OPERAÇÃO HERITAGE EM MT
Como uma Operação da PF pode impactar a corrida eleitoral em MT
O atual candidato ao Senado pelo União Brasil (UB), Mauro Mendes Ferreira, e o deputado federal Fábio Garcia (UB), candidato a vice-governador na chapa governista liderada por Otaviano Pivetta (Republicanos), estão entre os alvos da “Operação Heritage“, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (6). A investigação apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro relacionado à renegociação de uma dívida entre o governo estadual e a operadora Oi.
Segundo a Polícia Federal, há indícios de que a Operação Financeira tenha sido utilizada para desviar mais de R$ 308 milhões dos cofres públicos por meio de uma complexa estrutura envolvendo fundos de investimento e empresas interpostas, utilizada para ocultar a origem e a destinação dos recursos.
A ofensiva foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e mobilizou agentes em quatro estados. Além dos políticos, a investigação também alcança integrantes do alto escalão da administração pública estadual.
As apurações começaram a partir da análise de um acordo firmado entre a Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso (PGE-MT) e a operadora Oi, envolvendo uma disputa tributária iniciada em 2009. Na época, a empresa questionava uma cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cujo valor original era estimado em R$ 690 milhões.
Após anos de disputa judicial, o débito foi renegociado e reduzido para R$ 308 milhões. O acordo foi homologado pela Justiça de Mato Grosso em agosto do ano passado. De acordo com a Polícia Federal, é justamente essa renegociação que está no centro das investigações.

Os investigadores procuram esclarecer se a Operação Financeira foi utilizada para beneficiar terceiros de forma indevida, mediante mecanismos destinados a ocultar o destino dos recursos públicos.
Antes mesmo da atuação da Polícia Federal, o Ministério Público de Mato Grosso já havia instaurado procedimentos para apurar suspeitas de pagamentos a pessoas ligadas ao então governador Mauro Mendes.
Operação vai impactar as eleições mato-grossense?
A operação que a Polícia Federal que cumpriu 25 mandados de busca e apreensão contra um esquema de desvio recursos públicos, lavagem de dinheiro, peculato, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada, deve dar novos rumos de alianças para a eleição de Mato Grosso.
Isso porque os alvos eram o “Homem de Ferro“, candidato a Casa Alta e o “Menino da Vovó”, cotado para disputar a vice governadoria junto do Republicanos,Otaviano Pivetta.
Massss….., neste momento o Boteco da Alameda, está recuado para observar como esse cenário avança, toda essa baixaria no cortiço maurista, com o menino Fabinho e o avanço das investigações e implicação. Tanto para o “Homem de Ferro“ quanto para o “Menino da Vovó”.
Há um cenário de desconfiança, mas isso ainda não se transformou em uma tomada de decisão.
O futuro do parlamentar depende do andamento das investigações da Polícia Federal. Se as denúncias avançarem, o “Menino da Vovó” “sangrara” e se tornará um peso para a campanha de Otaviano Pivetta?. Bom…., só o tempo vai dizer.

De qualquer forma, o Palácio Paiaguás e a equipe de campanha sabem que terão de enfrentar esse debate em condições menos favoráveis do que as que desfrutavam antes desta Operação da Polícia Federal.
Antes o núcleo duro do Palácio Paiaguás e aliados levavam ampla vantagem por causa das revelações sobre as denúncias, Polícia Federal na porta de casa dos adversários. Agora…, precisam lidar com as denúncias contra o “Homem de Ferro“ e o “Menino da Vovó”, já explorados pelos seus adversários de plantão.
Pega a visão
As “Operação Heritage“ da Polícia Federal têm causado impactos significativos no cenário político na “QUERIDA”, “LINDA” e de “ALTA TEMPERATURA POLÍTICA” na Terra de Rondon, com potencial para alterar os rumos de importantes políticos.
O trabalho da Polícia Federal tem se mostrado um fator determinante na reconfiguração dos cenários eleitorais. As operações policiais acabam funcionando como elementos externos que alteram as correlações de forças políticas, criando novos desafios e oportunidades para os diferentes atores políticos.
Segue o fluxo!
Política
Racha na chapa majoritária do PL de Mato Grosso exalta o pragmatismo das alianças e gera impasse político
“A política ama a traição e odeia o traidor”.
A frase atribuída a Lionel Brizola é absolutamente verdadeira, mas pouco compreendida.⠀
Na política, dinâmica e cercada de interesses, não somente no sentido negativo, é impossível que não exista expectativas frustradas, parcerias desfeitas e claro, traições.⠀
Logo, quem está na política será traído e irá trair. Uns com menos pudor e outros com mais. Mas trocar pessoas e acordos como mercadorias faz parte do negócio.⠀
Mas tão importante quanto saber disso é entender que quanto menos você parecer traidor, mesmo que traia, melhor será sua vida na política.⠀
O empresário Marcelo Maluf do Partido Novo, já no começo de sua trajetória política sentiu o gosto amargo da traição, quando foi comunicado que não seria mais vice na chapa do Senador pelo Partido Liberal (PL), com o cabeça de chapa Wellington Fagundes.

A consolidação das chapas eleitorais no cenário político de Mato Grosso sofreu uma reviravolta expressiva com o anúncio da substituição do nome indicado ao cargo de vice-governador na coligação encabeçada pelo Partido Liberal. A alteração abrupta retirou o empresário Marcelo Maluf da composição majoritária, deflagrando um severo desentendimento público no núcleo partidário e evidenciando a frieza pragmática que costuma reger as negociações de bastidor na busca pelo poder.
Os protagonistas desse imbróglio interno são o empresário Marcelo Maluf, figura até então chancelada para compor o projeto, e o senador Wellington Fagundes, liderança do PL e pré-candidato ao Governo do Estado. A reorganização culminou na ascensão do médico Alencar Farina, também filiado ao PL, nome que passa a ocupar o posto anteriormente prometido e articulado junto à base aliada.
A crise tomou contornos públicos nesta sexta-feira, ocasião em que Maluf foi formalmente notificado de seu afastamento da chapa majoritária e manifestou-se por meio de uma nota oficial. A tempestade política eclodiu em momento decisivo do calendário eleitoral, período no qual as candidaturas já se encontravam em fase avançada de estruturação e planejamento estratégico de campanha.
O episódio desenrola-se no epicentro da política mato-grossense, estado no qual o Partido Liberal busca consolidar sua hegemonia e expandir o alcance de sua base aliada junto ao eleitorado regional. O impacto da decisão ecoou instantaneamente nas instâncias partidárias da capital, Cuiabá, e dos demais municípios estratégicos, alterando a interlocução com empresários e setores produtivos da região.
A desarticulação ocorreu mediante uma comunicação direta feita pelo próprio senador Wellington Fagundes a Marcelo Maluf, informando-o sobre a escolha de um novo nome para a vaga. Em resposta imediata, o empresário tornou pública uma contundente nota, na qual repudiou formalmente a conduta dos dirigentes e expôs os bastidores do rompimento à imprensa e à sociedade.
A reviravolta decorre das rearrumações táticas e da busca por alinhamento tático no âmbito da diretoria estadual do Partido Liberal. Enquanto a cúpula buscou redesenhar a chapa para atender a conveniências políticas imediatas, a manobra acabou por desconsiderar acordos prévios que haviam sido formalizados internamente durante os trâmites partidários.
Em suas declarações, Marcelo Maluf fundamentou seu descontentamento ressaltando que o convite inicial não representou um mero diálogo informal, mas sim uma construção política devidamente homologada na Convenção Partidária. O empresário destacou que já havia mobilizado apoiadores, estruturado diretrizes e iniciado a montagem das equipes de atuação ao lado da chapa de Fagundes.
O tom do protesto subiu de intensidade quando Maluf classificou a alteração repentina como uma manifestação de falta de respeito pessoal e político por parte do senador e do PL estadual. Em forte apelo ético, o empresário sustentou que lideranças incapazes de honrar compromissos assumidos internamente carecem de credibilidade para pleitear a confiança de mais de três milhões de mato-grossenses.
Diante da irreversibilidade do cenário, o empresário sinalizou sua recusa em naturalizar práticas políticas marcadas por quebras de palavra e pela volatilidade das parcerias. Afirmando estar de consciência tranquila por haver cumprido integralmente todas as exigências pactuadas, Maluf enfatizou que caberá aos articuladores da mudança responder perante a opinião pública pelas decisões adotadas.
O desfecho do conflito insere um componente de incerteza e desgaste reputacional na pré-campanha de Wellington Fagundes, que agora precisará reestruturar seu discurso de unidade e integrar Alencar Farina à chapa.
O episódio reforça a máxima atribuída a Lionel Brizola de que “a política ama a traição, mas odeia o traidor“, deixando para o eleitorado o julgamento sobre a maturidade ética dos projetos colocados em disputa.
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