária.
A inclusão formal da legenda de Max Russi no bloco governista neutraliza um concorrente de peso e vincula o Legislativo ao projeto de reeleição. Além do Podemos, o arco de forças conta com o PSDB, o União Brasil e o Partido Progressistas (PP), este último mantido no grupo mesmo após recentes divergências internas em sua convenção.

O processo de aglutinação partidária estruturou-se por meio de reuniões políticas semanais coordenadas por Mauro Carvalho, nas quais foram traçadas as diretrizes programáticas e as táticas eleitorais do grupo governista. Essas articulações de bastidores foram aceleradas pela recente migração de prefeitos e lideranças municipais para o Republicanos, fortalecendo a capilaridade da sigla no interior. A construção da aliança baseou-se na oferta de participação ativa na futura gestão e no alinhamento de projetos de desenvolvimento regional.
A consolidação desse bloco político explica-se pela necessidade de conferir densidade eleitoral e capilaridade geográfica à candidatura de Otaviano Pivetta, unindo partidos de forte expressão municipalista. Em um estado com as dimensões de Mato Grosso, o apoio de prefeitos e de presidentes partidários influentes é considerado indispensável para garantir a vitória nas urnas.
O pacto busca também blindar a gestão estadual de desgastes políticos, assegurando uma base parlamentar sólida na Assembleia Legislativa Mato-grossense.
Embora Mauro Carvalho tenha dado como certa a aliança, o presidente do Podemos, Max Russi, adotou um tom diplomático e desconversou ao ser questionado pela imprensa sobre o apoio formal e imediato a Pivetta. Russi negou publicamente que sua legenda imponha condições, como a indicação da vaga de vice-governador, para integrar a chapa majoritária nas próximas eleições. O parlamentar ponderou que a escolha do vice compete exclusivamente ao candidato ao governo, embora tenha ressaltado que o Podemos possui quadros preparados.
A reviravolta no cenário partidário ganhou contornos de disputa pessoal após a destituição repentina de Mauro Carvalho da presidência do Partido da Renovação Democrática (PRD), ocorrida em março passado. A mudança no comando da sigla foi articulada pela deputada estadual Janaína Riva (MDB), que emplacou o ex-vereador Aluízio Lima Pereira na presidência.

Em resposta ao que chamou de “negociata”, Carvalho coordenou a debandada imediata de quatro prefeitos do PRD para o Republicanos, esvaziando a legenda adversária.
A migração dos prefeitos Rodrigo Luiz Benassi (Colíder), Gilmar Wentz (Querência), Sidnei Marques (Indiavaí) e Nei da Farmácia (Juara) alterou o equilíbrio de forças nos principais polos agrícolas do estado. Mauro Carvalho classificou a filiação em massa dos gestores municipais como um “banho na alma” e uma resposta política legítima à rasteira partidária sofrida. O secretário afirmou que a estratégia dos adversários “saiu pela culatra”, prevendo o isolamento total do PRD após o fechamento da “Janela Partidária”.
O desfecho dessa intensa movimentação de bastidores redefine as forças políticas em Mato Grosso, consolidando o grupo de Otaviano Pivetta como a força majoritária a ser batida. A capacidade de reação do chefe da Casa Civil transformou um revés partidário em uma demonstração de força que atraiu o Podemos e esvaziou legendas rivais.
O cenário atual projeta uma campanha polarizada, na qual a densidade do arco de alianças governistas testará a capacidade de articulação da oposição até a abertura oficial das urnas.
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