ELEIÇÕES 2026: MUITOS NOMES POUCAS CADEIRAS
Chapas proporcionais redesenham a disputa por cadeiras em Mato Grosso
A corrida pelas cadeiras de Mato Grosso na Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT), e na Câmara dos Deputados entra em uma fase de intensificação das articulações partidárias, com as principais legendas trabalhando com projeções distintas sobre o desempenho de suas chapas. No cenário estadual, o Podemos apresenta uma nominata de 25 candidatos e aposta na força conjunta da legenda para ampliar sua bancada. A Justiça Eleitoral mantém os registros e as informações oficiais das eleições de 2026 em acompanhamento público pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso (TRE/MT).
Entre os 25 nomes apresentados pelo Podemos para a Assembleia Legislativa, oito são apontados, dentro das avaliações políticas consideradas para esta análise, como aqueles que concentram maior expectativa de votação. A legenda trabalha com a possibilidade de conquistar seis cadeiras, embora uma projeção mais conservadora indique quatro vagas, com possibilidade de alcançar uma quinta cadeira por meio da distribuição das sobras, conforme o desempenho global das chapas.
O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), Max Russi, aparece como principal referência eleitoral do Podemos e é tratado pela própria estrutura partidária como o nome com maior potencial de votação. As projeções mencionadas estimam que ele possa superar 90 mil votos. Na sequência, o deputado estadual Alberto Machado, conhecido como Beto Dois a Um, é apontado com potencial para alcançar aproximadamente 50 mil votos.
Levantamentos publicados recentemente também registraram Max Russi, Beto Dois a Um e Alessandra Ferreira entre os nomes mais lembrados na disputa estadual.
A disputa pelas demais cadeiras, segundo avaliações atribuídas a lideranças do próprio Podemos, envolve Alessandra Ferreira, primeira-dama de Rondonópolis; Fabinho Tardin, deputado estadual; Adelcino Lopo, ex-prefeito de Pontal do Araguaia; Allan Kardec e Ulysses Moraes, ex-deputados; e Alex Rodrigues, vereador de Cuiabá.

O quadro, portanto, combina candidatos com mandato, ex-mandatários e lideranças municipais, em uma estratégia destinada a ampliar a distribuição regional dos votos.
A nominata estadual do Podemos também reúne Ubiratan (Bira) Ferreira, Celso Banazeski, Geovane Gamba, Gustavo Bang, Janailza Taveira, Joize Marques, Karen Rocha, Marcos Paulista, Mauro Savi, Meraldo Sá, Priscila Dourado, Rafael Machado, Salete Bergamin, Sargento Casarin, Scheila Pedroso, Vadeniria Dutra e Carlos Kan.
A composição confirma a estratégia de formar uma chapa ampla, característica considerada relevante nas eleições proporcionais, nas quais a distribuição das cadeiras depende do desempenho coletivo da legenda e da votação individual dos candidatos.

Na Câmara dos Deputados, o PSD trabalha com uma chapa de nove candidatos e identifica quatro nomes com maior potencial eleitoral: o advogado Irajá Lacerda, o deputado federal Emanuelzinho Pinheiro, o ex-deputado federal Valtenir Pereira e o procurador da Fazenda Nacional Mauro Lara. Irajá e Emanuelzinho aparecem, nas projeções apresentadas, com possibilidade de ultrapassar 70 mil votos cada. Os demais integrantes são Chico Curvo, Flavinha Rodrigues, Marildes Ferreira, Sivirino dos Santos e Sarah Botelho.
A relação divulgada para 2026 também registra nomes do PSD entre os postulantes à Câmara Federal.
O PL, por sua vez, parte de uma situação diferente daquela observada em 2022. Na eleição anterior, a legenda conquistou quatro das oito cadeiras de Mato Grosso na Câmara Federal, enquanto MDB e União Brasil ficaram com duas cada. Para 2026, as projeções apresentadas no cenário analisado apontam uma disputa mais concentrada, com os deputados federais Coronel Fernanda e Coronel Assis, além do pecuarista Thiago Boava, figurando entre os nomes considerados mais competitivos.
A chapa oficializada pelo PL reúne oito candidatos à Câmara e também postulantes à Assembleia Legislativa.
No cálculo proporcional, entretanto, as vagas não são definidas exclusivamente pela votação individual. O sistema considera o quociente eleitoral, o quociente partidário e, posteriormente, a distribuição das vagas remanescentes, observadas as exigências de votação mínima individual previstas na legislação. Atualmente, a regra estabelece, entre outros critérios, a exigência de 10% do quociente eleitoral para os candidatos nas vagas distribuídas pelo quociente partidário.

No União Brasil e no Progressistas, a desistência do projeto de reeleição do deputado Fabinho Garcia, que passou a integrar a composição política ligada ao governador Otaviano Pivetta do partido Republicanos, provocou uma revisão das expectativas para a disputa federal. O cenário descrito concentra a principal disputa interna entre Virgínia Mendes, ex-primeira-dama, e Nilson Leitão, ex-deputado federal e ex-prefeito de Sinop.
Ambos trabalham com a perspectiva de ultrapassar 100 mil votos, enquanto Victório Galli, Gisela Simona, Eduardo Sanchez, Edinei Blasius, Paulo José, Luciene Kayabi e Andrelina Magaly completam a nominata apresentada.
Com chapas, cálculos eleitorais e projeções ainda sujeitos à dinâmica da campanha, a disputa proporcional de 2026 em Mato Grosso tende a ser definida não apenas pelos candidatos individualmente, mas pela capacidade de cada legenda de reunir votos suficientes para transformar desempenho coletivo em cadeiras. As estimativas de quociente apresentadas pelas próprias articulações partidárias variam conforme o cenário eleitoral e não representam, por si só, resultado assegurado.
A legislação eleitoral determina a metodologia oficial de distribuição das vagas, enquanto os números definitivos somente poderão ser conhecidos após a apuração dos votos válidos.
Política
Com afunilamento de candidatos e crescimento do eleitorado, projeção de votos para a Assembleia Legislativa aumenta
A reconfiguração do cenário eleitoral em Mato Grosso aponta para uma disputa significativamente mais acirrada pela Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) no pleito estadual. A diminuição na oferta de nomes ao Poder Legislativo e a expansão do corpo votante alteraram diretamente o cálculo da representação proporcional local.
O número total de postulantes ao cargo de deputado estadual registrou uma retração de 28% no comparativo com os últimos quatro anos. As atas das Convenções Partidárias oficializaram 217 candidaturas até o momento, ante 296 nomes homologados no processo eleitoral de 2022.
A expressiva redução quantitativa de postulantes ocorreu ao longo do período reservado às Convenções Partidárias e ao registro preliminar de chapas. As Agremiações e Federações políticas formalizaram essa diminuição no quadro de concorrentes perante a Justiça Eleitoral.
O fenômeno abrange todo o território de Mato Grosso, impactando diretamente o cálculo proporcional e a distribuição de cadeiras nas diversas regiões do estado. A oscilação atinge os quadros de todas as correntes partidárias que registraram chapas no Tribunal Regional.

Duas dinâmicas simultâneas fundamentam essa mudança no cenário: o enxugamento de candidaturas homologadas e o crescimento demográfico do eleitorado. A soma de menor concorrência interna com o aumento do contingente de votantes reorganiza de maneira direta a competitividade da disputa.
Com 79 concorrentes a menos no pleito atual, a média teórica de sufrágios por candidato sofre uma elevação substancial. A redistribuição da preferência dos eleitores entre um grupo menor de postulantes inflaciona o desempenho individual necessário para obter êxito nas urnas.
O volume total de votos válidos deve atingir a marca de 1,8 milhão no pleito vigente, impulsionado pelo crescimento de 6,8% do eleitorado mato-grossense. Na eleição geral anterior, o estado contabilizou 1.746.681 votos válidos, desconsiderados os computados em branco e os nulos.
Em razão dessas oscilações quantitativas, a estimativa para o quociente eleitoral situa-se em aproximadamente 77 mil votos por vaga para cada partido ou Federação Partidária. Essa linha de corte fixa o patamar mínimo indispensável para que as legendas conquistem cadeiras no parlamento.
As projeções e dados que fundamentam a reestruturação da disputa proporcional podem ser acompanhados e checados detalhadamente na página do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT).
A evolução dos registros de chapas, o quantitativo do eleitorado apto e as diretrizes do pleito permanecem disponíveis para consulta pública no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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