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ALTO POTENCIAL DE MERCADO DO PAÍS

MT subiu quatro posições no ranking de competitividade dos estados brasileiros

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O potencial agrícola de Mato Grosso contribuiu de uma maneira efetiva para a elevação no ranking dos estados no pilar do potencial de mercado de acordo com o Ranking de Competitividade dos Estados 2020 realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), e conta com parcerias da Tendências Consultoria e da Economist Intelligence Unit.

No ano passado, o Estado ocupou o sétimo lugar e nesse ano a terceira colocação, com 76,6 pontos (numa escala de zero a 100). O destaque neste quesito foi para taxa de crescimento, a maior na comparação nacional, apresentando o melhor resultado nesse indicador.

Esses salto e saldo positivo do potencial de mercado de Mato Grosso está associado ao crescimento do PIB do estado, ao crescimento do setor agrícola, aumento da produção de grãos, do empreendedorismo da classe produtora, dos incentivos para instalação de indústrias, principalmente de biocombustíveis. Além disso, é importante ressaltar o vínculo do bom desempenho da agropecuária com o aumento do setor de serviços no estado. Um setor puxa o outro, explicou César Miranda, secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso.

Para o secretário, esses dados são importantes indicadores para mais uma vez confirmar a aptidão agrícola do estado, bem como a importância de políticas públicas que fomentem a geração de emprego e renda para a população mato-grossense.

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Por ser um estado com pujança para o agronegócio, os fatores de crescimento do potencial de mercado estão muito correlacionados com indústria e serviços, e ambos existem por causa do agronegócio. São serviços desde a assistência técnica específica do setor rural, como também de dentista, ou de uma empresa de informática ou de telefonia que se instala numa região situada num polo produtivo de Mato Grosso, afirmou.

Dados do Observatório de Desenvolvimento elaborado pela equipe da Superintendência de Agronegócio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) mostram que Mato Grosso continua tendo destaque em relação aos outros estados da federação na produção de soja, milho e algodão, mantém na safra 2019/2020 a liderança em produção, com aumento de 7%, 6% e 2% de toneladas, respectivamente. Grandes culturas com muita importância econômica estão ganhando espaço no estado, tais como, amendoim, feijão, gergelim e sorgo.

O levantamento do Observatório mostra também que o estado conta com 12 plantas de etanol, das quais a metade utiliza o milho como matéria-prima, além de outras plantas de biocombustíveis, em que a soja é um dos componentes.

É bem provável que o setor agrícola continuará impulsionando o crescimento do potencial de mercado de Mato Grosso. A base econômica do estado está na produção agrícola. É importante destacar que essa produção não significa necessariamente aumento na abertura de áreas, ou seja, os dados não indicam aumento de produção e produtividade com aumento de desmatamento. Pelo contrário, toda a cadeia produtiva que envolve empresas de pesquisas, classe produtora, indústrias e empresas agrícolas concentram esforços para construírem uma agricultura sustentável. Há uma série de medidas e ações para atender a demanda por alimento produzido com consciência ambiental. O Estado tem cumprido seu papel que é o de regular e de fiscalizar, e o setor está fazendo uso de tecnologias que possibilitam produzir mais na mesma área, afirmou Carlos Izaltino Bolzan, superintende de agronegócios da Sedec.

Estudo

O levantamento da CLP desenvolvido desde o ano de 2011 traça um panorama dos estados e os compara. O estudo considera 69 indicadores, agrupados em 10 pilares estratégicos para o desenvolvimento brasileiro: sustentabilidade ambiental, sustentabilidade social, segurança pública, solidez fiscal, potencial de mercado, capital humano, educação, eficiência da máquina pública, infraestrutura e inovação.

De acordo com organizadores do estudo, o Ranking de Competitividade dos Estados é uma ferramenta para balizar as ações dos governos estaduais, apoiar a elaboração de políticas baseadas em evidências, é instrumento de planejamento, gestão e criação de políticas públicas que melhorem a qualidade de vida da população.

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ECONOMIA

Tribunal de Contas e ANM firmam parceria para impulsionar economia e reduzir desigualdades

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O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, liderou nesta segunda-feira (18) uma reunião estratégica com representantes da Agência Nacional de Mineração (ANM), incluindo o gerente regional Jocy Miranda. O encontro marcou o início de uma parceria institucional voltada para regulamentar e fomentar a atividade mineradora no estado.

A principal pauta da reunião foi a defesa da mineração como um dos pilares da economia mato-grossense. Sérgio Ricardo destacou que, além da produção agrícola e pecuária, a exploração mineral deve ser reconhecida como atividade histórica e estratégica, capaz de gerar emprego, renda e arrecadação para os municípios.

O encontro ocorreu na manhã de segunda-feira, dia 18, em Cuiabá. A data simboliza o início formal de uma cooperação que, segundo os envolvidos, terá desdobramentos práticos nos próximos meses, com a publicação de notas recomendatórias e a instauração de auditorias específicas.

A reunião foi realizada na sede do Tribunal de Contas de Mato Grosso, em Cuiabá. O local foi escolhido por representar a instituição responsável pela fiscalização e pelo acompanhamento das políticas públicas, reforçando o caráter oficial e técnico da iniciativa.

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Segundo Sérgio Ricardo, a mineração pode ser um instrumento eficaz no combate às desigualdades regionais. A justificativa está na capacidade de arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que destina 60% de sua receita diretamente aos municípios, fortalecendo os cofres públicos e ampliando investimentos locais.

O Tribunal de Contas prepara uma nota recomendatória aos municípios e instaurará auditorias para mapear a produção de ouro e outros minerais. O processo incluirá rastreabilidade, exigência de licenciamento ambiental e autorização da ANM, além de fiscalização rigorosa. A medida pretende separar práticas informais da exploração legal e transparente.

Embora ainda não haja números oficiais sobre a produção mineral em Mato Grosso, o conselheiro enfatizou a necessidade de mensurar a quantidade de ouro extraído e de outros minerais. A arrecadação via Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que já representa uma fonte significativa de recursos, deverá ser ampliada com a regulamentação e fiscalização adequadas.

As declarações foram feitas pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), Sérgio Ricardo, que ressaltou a importância da mineração como divisor de águas na economia estadual. O gerente regional da ANM, Jocy Miranda, reforçou que a cooperação busca orientar os municípios sobre o uso correto dos recursos federais e estaduais provenientes da atividade.

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A expectativa é que a parceria entre TCE e ANM fortaleça a economia mato-grossense, ampliando a arrecadação municipal e estadual, além de promover maior transparência na exploração mineral. A medida também deve contribuir para reduzir desigualdades regionais, ao garantir que os recursos sejam aplicados em políticas públicas essenciais.

Nos próximos meses, o Tribunal de Contas deverá publicar oficialmente a nota recomendatória e iniciar auditorias em municípios com atividade mineradora. A ANM, por sua vez, continuará a fornecer suporte técnico e orientação, consolidando a mineração como um setor complementar ao agronegócio e fundamental para o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso.

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