EM BUSCA DO PASSIVO DA RGA
Federação Sindical busca força em articulação com representantes dos poderes
A Federação Sindical dos Servidores Estaduais (FESSP/MT), representante legal dos sindicatos de servidores estaduais e municipais de Mato Grosso, deu um novo passo para o fortalecimento da pauta dos servidores em busca do passivo da RGA junto ao governo Mauro Mendes (UB), e Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT).
Diretores da FESSP/MT articularam reunião com os principais sindicatos e associações que representam os servidores dos demais poderes, para discutirem iniciativas conjuntas que buscam equalizar as perdas com o não pagamento das reposições inflacionárias (RGA) de anos anteriores.
Segundo o Secretário Geral do Sindicato dos Trabalhadores do Tribunal de Contas do Estado (Sintticontas) presente na reunião, Vander Melo, os servidores do Tribunal de Contas e demais poderes, têm cerca de 15,3% de perdas inflacionárias não repostas pelo Governo do Estado:
“Os servidores do TCE, segundo nossos cálculos, tem 15,3% de perdas de RGA não pagas e precisamos reaver esses valores, pois os aumentos nos preços dos produtos e serviços, principalmente pós pandemia, são sentidos mês a mês pelos nossos servidores, em especial pelos aposentados”, frisou Vander na reunião, representando o atual presidente do Sintticontas Domingos Silva.
O Diretor de Serviço Público Estadual da FESSP e Presidente do SINPAIG MT Antônio Wagner explicou o objetivo da reunião: “buscamos essa reunião com os representantes dos servidores dos demais poderes, pois todos têm perdas inflacionárias como os servidores do executivo. A presença da maioria dos sindicatos e associações dos servidores dos demais poderes demonstra que é possível uma união de propósitos que fortaleça o diálogo institucional, tanto com a AL MT, como com o Governo do estado e demais órgãos”.
Os encaminhamentos adotados ao final da reunião foram esclarecidos pela Diretora da Federação Sindical Tatiane Refosco: “deliberamos que a Fessp, em conjunto com todas as associações e sindicatos presentes, assinará um ofício ao Presidente da Assembleia Legislativa, ao Governador e Casa Civil do estado, ao Presidente do TCE/MT, bem como a comissão da AL que vai discutir os índices dos passivos do poder executivo, entre outros atores políticos, para incluir os demais poderes nessa discussão sobre as perdas salariais”.
O Presidente do Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa (Sindal/MT) elogiou a iniciativa da reunião: “é uma reunião inédita e muito importante da FESSP. É a primeira vez que os sindicatos dos poderes se unem com os representantes do poder executivo para caminharem juntos. Foi debatido sobre terceirizações, saúde e segurança e claro, a pauta salarial dos passivos do RGA. Mas temos muitos outros pontos em comum que poderão ser congregados de agora em diante numa mesma mesa”, frisou o Presidente Jovanildo.

Estiveram Presentes na reunião, o Secretário Geral do Sindicato dos Trabalhadores do TCE (Sintticontas), o Presidente da Associação dos Técnicos do Poder Judiciário de MT (Astejud), o Presidente da Associação dos Servidores da Defensoria Pública de MT, o diretor do Sindicato dos Oficiais de Justiça do Poder Judiciário Estadual (Sindojus), o Presidente e a tesoureira do Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa de MT (Sindal), além dos diretores da FESSP/MT.
Política
PL endurece posição sobre apoio eleitoral e ameaça cobrar desfiliação de dissidentes
O presidente estadual do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou que prefeitos e vereadores da legenda que fizerem campanha, nas eleições de 2026, para candidatos ao Governo do Estado que se oponham ao senador Wellington Fagundes (PL-MT) e aos demais nomes integrantes da coligação deverão pedir desfiliação partidária. A declaração explicita o endurecimento da direção estadual diante de eventuais manifestações públicas de apoio a adversários.
A posição foi apresentada em meio à insatisfação de lideranças do PL com a aliança firmada entre o partido e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que incluiu a deputada estadual Janayna Riva na disputa por uma vaga no Senado. A composição eleitoral provocou resistência entre setores da legenda liberal, especialmente entre integrantes que defendem outras alianças ou preferências para a eleição estadual.
Segundo Ananias Filho, nenhum filiado será obrigado a participar das atividades de campanha da coligação. O dirigente, entretanto, estabeleceu uma diferença entre permanecer em silêncio e declarar publicamente apoio a candidatos adversários.
Na avaliação da direção estadual, filiados que optarem por não participar da campanha não serão cobrados, enquanto manifestações públicas contrárias à orientação partidária poderão gerar consequências políticas e administrativas.
“Não vou aceitar ninguém que está com mandato ficar falando que vai apoiar candidatos de fora. Quem quiser apoiar outro candidato, a primeira coisa que deveria fazer era devolver o fundo eleitoral do qual foi beneficiado”, declarou Ananias Filho.
A cobrança relaciona a utilização de recursos eleitorais recebidos em razão da vinculação partidária à expectativa de alinhamento dos mandatários com as decisões estabelecidas pela legenda para o processo eleitoral.
O presidente estadual do Partido Liberal (PL) também defendeu que os filiados que não concordarem com a composição eleitoral adotada pela direção procurem voluntariamente deixar a legenda.
Em declaração de tom contundente, Ananias Filho afirmou:
“Quem for homem de verdade, tiver caráter e quiser fazer campanha para outro, vai lá e pede sua desfiliação”.
A manifestação reforça a disposição da direção estadual de exigir uma definição dos integrantes que decidirem apoiar candidaturas adversárias.
A orientação atinge diretamente agentes políticos que ocupam cargos eletivos e que, durante o período eleitoral, eventualmente manifestem preferência por candidatos diferentes daqueles apoiados oficialmente pela coligação.
Entre os prefeitos do PL citados nesse contexto estão: Abilio Brunini, de Cuiabá; Cláudio Ferreira, de Rondonópolis; Edilson Piaia, de Campo Novo do Parecis; Sérgio Machnic, de Primavera do Leste; e Flávia Moretti, de Várzea Grande.

A principal questão colocada pela direção estadual é como os integrantes do partido deverão se comportar diante da orientação oficial para a disputa de 2026. Embora Ananias Filho tenha afirmado que ninguém será obrigado a participar da campanha, o dirigente deixou claro que não pretende admitir apoio público a candidatos adversários por parte de filiados que mantenham seus mandatos e permaneçam vinculados ao PL.
A advertência também alcança vereadores e outros integrantes da legenda que ocupem cargos eletivos e decidam declarar apoio a candidaturas externas à composição partidária. Para a direção estadual, a permanência no partido pressupõe respeito às decisões eleitorais estabelecidas pela legenda e pela coligação. Eventuais manifestações contrárias, portanto, poderão ser avaliadas internamente e submetidas aos mecanismos partidários considerados cabíveis.
Durante a campanha, os candidatos dos partidos que integram a coligação deverão ficar subordinados a uma direção única, conforme a orientação apresentada por Ananias Filho. O objetivo, segundo a posição expressada pelo dirigente, é preservar uma estratégia eleitoral coordenada entre as siglas e evitar manifestações públicas conflitantes entre integrantes da mesma composição. Nesse cenário, o apoio ostensivo a adversários poderá ser interpretado pela direção como possível caso de “infidelidade partidária”.
A declaração de Ananias Filho expõe, assim, uma disputa interna entre a liberdade individual de escolha dos agentes políticos e a necessidade de unidade defendida pela direção estadual do PL para as eleições de 2026. Ao exigir que aqueles que pretendam apoiar adversários considerem a desfiliação, o partido busca estabelecer limites claros para a atuação de seus filiados durante a campanha.
A reação dos prefeitos, vereadores e demais lideranças mencionados poderá indicar, nos próximos movimentos eleitorais, o grau de coesão da legenda diante da aliança firmada para a disputa em Mato Grosso.
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