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BARCO À DERIVA?

Marqueteiro deixa Pivetta em meio à semana de turbulências no grupo governista

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Faltando exatamente 50 dias para as eleições 2026 e um dia para o início da campanha eleitoral, o que aconteceu? Turbulências no grupo governista: marqueteiro deixa Pivetta.

Eitaaa lasqueiraaa.

A saída do marqueteiro Bruno Cartaxo amplia pressão sobre candidatura após troca de vice, pesquisas desfavoráveis e uma sequência de episódios que colocaram o grupo Otaviano Pivetta/Mauro Mendes na defensiva.

O que está acontecendo com o grupo político de Otaviano Pivetta e Mauro Mendes?

Essa é a pergunta que começa a ganhar força nos bastidores da política de Mato Grosso depois de uma semana marcada por turbulências, mudanças e dificuldades para o projeto de continuidade do atual grupo governista.

E agora, mais uma peça importante deixa o barco

Bruno Cartaxo, marqueteiro de campanha do candidato do Governo do Estado, Otaviano Pivetta, deixa a campanha justamente em um dos momentos mais delicados da caminhada eleitoral.

A saída chama atenção não apenas pelo peso estratégico do marketing em uma campanha, mas principalmente pelo momento em que acontece.

Primeiro, Pivetta perdeu o seu vice

A semana já havia começado complicada.

O deputado federal, Fábio Paulino Garcia (UB), que chegou a ser imposto como vice na chapa de Otaviano Pivetta, deixou a composição, obrigando o grupo a buscar rapidamente uma alternativa.

Depois de movimentações e reuniões nos bastidores, a suplente de deputada federal Gisela Simona (UB), recebeu uma ligação de última hora, do chefe do Executivo Estadual para uma reunião, e logos depois de algumas horas, foi escolhida para ocupar a vaga deixada por Fabio Garcia.

A troca mostrou que uma chapa que deveria entrar na campanha demonstrando unidade e estabilidade precisou ser reorganizada em pleno processo eleitoral.

Pesquisas acenderam outro sinal de alerta dentro do grupo governista

Ao mesmo tempo, as pesquisas eleitorais aumentaram a pressão sobre o candidato do Governo do Estado, o Republicanos, Otaviano Pivetta.

Além da dificuldade para avançar na preferência do eleitorado, indicadores de rejeição passaram a representar mais um desafio para uma candidatura que carrega a responsabilidade de defender a continuidade do grupo que governa o meuQUERIDO“, “LINDO” e “MARAVILHOSO” Estadão de Mato Grosso.

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O grupo tem estrutura.
Tem prefeitos.
Tem lideranças.
Tem partidos.
Tem presença política em praticamente todas as regiões do Estado.

Massss… parece estar encontrando dificuldades para transformar toda essa força política em voto.

Operação Heritage da Policia (PF) aumentou ainda mais a temperatura

Em meio ao cenário eleitoral complicado, uma Operação Heritage da Polícia Federal (PF) envolvendo o ambiente político próximo ao grupo colocou novamente aliados e integrantes do projeto governista no centro do noticiário.

É importante destacar que busca e apreensão não significa culpa ou condenação, e qualquer eventual responsabilidade depende das investigações e da Justiça.

Politicamente, porém, o impacto é inevitável

Em uma campanha eleitoral, episódios dessa dimensão mudam a pauta, aumentam a pressão e obrigam candidatos e aliados a gastar energia administrando crises justamente quando deveriam estar avançando sobre o eleitorado.

E agora, o marqueteiro deixa Otaviano Pivetta

Como se não bastassem os problemas acumulados nos últimos dias, surge mais uma baixa. Bruno Cartaxo, marqueteiro de Otaviano Pivetta, deixa o projeto eleitoral.

E a pergunta é inevitável: por que um marqueteiro deixa uma campanha justamente quando ela mais precisa reagir?

Uma troca no marketing, isoladamente, pode fazer parte dos ajustes naturais de qualquer campanha.

Massss…, o problema para Pivetta está no conjunto da obra.

Em poucos dias, o candidato enfrentou troca de vice, pressão das pesquisas, repercussões políticas de operação policial e agora a saída de seu marqueteiro.

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É turbulência demais para uma única semana.

O problema começa a ser a percepção

Na política, muitas vezes o problema não está apenas nos fatos, mas na percepção que eles produzem.

E a sequência dos últimos acontecimentos começa a alimentar uma narrativa perigosa para o grupo governista: a de um projeto que entrou na campanha com enorme estrutura política, mas que está encontrando dificuldades para encontrar estabilidade e ganhar tração eleitoral.

Hoje, o Governador do Estado de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, assumiu a missão de representar a continuidade do projeto político construído por Mauro Mendes, hoje, candidatíssimo ao Senado Federal pelo União Brasil (UB).

Massss…, até agora essa transferência de força não parece automática.

Ter a máquina política, ter prefeitos, ter vereadores, ter lideranças e uma ampla estrutura partidária não significa necessariamente ter o eleitor.

E eleição se decide justamente aí.

O barco começou a fazer água?

Ainda existe campanha pela frente e o cenário eleitoral pode mudar rapidamente.

O grupo Pivetta/Mendes continua tendo força política e estrutura suficiente para buscar uma reação.

Mas os últimos dias deixaram um alerta impossível de ignorar

Primeiro, perdeu o vice. Depois, enfrentou pesquisas preocupantes. No meio do caminho, uma operação policial aumentou a pressão política. Agora, perdeu também o marqueteiro.

Individualmente, cada episódio pode ter uma explicação.

Juntos, porém, começam a contar uma história.

E depois de uma semana tão turbulenta, a pergunta que começa a ecoar nos bastidores da política de Mato Grosso é outra: Bruno Cartaxo foi apenas mais uma mudança de campanha ou é mais um sinal de que o barco Pivetta/Mendes começou a fazer água?

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Política

Com afunilamento de candidatos e crescimento do eleitorado, projeção de votos para a Assembleia Legislativa aumenta

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A reconfiguração do cenário eleitoral em Mato Grosso aponta para uma disputa significativamente mais acirrada pela Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) no pleito estadual. A diminuição na oferta de nomes ao Poder Legislativo e a expansão do corpo votante alteraram diretamente o cálculo da representação proporcional local.

O número total de postulantes ao cargo de deputado estadual registrou uma retração de 28% no comparativo com os últimos quatro anos. As atas das Convenções Partidárias oficializaram 217 candidaturas até o momento, ante 296 nomes homologados no processo eleitoral de 2022.

A expressiva redução quantitativa de postulantes ocorreu ao longo do período reservado às Convenções Partidárias e ao registro preliminar de chapas. As Agremiações e Federações políticas formalizaram essa diminuição no quadro de concorrentes perante a Justiça Eleitoral.

O fenômeno abrange todo o território de Mato Grosso, impactando diretamente o cálculo proporcional e a distribuição de cadeiras nas diversas regiões do estado. A oscilação atinge os quadros de todas as correntes partidárias que registraram chapas no Tribunal Regional.

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Duas dinâmicas simultâneas fundamentam essa mudança no cenário: o enxugamento de candidaturas homologadas e o crescimento demográfico do eleitorado. A soma de menor concorrência interna com o aumento do contingente de votantes reorganiza de maneira direta a competitividade da disputa.

Com 79 concorrentes a menos no pleito atual, a média teórica de sufrágios por candidato sofre uma elevação substancial. A redistribuição da preferência dos eleitores entre um grupo menor de postulantes inflaciona o desempenho individual necessário para obter êxito nas urnas.

O volume total de votos válidos deve atingir a marca de 1,8 milhão no pleito vigente, impulsionado pelo crescimento de 6,8% do eleitorado mato-grossense. Na eleição geral anterior, o estado contabilizou 1.746.681 votos válidos, desconsiderados os computados em branco e os nulos.

Em razão dessas oscilações quantitativas, a estimativa para o quociente eleitoral situa-se em aproximadamente 77 mil votos por vaga para cada partido ou Federação Partidária. Essa linha de corte fixa o patamar mínimo indispensável para que as legendas conquistem cadeiras no parlamento.

As projeções e dados que fundamentam a reestruturação da disputa proporcional podem ser acompanhados e checados detalhadamente na página do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT).

A evolução dos registros de chapas, o quantitativo do eleitorado apto e as diretrizes do pleito permanecem disponíveis para consulta pública no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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