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DIMINIUÇÃO NA OFERTA DE NOMES

Com afunilamento de candidatos e crescimento do eleitorado, projeção de votos para a Assembleia Legislativa aumenta

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A reconfiguração do cenário eleitoral em Mato Grosso aponta para uma disputa significativamente mais acirrada pela Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) no pleito estadual. A diminuição na oferta de nomes ao Poder Legislativo e a expansão do corpo votante alteraram diretamente o cálculo da representação proporcional local.

O número total de postulantes ao cargo de deputado estadual registrou uma retração de 28% no comparativo com os últimos quatro anos. As atas das Convenções Partidárias oficializaram 217 candidaturas até o momento, ante 296 nomes homologados no processo eleitoral de 2022.

A expressiva redução quantitativa de postulantes ocorreu ao longo do período reservado às Convenções Partidárias e ao registro preliminar de chapas. As Agremiações e Federações políticas formalizaram essa diminuição no quadro de concorrentes perante a Justiça Eleitoral.

O fenômeno abrange todo o território de Mato Grosso, impactando diretamente o cálculo proporcional e a distribuição de cadeiras nas diversas regiões do estado. A oscilação atinge os quadros de todas as correntes partidárias que registraram chapas no Tribunal Regional.

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Duas dinâmicas simultâneas fundamentam essa mudança no cenário: o enxugamento de candidaturas homologadas e o crescimento demográfico do eleitorado. A soma de menor concorrência interna com o aumento do contingente de votantes reorganiza de maneira direta a competitividade da disputa.

Com 79 concorrentes a menos no pleito atual, a média teórica de sufrágios por candidato sofre uma elevação substancial. A redistribuição da preferência dos eleitores entre um grupo menor de postulantes inflaciona o desempenho individual necessário para obter êxito nas urnas.

O volume total de votos válidos deve atingir a marca de 1,8 milhão no pleito vigente, impulsionado pelo crescimento de 6,8% do eleitorado mato-grossense. Na eleição geral anterior, o estado contabilizou 1.746.681 votos válidos, desconsiderados os computados em branco e os nulos.

Em razão dessas oscilações quantitativas, a estimativa para o quociente eleitoral situa-se em aproximadamente 77 mil votos por vaga para cada partido ou Federação Partidária. Essa linha de corte fixa o patamar mínimo indispensável para que as legendas conquistem cadeiras no parlamento.

As projeções e dados que fundamentam a reestruturação da disputa proporcional podem ser acompanhados e checados detalhadamente na página do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT).

A evolução dos registros de chapas, o quantitativo do eleitorado apto e as diretrizes do pleito permanecem disponíveis para consulta pública no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Política

Diversidade identitária e disparidade patrimonial marcam chapa da Federação PSOL/Rede

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A Federação PSOL/Rede oficializou a composição de sua chapa de candidatos à Câmara dos Deputados para as eleições em Mato Grosso. O grupo chama a atenção no cenário político do estado pela forte pluralidade de perfiles socioculturais e religiosos, somada a um elevado contraste socioeconômico entre os seus nove postulantes.

A formalização da chapa proporcional reúne representantes de lideranças evangélicas, sacerdotisa de religião de matriz africana, ativista transgênero, servidor federal e lideranças comunitárias.

Entre as figuras confirmadas estão Adriana Liario (PSOL), primeira mulher trans do grupo; Khauanny Garcia, conhecida como Mãe Kaká Garcia (PSOL); e o Pastor Jeronimo Gomes (PSOL).

A definição do quadro de postulantes foi concluída durante as Convenções Partidárias do grupo, em cumprimento ao calendário da Justiça Eleitoral para a homologação dos registros de candidaturas.

A disputa abrange a representação legislativa do Estado de Mato Grosso na Câmara dos Deputados, em Brasília. As candidaturas buscam alcançar o quociente eleitoral exigido para obter votação suficiente e ocupar as vagas destinadas à bancada federal mato-grossense.

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A Federação estruturou uma composição diversa com o objetivo explícito de atrair diferentes nichos e segmentos da sociedade, ampliando a capilaridade eleitoral e fortalecendo a representatividade de minorias sociais e religiosas na política regional.

As candidaturas dividem-se em dois eixos partidários internos: cinco nomes filiados ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e quatro ao partido Rede Sustentabilidade.

Entre as trajetórias de maior destaque está a de Khauanny Garcia (Mãe Kaká Garcia), cuja atuação pública revela profundas mudanças identitárias e cadastrais no histórico mantido pela Justiça Eleitoral. Disputando pleitos desde 2008, a candidata já utilizou denominações como Pastor Marcello Moura e Bispo Marcelo Moura, além de alternar declarações de cor ou raça entre branca (2014 e 2020), parda (2018) e, no pleito atual, preta.

A lista de declarações de bens apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso (TRE/MT) revela um acentuado contraste patrimonial no grupo. O empresário Miltão (PSOL), ex-candidato à Prefeitura de Várzea Grande, destaca-se como o único milionário do bloco, somando R$ 2,5 milhões distribuídos em um lava-jato, uma chácara e uma loja de materiais de construção.

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Em seguida, figuram Irene INSS (Rede), com R$ 1,6 milhão; Eron Cabral (Rede), com R$ 846,5 mil; José Roberto (PSOL), com R$ 250 mil; e Fran Mega Hair (Rede), com R$ 85 mil.

Os demais nomes não declararam bens.

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