APENAS UM XEQUE MATE
Temperatura no tabuleiro eleitoral na Terra de Rondon tá altíssima
Segundouuu! Caros queridos e amigos frequentadores do Boteco da Alameda, a temperatura no tabuleiro eleitoral na minha “QUERIDA”, “LINDA” e “BELÍSSIMA” Terra de Rondon, esquentou nestes últimos dias com as articulações de novos nomes para o Palácio Paiaguás, o peso crescente de novas pautas transversais.
O “Guri Refestelado da Guarita” anda preocupado, também tem motivos né: em Vadjú, a cidade vizinha da Capital de todos os mato-grossenses, Cuiabá, a família Campos, anda soltando os cachorros nas redes sociais.
O “Guri Refestelado da Guarita”, pede para os bombeiros de plantão que apague o fogo político em Vadjú, antes que se alastra pela Terra de Rondon por inteiro.
No Palácio Paiaguás, também o clima não está bom. Um novo encontro entre Mauro Mendes (UB) e Otaviano Pivetta (Republicanos) vai acontecer nas próximas horas.
A temperatura tá alta: se Otaviano Pivetta, não aceitar o nome do “menino da vovó” para ser o vice nesta eleição, a aliança política será rompida.
O Boteco da Alameda manda uma mensagem para os líderes políticos de nosso “QUERIDO”, “LINDO” e “MARAVILHOSO” Estadão de Mato Grosso: vamos em frente sem ódios, sem mágoas.
Afinal, daqui a dois dias termina o prazo legal para a realização das Convenções Partidárias em que as legendas oficializam candidaturas e definem coligações.
Masssss…, apesar do calendário apertado o tabuleiro político mato-grossense ainda está incompleto, faltando peças e ainda faltando também o “XEQUE MATE”.
As principais forças políticas do Estado chegam a última semana dos eventos partidários com impasses em aberto, negociações de última hora e decisão capazes de redesenhar a corrida eleitoral.
Da composição das chapas a Casa Alta a definição de coligações para as candidaturas ao Palácio Paiaguás, passando pela escolha dos vices e pela posição de partidos estratégicos, ainda há peças importantes a serem encaixadas.
E tudo indica, que as principais definições ficarão para o último dia, ou para o último minuto.
Segue o fluxo!

Movimentos silenciosos
“Vivendo e aprendendo a jogar, nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar“.
A celebre frase do cantor Guilherme Arantes, extraída da canção “Aprendendo a Jogar”, ressoa como uma espécie de filosofia política involuntária que paira sobre o cenário eleitoral na “BELÍSSIMA” Terra de Rondon.
Ao nos aproximarmos das eleições de outubro 2026, o verso se transforma em metáfora viva do embate entre projetos, estratégias de “PODER” e da maleabilidade própria da vida política, um tabuleiro político em constante movimento, onde nada é definitivo, tudo é disputa e os aprendizados se revelam entre vitórias e derrotas.
Pivetta, o governador mato-grossense, com a caneta nas mãos, permanece como o grande eixo de estabilidade. Embora sua candidatura à reeleição ainda seja objeto de especulação.
Pivetta também detém capital político considerável, uma base eleitoral e mantém protagonismo.
Pesquisas recentes o colocam na dianteira no cenário eleitoral. Agora, se liga: as próximas pesquisas os números vão derreter para alguém que está entre os favoritos.
Isso mostra que o cenário eleitoral na “BELÍSSIMA” Terra de Rondon ainda é incerta.

No entanto, o desafio para o chefe do Executivo Estadual, Otaviano Pivetta, não será apenas manter a dianteira nas intenções de voto, mas enfrentar o ambiente envolvendo a escolha do vice na sua chapa.
Pivetta, com sua experiência acumulada sabe que o jogo político é feito também de movimentos silenciosos, costuras subterrâneas e arte de esperar.
De outro lado, existe uma possibilidade de uma dobradinha da “Mulher Maravilha” e o “Branquelo de Jaciara”, com o candidato bolsonarista Wellton Fagundes.
A “Mulher Maravilha” e o “Branquelo de Jaciara”, firmaram um pacto para negociar, em conjunto, espaço para MDB e Podemos nas alianças no pleito eleitoral 2026.
Caso as tratativas não avancem, ambos não descartam a construção de uma terceira via, com o “Branquelo de Jaciara”, na disputa pelo Palácio Paiaguás e a “Mulher Maravilha” a Casa Alta.
Na Terra de Rondon, o jogo se joga em paralelo, mas com peças e dinâmicas próprias.

O Boteco vai falar
A disputa de 2026 poderá ser marcada por reacomodações partidárias, novos pactos e um grau de imprevisibilidade típico da política na Terra de Rondon, onde o populismo, o conservadorismo e as alianças informais sempre exerceram papel relevante.
Os próximos 12 dias serão decisivos para entender quem, de fato, conseguirá reunir musculatura política, estrutura partidária e respaldo social para atravessar os obstáculos e chegar competitivo em 4 de outubro.
Assim entre Brasília e Mato Grosso, o jogo político se desenvolve com suas tensões e singularidades.
Em ambos os cenários se observa que a política é feita mais de processo do que certezas.
Como ensinou Guilherme Arantes em sua canção, trata-se de viver e aprender a jogar, sem garantias de vitória ou derrota.
É preciso entender que o jogo se transforma, os tabuleiros se redesenham, e os jogadores se quiserem permanecem em campo, precisam reaprender continuamente as regras do presente.
Não basta jogar, é necessário compreender o jogo, os adversários, as brechas e os riscos. E nisso, a política continua sendo, sobretudo, uma escola, por vezes cruel, por vezes generosa, mas sempre pedagógica.
Segue o fluxo
Política
Racha na chapa majoritária do PL de Mato Grosso exalta o pragmatismo das alianças e gera impasse político
“A política ama a traição e odeia o traidor”.
A frase atribuída a Lionel Brizola é absolutamente verdadeira, mas pouco compreendida.⠀
Na política, dinâmica e cercada de interesses, não somente no sentido negativo, é impossível que não exista expectativas frustradas, parcerias desfeitas e claro, traições.⠀
Logo, quem está na política será traído e irá trair. Uns com menos pudor e outros com mais. Mas trocar pessoas e acordos como mercadorias faz parte do negócio.⠀
Mas tão importante quanto saber disso é entender que quanto menos você parecer traidor, mesmo que traia, melhor será sua vida na política.⠀
O empresário Marcelo Maluf do Partido Novo, já no começo de sua trajetória política sentiu o gosto amargo da traição, quando foi comunicado que não seria mais vice na chapa do Senador pelo Partido Liberal (PL), com o cabeça de chapa Wellington Fagundes.

A consolidação das chapas eleitorais no cenário político de Mato Grosso sofreu uma reviravolta expressiva com o anúncio da substituição do nome indicado ao cargo de vice-governador na coligação encabeçada pelo Partido Liberal. A alteração abrupta retirou o empresário Marcelo Maluf da composição majoritária, deflagrando um severo desentendimento público no núcleo partidário e evidenciando a frieza pragmática que costuma reger as negociações de bastidor na busca pelo poder.
Os protagonistas desse imbróglio interno são o empresário Marcelo Maluf, figura até então chancelada para compor o projeto, e o senador Wellington Fagundes, liderança do PL e pré-candidato ao Governo do Estado. A reorganização culminou na ascensão do médico Alencar Farina, também filiado ao PL, nome que passa a ocupar o posto anteriormente prometido e articulado junto à base aliada.
A crise tomou contornos públicos nesta sexta-feira, ocasião em que Maluf foi formalmente notificado de seu afastamento da chapa majoritária e manifestou-se por meio de uma nota oficial. A tempestade política eclodiu em momento decisivo do calendário eleitoral, período no qual as candidaturas já se encontravam em fase avançada de estruturação e planejamento estratégico de campanha.
O episódio desenrola-se no epicentro da política mato-grossense, estado no qual o Partido Liberal busca consolidar sua hegemonia e expandir o alcance de sua base aliada junto ao eleitorado regional. O impacto da decisão ecoou instantaneamente nas instâncias partidárias da capital, Cuiabá, e dos demais municípios estratégicos, alterando a interlocução com empresários e setores produtivos da região.
A desarticulação ocorreu mediante uma comunicação direta feita pelo próprio senador Wellington Fagundes a Marcelo Maluf, informando-o sobre a escolha de um novo nome para a vaga. Em resposta imediata, o empresário tornou pública uma contundente nota, na qual repudiou formalmente a conduta dos dirigentes e expôs os bastidores do rompimento à imprensa e à sociedade.
A reviravolta decorre das rearrumações táticas e da busca por alinhamento tático no âmbito da diretoria estadual do Partido Liberal. Enquanto a cúpula buscou redesenhar a chapa para atender a conveniências políticas imediatas, a manobra acabou por desconsiderar acordos prévios que haviam sido formalizados internamente durante os trâmites partidários.
Em suas declarações, Marcelo Maluf fundamentou seu descontentamento ressaltando que o convite inicial não representou um mero diálogo informal, mas sim uma construção política devidamente homologada na Convenção Partidária. O empresário destacou que já havia mobilizado apoiadores, estruturado diretrizes e iniciado a montagem das equipes de atuação ao lado da chapa de Fagundes.
O tom do protesto subiu de intensidade quando Maluf classificou a alteração repentina como uma manifestação de falta de respeito pessoal e político por parte do senador e do PL estadual. Em forte apelo ético, o empresário sustentou que lideranças incapazes de honrar compromissos assumidos internamente carecem de credibilidade para pleitear a confiança de mais de três milhões de mato-grossenses.
Diante da irreversibilidade do cenário, o empresário sinalizou sua recusa em naturalizar práticas políticas marcadas por quebras de palavra e pela volatilidade das parcerias. Afirmando estar de consciência tranquila por haver cumprido integralmente todas as exigências pactuadas, Maluf enfatizou que caberá aos articuladores da mudança responder perante a opinião pública pelas decisões adotadas.
O desfecho do conflito insere um componente de incerteza e desgaste reputacional na pré-campanha de Wellington Fagundes, que agora precisará reestruturar seu discurso de unidade e integrar Alencar Farina à chapa.
O episódio reforça a máxima atribuída a Lionel Brizola de que “a política ama a traição, mas odeia o traidor“, deixando para o eleitorado o julgamento sobre a maturidade ética dos projetos colocados em disputa.
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