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QUEBRA DE DECORO PARLAMENTAR

Câmara de Cuiabá analisa cassação de Chico 2000 e mantém indefinição sobre posse de suplente

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A Câmara Municipal de Cuiabá deverá analisar, a partir da retomada dos trabalhos legislativos em 2 de fevereiro, um pedido formal de cassação do mandato do vereador afastado Chico 2000, enquanto permanece indefinida a data para a posse do primeiro suplente, Fellipe Corrêa (PL), em um processo que envolve acusações de quebra de decoro parlamentar, impactos administrativos e questionamentos sobre o uso de recursos públicos.

O requerimento foi protocolado pelo advogado Julier Sebastião da Silva e sustenta que o parlamentar afastado, mesmo fora do exercício de suas funções, continua recebendo remuneração mensal estimada em R$ 35,2 mil. O documento destaca ainda que este é o segundo afastamento do vereador, o que, segundo o autor do pedido, agrava a situação institucional da Casa de Leis.

No texto apresentado, o advogado afirma que o escândalo de corrupção supostamente praticado pelo ex-presidente do Legislativo Municipal compromete gravemente a imagem do Parlamento Cuiabano. A argumentação sustenta que a conduta atribuída ao vereador afronta os princípios de honestidade, moralidade e transparência que devem nortear o exercício do mandato eletivo.

O escândalo de corrupção supostamente praticada pelo ex-presidente da Casa de Leis, Vereador Chico 2000, fere gravemente o decoro parlamentar esperado de um legislador, sendo eficaz e necessária a sua cassação, para que sejam mantidos os bons costumes, a honestidade e a transparência no Legislativo Cuiabano“.

O pedido solicita que o documento seja lido integralmente em plenário logo na primeira sessão ordinária do ano Legislativo, como forma de garantir publicidade ao processo e permitir que os vereadores deliberem de maneira formal sobre a abertura de procedimento para apuração das denúncias.

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A Legislação Municipal prevê, no artigo 20, que a perda de mandato pode ocorrer quando o parlamentar pratica atos incompatíveis com o decoro ou atenta contra a dignidade da instituição legislativa. Com base nesse dispositivo, o requerente sustenta que há fundamentos jurídicos suficientes para a instauração do processo de cassação.

Caso o plenário aprove a admissibilidade do pedido, o próximo passo será a formação de uma comissão processante, composta por três vereadores escolhidos por sorteio, responsável por conduzir a apuração, garantir o direito à ampla defesa e emitir parecer conclusivo sobre o caso.

Enquanto isso, a indefinição sobre a posse do suplente gera desconforto político e administrativo. A ausência de um vereador em pleno exercício do mandato afeta o equilíbrio das comissões, o andamento das votações e a representatividade do eleitorado, ampliando a pressão por uma solução institucional célere.

O desfecho do caso é acompanhado de perto por vereadores, juristas e pela sociedade civil, que veem no processo um teste de credibilidade para o Legislativo Municipal. A forma como a Câmara de Cuiabá conduzirá a análise do pedido de cassação poderá reforçar ou fragilizar a confiança pública nas instituições e nos mecanismos de responsabilização política.

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Operação Gorjeta

Nesta última terça-feira (27) a Câmara Municipal de Cuiabá recebeu a visita dos policiais para cumprimentos de mandados de busca e apreensão, em uma ação da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) que investiga o desvio de Emenda Parlamentar. Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 75 ordens judiciais, incluindo 12 mandados de busca e apreensão e 12 ordens de acesso a dados armazenados em celulares e outros dispositivos eletrônicos.

De acordo com as investigações, o grupo teria se organizado para direcionar emendas parlamentares a um instituto e a uma empresa específica. Parte dos valores repassados retornaria ao Chico 2000, que era responsável pela indicação das emendas, caracterizando o suposto desvio de recursos públicos.

Como parte da operação, a Justiça determinou o afastamento do vereador Chico 2000 do mandato parlamentar e a suspensão do exercício da função pública de dois servidores da Câmara Municipal de Cuiabá.

A decisão judicial ainda determinou o bloqueio de R$ 676 mil em contas bancárias de nove pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de veículos, uma embarcação, um reboque e imóveis.

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Política

Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual

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Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.

A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.

O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.

Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.

Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.

A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.

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A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.

No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.

Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.

No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.

A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.

Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

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O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.

A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.

No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.

Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.

A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.

Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.

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