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A DISPUTA ELEITORAL DEIXA DEFINITIVAMENTE OS BASTIDORES

Palácio Paiaguás: tudo pode acontecer com Janayna Riva e Max Russi

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Há um momento em que toda eleição a política deixa de ser especulação e passa a ser realidade institucional.

Esse momento começou, com o período das Convenções Partidárias. Até aqui, nós, do Blog do Valdemir, e os cabeças pensantes do núcleo duro do Boteco da Alameda, acompanhamos meses de articulações, reuniões reservadas, pesquisas eleitorais, construções de narrativas, e movimentos estratégicos. Tudo isso faz parte da pré-campanha eleitoral de 2026. A partir de agora, o jogo muda de natureza.

As Convenções Partidárias, que poderão ser realizada até o dia 5 de agosto, oficializam os candidatos escolhidos pelos partidos e consolidam as primeiras alianças.

É quando a disputa sai dos bastidores para ganhar contornos formais perante o eleitor.

Mas é importante desfazer uma percepção comum: a Convenção Partidária não encerra as negociações políticas. Muito pelo contrário. É justamente após esse momento que muitas das conversas mais importantes acontecem.

A legislação permite que, respeitada a deliberação partidária, determinadas definições sejam concluídas antes do registro das candidaturas, cujo prazo termina em 15 de agosto.

Isso explica por que, mesmo com candidatos homologados, ainda veremos intensas negociações sobre a composição das chapas. E é exatamente aí que entra uma figura que, historicamente, costuma ser subestimada: o candidato a vice.

Durante muito tempo, a escolha do (a) vice era tratado (a) quase como uma formalidade.

Hoje, ela representa uma das decisões mais estratégicas para a campanha do Republicanos, Otaviano Pivetta e o liberal, Senador Wellton Fagundes.

O (a) deixou de ser apenas um substituto eventual do titular para se transformar em instrumento de articulação de alianças, fortalecimento e sinalização ao mercado, aos partidos e ao próprio eleitor.

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Após o encerramento das Convenções Partidárias, os partidos terão até 15 de agosto para registrar suas candidaturas na Justiça Eleitoral. No dia seguinte, 16 de agosto, começa oficialmente a campanha eleitoral.

A partir daí, a disputa deixa definitivamente os bastidores e passa a ocupar as ruas, as redes sociais e, posteriormente, o horário eleitoral gratuito.

Guia eleitoral

O período de Convenções Partidárias guarda nos bastidores uma guerra particular que será estratégico para as campanhas majoritárias na Terra de Rondon.

Considerado um ativo na corrida às urnas, o guia eleitoral vem sendo tratado como prioridade pelas campanhas do governador Otaviano Pivetta, pré-candidato a reeleição e pelo candidato bolsonarista Wellton Fagundes.

Nas trincheiras, o apoio de partidos políticos é o alvo principal.

Senão venhamos e convenhamos: o cálculo do programa eleitoral tem como base o tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados.

Segundo a Legislação, 90% do tempo é distribuído principalmente ao número de representante na Câmara dos Deputados e os outros 10% igualmente entre os candidatos dos partidos que superaram a cláusula de barreira.

Com base na representatividade no Legislativo, a Federação União Progressista, formado pelos partidos União Brasil (UB) e Partido Progressista (PP), terá o maior tempo de propaganda. O bloco partidário está na base do governo.

Segundo levantamento dos frequentadores do Boteco da Alameda, a sigla deve ter 2 minutos 28 segundos e 19 centésimos, ou 20,78% do total, do guia.

O tamanho coloca a legenda como fiel da balança na disputa pela exposição midiática, com um peso relevante na base do pré-candidato Repúblicanos.

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O analista político Alex Rabelo, avalia que a popularização das redes sociais reduziu o peso da propaganda partidária, mas ponderou que o veículo segue com um peso relevante.

Tudo pode acontecer

A definição do União Brasil na Terra de Rondon pelo apoio a reeleição do governador Otaviano Pivetta, mudou o cenário político e levou a cúpula do MDB a intensificar a negociação sobre o futuro da emedebistaMulher Maravilha.

Em reunião realizada na manhã de ontem (31), em Cuiabá, dirigentes da legenda discutiram o caminho que o partido adotará na disputa estadual, com Mulher Maravilha, dividida entre a Casa Alta, possibilidade de integrar a chapa governista como candidata a vice-governadora.

A expectativa é de que as tratativas avancem até este domingo (2), quando a legenda pretende definir o caminho a ser seguido.

O Boteco vai falar

As convenções do MDB e Podemos estão marcadas para o próximo dia 4 de agosto.

E os internautas do Blog do Valdemir querem a última das últimas? O cenário que se desenha no horizonte e pode adiantar planos de alguns políticos é uma aliança entre aMulher Maravilha e o “Branquelo de Jaciara”.

O “Branquelo de Jaciara”, já afirmou que ser candidato ao Palácio Paiaguás não “ESTAVA” nos planos e que pretendia disputar a reeleição para a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT).

A Mulher Maravilha admite a possibilidade de disputar o Governo de Mato Grosso, e abandonar o projeto para a Casa Alta.

O partido passou a discutir a possibilidade de candidatura própria, ou com o deputado Max Russi disputando o Governo do Estado. São duas possibilidades“, disse Mulher Maravilha.

Segue o fluxo!

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Política

A “Crise do União Brasil” em Mato Grosso e a “Anatomia do Pragmatismo Partidário” na “Política Contemporânea”

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A recente e conturbada Convenção Estadual do União Brasil em Mato Grosso consolidou-se como um divisor de águas no panorama político regional e nacional. O encontro, marcado por embates acalorados e trocas públicas de acusações, expôs de maneira crua as entranhas do funcionamento das agremiações partidárias contemporâneas, transformando uma deliberação interna em um sintomático estudo de caso sobre a dinâmica do poder partidário no país.

Os protagonistas desse episódio dramático foram as principais lideranças políticas e autoridades do Estado de Mato Grosso, reunidas sob a mesma legenda partidária. Figuras de grande projeção pública, até então aliadas em alianças institucionais, viram-se em lados opostos de uma disputa que transcendeu o mero debate ideológico para atingir o campo dos compromissos pessoais e partidários.

O cenário das divergências foi a sede da Convenção Partidária Mato-grossense, espaço que historicamente deveria servir como palco para o alinhamento de propostas programáticas e a consolidação de diretrizes éticas. Contudo, o ambiente físico e político transformou-se em uma arena de confrontação direta, refletindo tensões territoriais e regionais que impactam diretamente a governabilidade do Estado.

O ápice desse desentendimento ocorreu durante os preparativos decisivos para o calendário eleitoral de 2026. Em um momento estratégico de definições de candidaturas e composições de chapas, a conjuntura temporal exigia coesão das bancadas, mas acabou por revelar rachaduras profundas na estrutura partidária a poucos meses da ida dos eleitores às urnas em outubro.

A motivação central do conflito fundamenta-se na sobreposição do pragmatismo político em detrimento das convicções ideológicas e teóricas. A busca incansável pela expansão de bancadas legislativas e a disputa pelo controle de cargos estratégicos superaram a fidelidade aos princípios fundacionais da sigla, revelando como a hegemonia ideológica se tornou exceção no quadro partidário brasileiro.

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A dinâmica dos confrontos desdobrou-se publicamente diante de centenas de smartphones e câmeras de veículos de imprensa, rompendo com a tradicional política de bastidores negociada a portas fechadas. Em vez de debates doutrinários superficiais, o público testemunhou acusações abertas de traição, quebra de palavra e desonra, remetendo a históricos e conturbados encontros políticos do passado.

Mobilizou-se nessa disputa o acesso direto aos bilionários recursos provenientes do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). A alocação desses substanciais montantes financeiros da União representa o elemento divisor de águas na estruturação das campanhas e no fortalecimento das candidaturas majoritárias e proporcionais.

Com o objetivo explícito de maximizar a viabilidade eleitoral e garantir espaço hegemônico nas futuras legislaturas, o agrupamento buscou priorizar arranjos táticos de curto prazo. Essa busca pragmática por resultados imediatos visa assegurar não apenas cadeiras nos parlamentos estadual e federal, mas também o protagonismo em eventuais disputas ao Poder Executivo.

As consequências dessa exposição impactam diretamente a relação entre a classe política e o corpo eleitoral, levantando questionamentos sobre a validade dos acordos institucionais. Ao observar o desrespeito às bandeiras partidárias e a prevalência de interesses individuais, a sociedade civil é forçada a reavaliar os critérios de representatividade e a qualidade do diálogo político.

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Diante do quadro apresentado, resta saber qual será o posicionamento do eleitorado no momento decisivo da votação no pleito que se aproxima. A crise no União Brasil ultrapassa as fronteiras da sigla e impõe a toda a sociedade a reflexão sobre se a atividade política continuará pautada pelo fisiologismo das conveniências ou se retomará o compromisso com o interesse público.

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