MEMPHIS DEPAY X CORINTHIANS
Polêmica pode ir parar na Justiça
O casamento do Corinthians com o atacante Memphis Depay chegou ao fim nessa semana após quase dois anos e três títulos, Campeonato Paulista e Copa do Brasil em 2025 e Supercopa 2026. Envolvido em rumor de romance no passado não muito distante com Maisa Silva, o holandês pode procurar a Justiça para receber o que o time paulista lhe deve.
Os valores que incluem bonificações e prêmios não pagos podem ir dos R$ 77 milhões aos R$ 180 milhões, mas há uma possibilidade do acordo ser fechado para pagamento de “apenas” R$ 42 milhões. Além disso, o time do Parque São Jorge manifestou interesse de iniciar o parcelamento apenas em fevereiro de 2027.
No momento, não há data exata para um encontro entre a diretoria do Corinthians e Memphis, jogador dono de uma história de superação. Mas a tentativa de acordo acontece na semana que vem se depender da vontade dos cartolas alvinegros.
4 anos de pagamento: a oferta do Corinthians a Memphis
Vamos por partes: um contrato foi apresentado ao holandês onde o Corinthians pagaria R$ 42 milhões ao longo de seis meses a partir do segundo mês do ano que vem. Cada parcela seria de R$ 10,5 milhões e a dívida, portanto, chegaria ao fim só em agosto de 2028.

Acontece que tal contrato, com o qual Memphis concordou, não foi assinado pelo presidente corintiano Osmar Stabile. Aí que surge um problema: o time paulista acredita que se forem acrescentados desde juros, encargos e multa, essa “bolada” pula para R$ 77 milhões, ou seja, quase o dobro.
Se em um primeiro momento o jogador indicou que poderia abrir mão daqueles três itens, o cenário passou a ser diferente.
Contrato de milhões entre Corinthians e Memphis
Essa quantia representa mais que o triplo de outras dívidas do Corinthians: R$ 21,5 milhões. O que pode impedir no futuro o time de registrar jogadores. Há ainda o risco do acordo nem acontecer porque a equipe do holandês quer ir à Justiça cobrar os R$ 103 milhões que a equipe deve ao atleta.
Tal valor é referente à integralidade daquele contrato que o presidente Stabile não assinou. E os R$ 103 milhões podem acabar evoluindo para R$ 180 milhões.
ESPORTES
Novas regras de arbitragem no futebol brasileiro
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aprovou novas regras de arbitragem após reunião com clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro masculino. As medidas passam a valer imediatamente e também alcançam as Séries C e D, a Série A1 feminina e a Copa do Brasil.
Segundo a entidade, o pacote foi elaborado para reduzir o tempo perdido com paralisações e aumentar o tempo de bola rolando nas partidas. A meta segue a orientação da Fifa de alcançar ao menos 60 minutos efetivos por jogo.
Objetivo é aumentar o tempo de jogo
Antes da pausa da competição, a Série A registrava média de 52 minutos e 54 segundos de bola rolando por partida. A CBF calcula, com base em estudo da Opta, que as novas regras podem acrescentar até 5 minutos e 49 segundos de jogo, com possibilidade de chegar a 6 minutos e 22 segundos.
De acordo com a direção de arbitragem da entidade, a intenção é transformar o diagnóstico em ações concretas. Isso inclui padronização dos critérios, capacitação dos árbitros e participação ativa de clubes e jogadores para que o futebol tenha menos interrupções.
Veja as principais mudanças
Entre as alterações aprovadas, o goleiro passa a ter 8 segundos para segurar a bola nas mãos, sob pena de escanteio ao adversário. Nas cobranças de lateral, o limite será de 5 segundos, com perda da posse em caso de atraso. Já o tiro de meta deverá ser cobrado em até 5 segundos a partir do apito.

As substituições também terão nova contagem: o atleta que sair de campo deverá deixar a área em até 10 segundos. Se ultrapassar o prazo, quem entra terá de esperar um minuto para poder atuar. Haverá ainda regra de um minuto fora para jogadores atendidos no gramado, com exceção de situações específicas envolvendo o goleiro.
VAR, capitão e punições
Outra mudança determina que apenas o capitão fale com o árbitro, com exceção de casos em que o goleiro seja o capitão, quando um atleta de linha será designado como interlocutor. O desrespeito à norma poderá render cartão amarelo.
O pacote também inclui o chamado protocolo Vini Jr., que prevê expulsão quando um jogador tapar intencionalmente a boca ao discutir com o adversário para evitar leitura labial. Além disso, o VAR poderá revisar expulsões por segundo cartão amarelo. A única regra cuja aplicação fica para 2027 é a checagem de escanteios concedidos por engano, e apenas quando o lance resultar diretamente em gol ou pênalti.
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