Search
Close this search box.

PANDEMIA EM CRESCIMENTO

Cuiabá mostrou a cara para o inimigo, resultado: setembro a projeção é de 154 mil infectados pela Covid-19

Publicados

em

Muito bem, minha querida Cuiabá acabou! Já mostramos a cara ao inimigo que já matou quase três mil pessoas e mais de 87 mil delas contraíram os casos da Covid-19, então senhor Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, governador do Estado de Mato Grosso, Mauro Mendes Ferreira, e principalmente a população cuiabana, se cuidem, porque nada vai adiantar ficar jogando a culpa em outras pessoas.

Muitos imaginam que os sofrimentos das famílias e amigos que perderam seus queridos e nem puderam se despedir, acabaram.

É, infelizmente perdeu serventia, agilidade do governo estadual e federal em antecipar medidas preventivas.

Máscaras, álcool em gel, distanciamento social, grupo de risco, atenção aos idosos, aos vulneráveis, tudo isso fica desprovido de sentido no momento em que nós; sim, nós decidimos abraçar o novo Coronavírus.

Isso aí Cuiabá, vamos lotar as chácaras, andar de lanchas e curtir as belezas no Lago de Manso, ir nas cachoeiras, Capão Grande, Bonsucesso, promover live com cantores sertanejos, vamos embora. Afinal somos livres. Precisamos espairecer, ninguém aguenta mais essa história de mortos e infectados. Vamos esquecer essa conversa fiada de serviços essenciais e liberar todo mundo para trabalhar. Afinal, é a economia que precisamos preservar.

Pouco importa se as pessoas ficarem doentes; se morrerem.

E outra a morte, a miséria e a desigualdade sempre estiverem presentes no cotidiano, muito antes da chegada da Covid-19, em março do ano passado.

Vamos lá Cuiabá, não será uma meia gripe que nos despertará o senso de coletivo, que nos aproximará, que encurtará o distanciamento social da realidade mato-grossense.

Leia Também:  PSDB e a tática do “balão de ensaio”

A realidade é que estamos há anos afastados uns dos outros, defendemos os nossos interesses particulares em detrimento do bem comum.

Isso aí, as consequências estão aí. Mostramo-nos incapazes de enxergar um propósito coletivo a ser alcançado, que de colaboração de todos.

Em vez de se buscar a cooperação, insistimos em alimentar rivalidades. Ficamos restritos a nossa mesquinhez, a nossa arrogância que de achar que só tem razão aqueles que pensam como nós.

Especialistas em epidemiologia e Saúde Pública, não cansam de alertar: medidas de distanciamento social serem suspensos por governantes antes que o contágio esteja de fato sob controle.

E isso ocorre por diversos motivos, como as fortes pressões economias e políticas para não deixar o comércio fechado; aglomerações frequentes de multidões: festas, protestos, campeonatos, variantes do Coronavírus, ritmo lento da vacinação e a cada vez menos a adesão da população ao distanciamento social.

Triste notícia para Cuiabá

Pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) alerta que a Capital, fechará mês de junho com 99,4 mil casos da doença e, com o atual ritmo Cuiabá chegará em 30 de julho com 116.884 casos de Covid-19 e dois meses depois, em 30 de setembro, a projeção é de 154.887 diagnosticados da doença.

O informe também traz o alerta para o aumento das internações em leitos das Unidades de Terapia Intensiva (UTI), que está em 83% em Cuiabá. Acima de 80% é considerada alarmante.

Leia Também:  Eleição em Cuiabá no segundo turno vira caso de policia; mais um dia com novos rounds entre Emanuel e Wilson

PS: dificilmente nós vamos evitar um colapso, porque tanto a Prefeitura Municipal de Cuiabá, quanto o Governo do Estado de Mato Grosso já chegaram ao limite máximo de abertura de novos leitos.

Alguns médicos procurados pela equipe de reportagem do Blog do Valdemir dizem que a cidade deverá enfrentar um pico de internações e casos da Covid-19 nas próximas semanas semelhante ao registrado no meses de maio e abril deste ano, considerado o período mais letal da Pandemia. E segundos eles, uma nova CEPA já está circulando em nosso Estado. E que a situação atual é extremamente preocupante, pelo alto índice de contaminação e o agravamento do quadro clínico dos pacientes, que estão lotando a UPA e os Hospitais.

Alguns vídeos divulgados em grupos de WhatsApp mostram cenas de aglomeração, festas e desrespeito ao uso de máscara que foram registradas em diversas bairros da capital. Outra questão observada é que o Coronavírus está cada vez mais vitimizando mais jovens.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que a taxa global de infecção por Covid-19 está atingindo o maior nível desde o começo da Pandemia até agora. E que o número de novos casos a cada semana “quase dobrou” nos últimos dois meses.

Causa estranheza e tristeza perceber que grande parte das pessoas não se comovem mais com mortes decorrentes do Coronavírus. Mais do que isso, criam notícias falsas em torno deste índice alarmante.

Neste momento caros leitores do Blog do Valdemir, todo cuidado ainda é muito pouco.

Propaganda

Destaques

Parque Nacional do Juruena registrou um aumento de 660% da área desmatada pelo garimpo ilegal

Publicados

em

Localizado na região amazônica de Mato Grosso, o Parque Nacional do Juruena registrou um aumento de 660% da área desmatada pelo garimpo ilegal de ouro em oito meses. O dado consta em um estudo divulgado pela Amazon Conservation junto ao Instituto Centro de Vida (ICV) nesta quinta-feira (6).

Além do levantamento sobre a Unidade de Conservação (UC) nacional, na categoria de Parque Nacional, o estudo também analisou o desmatamento para exploração minerária no Parque Estadual Igarapés do Juruena, no qual constatou um crescimento de 408% da área afetada.

Ambos os parques da bacia do Rio Juruena compõem um mosaico essencial para a preservação da porção sul da Amazônia brasileira, principalmente quanto à preservação dos serviços ecossistêmicos e à proteção contra o avanço do desmatamento na região.

Contudo, o estudo mostra que a pressão exercida pela mineração tem colocado em xeque os benefícios socioambientais gerados pelos parques e o poder de controle do Estado sobre as UCs, o que mostra desafios para a efetividade dos mecanismos de proteção legal dessas áreas.

A análise considerou alertas de desmatamento por mineração disponibilizados pela iniciativa MAAP (Monitoring of the Andes Amazon Program), da Amazon Conservation, a partir da interpretação de imagens de altíssima resolução espacial. Além disso, o estudo cruzou as informações com plataformas de dados geoespaciais públicas, explica o coordenador do Núcleo de Inteligência Territorial do ICV, Vinícius Silgueiro.

Os alertas de desmatamento para garimpo são validados com base em imagens de satélite com elevadíssimo nível de detalhe e as áreas impactadas são mapeadas e têm suas extensões calculadas. Posteriormente, essas áreas são cruzadas com dados de autos de infração e embargos, emitidos pelo IBAMA, ICMBio e pela SEMA/MT, que permitem a identificação da ocorrência de ações de fiscalização e combate sobre esse garimpos ilegais“, disse Silgueiro.

Desmatamento para garimpo em alta

Os dados mostram que, no caso do Parque Nacional do Juruena, a exploração minerária tem se concentrado majoritariamente na porção sudoeste. De agosto de 2025 a abril de 2026, a área desmatada na UC pelo garimpo saltou de 10,5 hectares para 79,5 hectares.

Leia Também:  Polícia Civil deflagra operação de combate à violência doméstica em Cuiabá e Várzea Grande

O crescimento de 660% em um período de oito meses evidencia uma ação intensa, rápida e com alto potencial de degradação do parque, sobretudo pelo uso de maquinários, abertura de acessos e formação de acampamentos.

O estudo apresentou um cenário semelhante para o Parque Estadual Igarapés do Juruena, onde a degradação se concentra na região centro-sul da UC. De junho de 2025 a março de 2026, foi registrado um aumento de 8,6 hectares para 43,7 hectares desmatados no parque pela atividade garimpeira.

Esse cenário impacta diretamente o meio ambiente, provocando desmatamento, assoreamento, aumento da carga de sedimentos e matéria orgânica nos cursos d’água e a potencial contaminação por mercúrio, o que compromete a biodiversidade e a segurança alimentar das comunidades locais.

Recorrência expõe fragilidades

O aumento da atividade ilegal de garimpo não ocorreu fora do radar do poder público. Dados do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) mostram que 15 operações de combate à mineração foram realizadas no Parque Nacional do Juruena desde 2010.

Leia Também:  Eleição em Cuiabá no segundo turno vira caso de policia; mais um dia com novos rounds entre Emanuel e Wilson

Já no Parque Estadual Igarapés do Juruena, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) registrou ações de fiscalização relacionadas ao combate a ilícitos ambientais em 2020, 2025 e 2026.

O monitoramento por satélite já é uma ferramenta essencial no combate ao garimpo ilegal. O próximo passo é conectar esses alertas a informações atualizadas sobre concessões minerárias e aos limites de áreas protegidas, fortalecendo a capacidade de resposta das autoridades e tornando as ações de fiscalização ainda mais eficientes“, afirma Matt Finer, diretor da iniciativa MAAP (Monitoring of the Andes Amazon Project) e pesquisador sênior da Amazon Conservation.

Leia o relatório*: https://www.maapprogram.org/pt-br/garimpo-ilegal-juruena-brasil/
(disponível em Português e Inglês)

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA