Search
Close this search box.

DIA DOS PAIS

Museu de História Natural promove oficina “Pipas – Pais e Filhos” neste domingo

Publicados

em

O Dia dos Pais será celebrado com criatividade, aprendizado e muita diversão no Museu de História Natural de Mato Grosso (MHNMT). Neste domingo (9), a 10ª edição da Feira Permanente promove a oficina “Pipas – Pais e Filhos”, conduzida pelo arte-educador Willian Rafael Bispo dos Santos, conhecido em todo o Estado como Gringo Pipas. A atividade convida pais e filhos a construírem suas próprias pipas e encerra a manhã com um festival que promete colorir o céu da histórica Casa Dom Aquino, proporcionando um domingo especial em meio à natureza, às margens do Rio Cuiabá, cercado por arte, cultura e história. As inscrições são limitadas.

A oficina começa às 9h30 com uma conversa sobre a origem da pipa, sua evolução ao longo da história e sua influência em importantes invenções da humanidade. Em seguida, os participantes aprendem técnicas de confecção, montagem e equilíbrio da pipa e, ao final, participam de um festival para colocar as criações no ar. Durante toda a atividade haverá brincadeiras, interação e sorteio de brindes.

Mais do que ensinar a fazer uma pipa, queremos proporcionar um momento em família. Muitos pais brincavam de pipa quando eram crianças e agora terão a oportunidade de reviver essa lembrança ao lado dos filhos. A oficina resgata essa tradição, fortalece os vínculos familiares e mostra que a pipa também é cultura, educação e esporte“, destaca Gringo.

O GRINGO DAS PIPAS

Da infância humilde ao trabalho que transformou vidas, a história de Gringo Pipas começou quando ele tinha apenas quatro anos de idade. Fascinado pelas pipas, aprendeu cedo a confeccioná-las e, aos dez anos, já produzia modelos para vender de porta em porta. O que começou como uma brincadeira de infância logo se tornou seu principal lazer e sua fonte de renda.

Foi com a venda de pipas que conseguiu comprar seus próprios materiais, aperfeiçoar técnicas e transformar uma paixão em profissão. Hoje, além da produção artesanal, mantém um ateliê especializado, participa de eventos, festivais e campeonatos e ministra oficinas em diversas cidades de Mato Grosso e de outros Estados.

O trabalho social também nasceu dessa trajetória. Ao perceber o interesse das crianças que viviam nas periferias de Cuiabá, Gringo passou a realizar oficinas gratuitas em bairros populares e projetos sociais, ensinando não apenas a construir pipas, mas também valores como respeito, disciplina, convivência e responsabilidade. Muitas dessas crianças encontraram na atividade uma alternativa de lazer saudável e alguns jovens passaram, inclusive, a produzir pipas para complementar a renda familiar.

Formado em Educação Física, estudante de Psicologia e reconhecido com o título de Comendador pelo trabalho desenvolvido em comunidades, ele transformou a pipa em uma ferramenta pedagógica. Em suas oficinas, utiliza a atividade para ensinar conteúdos de História, Geografia, Matemática, Física, Arte e Educação Física, além de promover reflexões sobre bullying, preconceito, cidadania e inclusão social.

A pipa mudou a minha vida. Foi meu brinquedo, meu lazer e também meu sustento. Hoje tenho a alegria de devolver isso para outras crianças, mostrando que elas podem aprender, sonhar e construir oportunidades por meio de uma brincadeira tão simples e tão rica culturalmente, afirma o arte-educador que utiliza a rede social @grincopipascuiaba, no Instagram.

DA BRINCADEIRA AO ESPORTE

Além de símbolo da infância brasileira, a pipa também conquistou espaço como modalidade esportiva. Atualmente existem campeonatos municipais, estaduais, nacionais, sul-americanos e mundiais, reunindo atletas em disputas que avaliam técnica, criatividade, estabilidade de voo e desempenho.

Leia Também:  Ronaldo Angelim faz alerta: "Na Libertadores, tudo pode acontecer"

Gringo é um dos principais incentivadores dessa modalidade em Mato Grosso. Presidente da Associação Mato-Grossense de Pipeiros, ele organiza festivais, competições e encontros que reúnem praticantes de diferentes idades.

Uma das maiores emoções de sua trajetória aconteceu neste ano. Em 2016, sua filha, de apenas seis anos, conquistou o título de campeã mato-grossense de pipa, reforçando que a paixão pela modalidade atravessa gerações.

Nossa luta agora é para que Mato Grosso tenha um Pipódromo. Queremos um espaço seguro onde crianças, jovens e adultos possam praticar o esporte sem riscos, longe da rede elétrica e do trânsito. Também será um local para campeonatos, oficinas, festivais e ações educativas. Estados como São Paulo, Goiás, Espírito Santo e Rio de Janeiro já contam com esses espaços e conseguiram reduzir acidentes. Mato Grosso também merece esse avanço, defende.

Segundo ele, o Pipódromo vai além da prática esportiva.

Quando existe um espaço apropriado, conseguimos orientar sobre segurança, combater o uso de linhas perigosas, preservar essa tradição e fortalecer um esporte que cresce a cada ano. A pipa promove inclusão social, gera renda para muitas famílias e aproxima pais e filhos por meio de uma atividade saudável.

PROGRAMAÇÃO NO MUSEU

O Museu oferece programação completa para toda a família. Além da oficina, quem visitar o Museu poderá aproveitar a Feira Permanente, realizada das 9h às 17h, com entrada gratuita. O espaço reúne gastronomia regional, artesanato, produtores da economia criativa, bingo e atrações culturais em um ambiente integrado à natureza.

Leia Também:  Dudu Cuiabaninho quer fechar 2021 dentro do top dez nacional

As crianças também poderão brincar no playground, participar das atividades de desenho e pintura junto ao painel “Traços do Tempo”, criado pelo artista Babu78 durante as comemorações dos 20 anos do Museu, além de explorar os jardins da histórica Casa Dom Aquino.

Os visitantes ainda podem conhecer a exposição permanente do Museu, formada por fósseis, vestígios arqueológicos e antropológicos que contam a formação natural e humana de Mato Grosso, além da cafeteria, loja de artesanato indígena, lago com carpas e visitas guiadas.

Gerido pelo Instituto Ecossistemas e Populações Tradicionais (ECOSS), em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), o Museu desenvolve ações permanentes de pesquisa, educação patrimonial, preservação da memória e valorização da cultura mato-grossense, consolidando-se como um dos principais espaços culturais e ambientais do Estado.

SERVIÇO

A oficina “Pipas – Pais e Filhos” será realizada neste domingo (9), das 9h30 às 11h, no Museu de História Natural de Mato Grosso, localizado na Avenida Manoel José de Arruda, nº 2.000, em Cuiabá.

As inscrições custam R$ 35, são limitadas a 20 participantes e podem ser feitas pelo link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScfax8qXQkGLA4ub-2y8uAqP1fPy349EN5qZEH0RlB-m5Hmlg/viewform.

A Feira Permanente acontece das 9h às 17h, com entrada gratuita. O Museu funciona de terça a domingo, das 8h às 18h. Os ingressos para visitação custam R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia), com entrada gratuita aos domingos e feriados. Mais informações pelo telefone (65) 99686-7701 ou pelo Instagram @museuhistorianaturalmt.

Propaganda

Destaques

Parque Nacional do Juruena registrou um aumento de 660% da área desmatada pelo garimpo ilegal

Publicados

em

Localizado na região amazônica de Mato Grosso, o Parque Nacional do Juruena registrou um aumento de 660% da área desmatada pelo garimpo ilegal de ouro em oito meses. O dado consta em um estudo divulgado pela Amazon Conservation junto ao Instituto Centro de Vida (ICV) nesta quinta-feira (6).

Além do levantamento sobre a Unidade de Conservação (UC) nacional, na categoria de Parque Nacional, o estudo também analisou o desmatamento para exploração minerária no Parque Estadual Igarapés do Juruena, no qual constatou um crescimento de 408% da área afetada.

Ambos os parques da bacia do Rio Juruena compõem um mosaico essencial para a preservação da porção sul da Amazônia brasileira, principalmente quanto à preservação dos serviços ecossistêmicos e à proteção contra o avanço do desmatamento na região.

Contudo, o estudo mostra que a pressão exercida pela mineração tem colocado em xeque os benefícios socioambientais gerados pelos parques e o poder de controle do Estado sobre as UCs, o que mostra desafios para a efetividade dos mecanismos de proteção legal dessas áreas.

A análise considerou alertas de desmatamento por mineração disponibilizados pela iniciativa MAAP (Monitoring of the Andes Amazon Program), da Amazon Conservation, a partir da interpretação de imagens de altíssima resolução espacial. Além disso, o estudo cruzou as informações com plataformas de dados geoespaciais públicas, explica o coordenador do Núcleo de Inteligência Territorial do ICV, Vinícius Silgueiro.

Os alertas de desmatamento para garimpo são validados com base em imagens de satélite com elevadíssimo nível de detalhe e as áreas impactadas são mapeadas e têm suas extensões calculadas. Posteriormente, essas áreas são cruzadas com dados de autos de infração e embargos, emitidos pelo IBAMA, ICMBio e pela SEMA/MT, que permitem a identificação da ocorrência de ações de fiscalização e combate sobre esse garimpos ilegais“, disse Silgueiro.

Desmatamento para garimpo em alta

Os dados mostram que, no caso do Parque Nacional do Juruena, a exploração minerária tem se concentrado majoritariamente na porção sudoeste. De agosto de 2025 a abril de 2026, a área desmatada na UC pelo garimpo saltou de 10,5 hectares para 79,5 hectares.

Leia Também:  Delação do ex-governador Silval Barbosa, já é considerada a maior do Brasil; mais "bombas" estão a caminho

O crescimento de 660% em um período de oito meses evidencia uma ação intensa, rápida e com alto potencial de degradação do parque, sobretudo pelo uso de maquinários, abertura de acessos e formação de acampamentos.

O estudo apresentou um cenário semelhante para o Parque Estadual Igarapés do Juruena, onde a degradação se concentra na região centro-sul da UC. De junho de 2025 a março de 2026, foi registrado um aumento de 8,6 hectares para 43,7 hectares desmatados no parque pela atividade garimpeira.

Esse cenário impacta diretamente o meio ambiente, provocando desmatamento, assoreamento, aumento da carga de sedimentos e matéria orgânica nos cursos d’água e a potencial contaminação por mercúrio, o que compromete a biodiversidade e a segurança alimentar das comunidades locais.

Recorrência expõe fragilidades

O aumento da atividade ilegal de garimpo não ocorreu fora do radar do poder público. Dados do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) mostram que 15 operações de combate à mineração foram realizadas no Parque Nacional do Juruena desde 2010.

Leia Também:  Cuiabá anuncia Alberto Valentin como novo técnico

Já no Parque Estadual Igarapés do Juruena, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) registrou ações de fiscalização relacionadas ao combate a ilícitos ambientais em 2020, 2025 e 2026.

O monitoramento por satélite já é uma ferramenta essencial no combate ao garimpo ilegal. O próximo passo é conectar esses alertas a informações atualizadas sobre concessões minerárias e aos limites de áreas protegidas, fortalecendo a capacidade de resposta das autoridades e tornando as ações de fiscalização ainda mais eficientes“, afirma Matt Finer, diretor da iniciativa MAAP (Monitoring of the Andes Amazon Project) e pesquisador sênior da Amazon Conservation.

Leia o relatório*: https://www.maapprogram.org/pt-br/garimpo-ilegal-juruena-brasil/
(disponível em Português e Inglês)

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA