Política
Com novo painel eletrônico, Câmara retorna nesta terça
Após pouco mais de 30 dias de recesso parlamentar, Câmara de Cuiabá retoma os trabalhos legislativos na próxima terça-feira (02). Na oportunidade, será realizada a primeira sessão ordinária deste ano.
A fim de garantir maior transparência no processo de votação e registro de presença, a Mesa Diretora da Casa de Leis implantou o novo painel eletrônico.
A partir de agora, a votação de projetos de leis e outras proposituras serão registrados eletronicamente. Cada vereador terá em sua bancada um controle para efetuar a votação, bem como se inscrever no pequeno ou no grande expediente.
O vereador também não precisará mais assinar livro de presença. Isto porque, ela também será registrada por meio do painel eletrônico. Além disso, os parlamentares não precisarão levantar de seus assentos para discursar. Cada vereador terá um microfone em sua bancada, o qual será controlado pela Mesa Diretora.
"O plano de digitalização das votações e o registro de presença dos vereadores é antigo. A Mesa Diretora está trabalhando na implantação deste painel eletrônico desde que assumiu o comando da Casa de Leis. Queremos dar maior transparência a todos os nossos atos legislativos", finalizou o presidente da Casa de Leis, vereador Julio Pinheiro (PTB).
O presidente da Casa de Leis, o vereador Júlio Pinheiro já comunicou todos os demais companheiros que será feito uma reunião com os demais pares para tratar do assunto Eleição 2016, que segundo ele poderá atrapalhar os trabalhos da Casa com a reeleição dos vereadores cuiabanos.
E segundo Pinheiro, ele quer a colaboração der todos os vereadores, que devem saber separar a atividade político-partidária da sua atuação como parlamentar.
Política
PL endurece posição sobre apoio eleitoral e ameaça cobrar desfiliação de dissidentes
O presidente estadual do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou que prefeitos e vereadores da legenda que fizerem campanha, nas eleições de 2026, para candidatos ao Governo do Estado que se oponham ao senador Wellington Fagundes (PL-MT) e aos demais nomes integrantes da coligação deverão pedir desfiliação partidária. A declaração explicita o endurecimento da direção estadual diante de eventuais manifestações públicas de apoio a adversários.
A posição foi apresentada em meio à insatisfação de lideranças do PL com a aliança firmada entre o partido e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que incluiu a deputada estadual Janayna Riva na disputa por uma vaga no Senado. A composição eleitoral provocou resistência entre setores da legenda liberal, especialmente entre integrantes que defendem outras alianças ou preferências para a eleição estadual.
Segundo Ananias Filho, nenhum filiado será obrigado a participar das atividades de campanha da coligação. O dirigente, entretanto, estabeleceu uma diferença entre permanecer em silêncio e declarar publicamente apoio a candidatos adversários.
Na avaliação da direção estadual, filiados que optarem por não participar da campanha não serão cobrados, enquanto manifestações públicas contrárias à orientação partidária poderão gerar consequências políticas e administrativas.
“Não vou aceitar ninguém que está com mandato ficar falando que vai apoiar candidatos de fora. Quem quiser apoiar outro candidato, a primeira coisa que deveria fazer era devolver o fundo eleitoral do qual foi beneficiado”, declarou Ananias Filho.
A cobrança relaciona a utilização de recursos eleitorais recebidos em razão da vinculação partidária à expectativa de alinhamento dos mandatários com as decisões estabelecidas pela legenda para o processo eleitoral.
O presidente estadual do Partido Liberal (PL) também defendeu que os filiados que não concordarem com a composição eleitoral adotada pela direção procurem voluntariamente deixar a legenda.
Em declaração de tom contundente, Ananias Filho afirmou:
“Quem for homem de verdade, tiver caráter e quiser fazer campanha para outro, vai lá e pede sua desfiliação”.
A manifestação reforça a disposição da direção estadual de exigir uma definição dos integrantes que decidirem apoiar candidaturas adversárias.
A orientação atinge diretamente agentes políticos que ocupam cargos eletivos e que, durante o período eleitoral, eventualmente manifestem preferência por candidatos diferentes daqueles apoiados oficialmente pela coligação.
Entre os prefeitos do PL citados nesse contexto estão: Abilio Brunini, de Cuiabá; Cláudio Ferreira, de Rondonópolis; Edilson Piaia, de Campo Novo do Parecis; Sérgio Machnic, de Primavera do Leste; e Flávia Moretti, de Várzea Grande.

A principal questão colocada pela direção estadual é como os integrantes do partido deverão se comportar diante da orientação oficial para a disputa de 2026. Embora Ananias Filho tenha afirmado que ninguém será obrigado a participar da campanha, o dirigente deixou claro que não pretende admitir apoio público a candidatos adversários por parte de filiados que mantenham seus mandatos e permaneçam vinculados ao PL.
A advertência também alcança vereadores e outros integrantes da legenda que ocupem cargos eletivos e decidam declarar apoio a candidaturas externas à composição partidária. Para a direção estadual, a permanência no partido pressupõe respeito às decisões eleitorais estabelecidas pela legenda e pela coligação. Eventuais manifestações contrárias, portanto, poderão ser avaliadas internamente e submetidas aos mecanismos partidários considerados cabíveis.
Durante a campanha, os candidatos dos partidos que integram a coligação deverão ficar subordinados a uma direção única, conforme a orientação apresentada por Ananias Filho. O objetivo, segundo a posição expressada pelo dirigente, é preservar uma estratégia eleitoral coordenada entre as siglas e evitar manifestações públicas conflitantes entre integrantes da mesma composição. Nesse cenário, o apoio ostensivo a adversários poderá ser interpretado pela direção como possível caso de “infidelidade partidária”.
A declaração de Ananias Filho expõe, assim, uma disputa interna entre a liberdade individual de escolha dos agentes políticos e a necessidade de unidade defendida pela direção estadual do PL para as eleições de 2026. Ao exigir que aqueles que pretendam apoiar adversários considerem a desfiliação, o partido busca estabelecer limites claros para a atuação de seus filiados durante a campanha.
A reação dos prefeitos, vereadores e demais lideranças mencionados poderá indicar, nos próximos movimentos eleitorais, o grau de coesão da legenda diante da aliança firmada para a disputa em Mato Grosso.
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