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O que o cinema ensina a uma geração moldada pelo clique?

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Autora: Poliana Maluf*

Existe uma transformação silenciosa na forma como as crianças se relacionam com o tempo. Acostumadas ao ritmo frenético das telas de bolso, onde qualquer fração de segundo de tédio é interrompida pelo deslizar de um dedo, a nova geração enfrenta uma crise invisível de atenção. Em um ecossistema digital projetado para a recompensa imediata e a fragmentação constante, a capacidade de sustentar o foco em uma única história tornou-se uma habilidade rara. É precisamente nesse cenário de aceleração que a sala de cinema deixa de ser apenas um espaço de entretenimento para se converter em um ato de resistência pedagógica e afetiva.

Diferente dos vídeos curtos que entregam estímulos prontos e superficiais a cada três segundos, o cinema exige o exercício da permanência. Ao sentar diante de uma grande tela, a criança é convidada a aceitar o tempo da narrativa: o silêncio que antecede o conflito, a pausa que constrói a atmosfera e o desenvolvimento gradual dos personagens. A escuridão da sala e a ausência de botões para pular cenas não funcionam como restrições, mas como uma moldura de proteção. Ali, o cérebro infantil descobre que o encanto não mora na velocidade da troca de imagens, mas na profundidade do enredo.

Essa desaceleração forçada produz efeitos profundos no repertório cognitivo e emocional dos pequenos. Ao sustentar a atenção durante noventa minutos, a criança aprende a lidar com a expectativa e a tolerar a ausência da recompensa instantânea. O cinema ensina que os melhores desfechos dependem da construção, que os conflitos exigem maturação e que a complexidade das relações humanas não cabe em recortes de quinze segundos. Trata-se de um treino direto de paciência narrativa, elemento fundamental para o desenvolvimento da empatia, do raciocínio crítico e da leitura de mundo.

Mais do que isso, essa imersão contínua abre espaço para o pensamento próprio. Quando o olhar não é atropelado por uma avalanche ininterrupta de estímulos, a mente da criança ganha brechas para questionar o que vê, fazer pontes com a sua vida e construir significados que pertencem só a ela.

Cultivar o hábito de levar as crianças ao cinema não é uma tentativa nostálgica de combater a tecnologia, mas um compromisso consciente com a saúde do olhar infantil. Ensinar uma criança a sustentar o tempo de um filme é devolver a ela o direito à contemplação, à imaginação profunda e à escuta atenta. Em um mundo que exige pressa, o cinema ensina a infância a desacelerar e a descobrir a beleza de permanecer até o final.

*Poliana Maluf é produtora audiovisual, estrategista criativa brasileira radicada em Los Angeles e autora de “Poppy e a Tela Gigante”, livro infantil que une sua experiência no universo cinematográfico à vontade de criar histórias que despertem a imaginação das crianças.

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Artigos

O alto padrão acompanha a nova realidade de Mato Grosso

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Autor: Jones Romanzzini*

O mercado imobiliário costuma refletir o momento econômico de uma região. Em Mato Grosso, essa relação é ainda mais evidente. O crescimento das cidades, impulsionado principalmente pelo agronegócio, pela geração de empregos e pela atração de novos investimentos, também tem transformado o perfil de quem compra um imóvel.

Hoje, o consumidor procura muito mais do que um endereço. Busca qualidade de vida, segurança, praticidade e um patrimônio capaz de preservar seu valor e manter seu potencial de valorização ao longo do tempo. Não por acaso, o segmento de alto padrão continua entre os mais aquecidos do país. O Índice de Demanda Imobiliária (IDI Brasil), elaborado pelo Ecossistema Sienge, CV CRM, Grupo Prospecta e pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), coloca o Centro-Oeste entre as regiões com maior procura por imóveis desse perfil.

Os números de Mato Grosso confirmam essa tendência. Em 2025, o mercado imobiliário movimentou aproximadamente R$ 5,7 bilhões, com cerca de 13,6 mil imóveis comercializados em Cuiabá. O resultado representa crescimento de quase 18% no faturamento e de 25% nas vendas em relação ao ano anterior. Os indicadores reforçam a confiança no setor e mostram que o Estado segue atraindo investimentos.

Esse movimento também chegou ao interior. Municípios como Lucas do Rio Verde e Sorriso deixaram de ser apenas referências do agronegócio para se consolidarem como cidades que oferecem infraestrutura, serviços e oportunidades compatíveis com um novo padrão de desenvolvimento. Naturalmente, o mercado imobiliário acompanha essa transformação.

Na Romancini Empreendimentos, sempre entendemos que construir significa participar do crescimento das cidades. Foi esse pensamento que norteou a entrega do Amália Residencial, do Diecemina Residencial e do Edifício Dom Pedro, em Lucas do Rio Verde, totalizando 188 unidades entregues e integralmente comercializadas. Agora, damos mais um passo com o Maya Residencial, em Sorriso, empreendimento com mais de 18 mil metros quadrados de área total, concebido para reunir conforto, lazer, segurança e valorização patrimonial.

Mais do que ampliar nosso portfólio, a entrega do Maya simboliza uma transformação no próprio mercado imobiliário do interior de Mato Grosso. Cidades em pleno desenvolvimento já demandam projetos comparáveis aos encontrados nos grandes centros, reflexo de um consumidor mais exigente, informado e atento à qualidade dos empreendimentos.

Tenho convicção de que o verdadeiro alto padrão não está apenas na arquitetura, nos acabamentos ou nas áreas de lazer. Está na capacidade de transformar o espaço urbano, impulsionar o desenvolvimento, valorizar bairros e oferecer às famílias um lugar onde possam construir suas histórias.

Mato Grosso continuará crescendo, e o mercado imobiliário seguirá acompanhando essa evolução. O desafio das incorporadoras será entregar empreendimentos que não apenas atendam às expectativas do presente, mas que permaneçam relevantes nas próximas décadas. É esse compromisso que deve orientar quem acredita que construir também é uma forma de contribuir para o futuro das cidades.

*Jones Romanzzini é CEO da Romancini Empreendimentos

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