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DECRETO POLÊMICO

“Ainda bem que o Botelho é deputado, não é Prefeito de Cuiabá”

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O Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), decretou, e os deputados estaduais reagiram contra o decreto que dispõe sobre limitação de 30% da capacidade do público em eventos religiosos, esportivos ou shows em Cuiabá.

O deputado estadual do Partido Democratas (DEM), José Eduardo Botelho ponderou que acha um exagero reduzir a limitação em 30%. Em 2021, a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), aprovou a Lei que permite 100% do público nos Estádios de futebol em Mato Grosso.

Os números de caso de Covid-19 no Estado esta em queda, eu acho um exagero baixar para 30% o limite de público, eu não vejo como necessário isso nesse momento. As prefeitura têm essas autonomias, o Supremo Tribunal Federal (STF) já definiu isso. Precisamos ver o que o prefeito tem em mãos, o que ele analisou, para tomar essa decisão. Eu acredito que até lá por márcio/abril, essa Pandemia já vai estar superada. Acho que se a gente limitasse um número maior nos Estádios, talvez 50%, 70%, acho que seria bem viável”.

Resposta veio rápida

As críticas do deputado estadual Democratas (DEM), José Eduardo Botelho sobre o Decreto do Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), que reduz público em 30% em show, eventos e atividades religiosas foi considerado por Pinheiro como temerária.

Eu recebo como uma crítica construtiva, de um deputado que é ligado ao setor de eventos, que quer ver a normalidade voltando, mas um gestor, um prefeito, tem que cuidar da vida das pessoas, tem que ser equilibrado, responsável, e saber tomar medidas justas, mas que prezem principalmente pela saúde e pela vida da população. Ainda bem que o Botelho é deputado, não é Prefeito de Cuiabá. Se ele fosse gestor da Capital, uma fala dessas seria temerária”.

Emanuel Pinheiro alterou parte deste Decreto. Segundo o prefeito cuiabano, estão isentos do limite de 30% de capacidade do público teatros, cinemas, bares e restaurantes com música ao vivo.

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A limitação passa a valer somente com relação a casa de shows e eventos artísticos, esportivos e religiosos em ginásios e estádios. Emanuel Pinheiro ainda retirou a palavra “espaços” do trecho que limita a 30% o público máximo.

Recebi representantes do setor de eventos musicais e debatemos sobre o decreto. Acordamos pela exclusão da descrição ‘espaços’, considerando que essa palavra é muito ampla, vaga, e poderia causar problemas, já que qualquer lugar pode ser considerado um espaço”.

O chefe do Executivo Municipal destacou ainda que acrescentou um novo parágrafo à Normativa 8.591/2022, elencando de forma transparente, em quais locais em que se aplica a medida de limitação de público de 30% da capacidade máxima do ambiente. Segundo ele, estão isentos da normativa: teatros, cinemas, bares e restaurantes com música ao vivo.

Excepcionalmente neste fim de semana (5 e 6 de fevereiro), de acordo com o Novo Decreto, será permitida a realização de shows, contudo, a obrigação de comprovação vacinal foi mantida.

Por fim, na adequação também foi incluída a determinação de suspensão de atividades previstas no artigo 1º, parágrafo 1º, do Decreto nº 8.946, no período de 21 de fevereiro de 2022 a 2 de março de 2022. O documento com as alterações foi publicado na Gazeta Municipal desta sexta-feira (4).

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Política

Inversão de cenário no eleitorado de Mato Grosso impulsiona disputa ao Governo Estadual

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Uma mudança expressiva na disposição do eleitorado mato-grossense reconfigurou o panorama político regional e colocou a sucessão para o Poder Executivo Estadual em um cenário de disputa aberta. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta segunda-feira, dia 24 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu numericamente a liderança das intenções de voto no estado de Mato Grosso. O gestor ultrapassou o senador Wellington Fagundes (PL), revertendo uma vantagem expressiva que favorecia o parlamentar há oito meses e alterando a dinâmica das alianças regionais.

A alteração do quadro eleitoral ocorreu de forma gradual ao longo do último período, impulsionada pela consolidação de Otaviano Pivetta na chefia do Executivo e pela consequente reorganização das forças partidárias locais. Entre dezembro de 2025 e agosto do ano corrente, o cenário sem a presença do senador Jayme Campos registrou uma movimentação expressiva de 19 pontos na diferença entre os dois principais concorrentes. A alteração na dinâmica política reflete a absorção da imagem do atual governador como candidato à reeleição perante o eleitorado, alterando a hierarquia que antes parecia consolidada na corrida ao Palácio Paiaguás.

O levantamento estatístico abrangeu 1.504 eleitores distribuídos por 56 municípios do Estado de Mato Grosso, selecionados para compor uma amostragem representativa do eleitorado local. As entrevistas foram conduzidas de maneira presencial e domiciliar entre os dias 21 e 23 de agosto. O estudo técnico foi contratado pela empresa Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda., e devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de identificação MT-02157/2026, respeitando as normas legais vigentes para a divulgação de pesquisas eleitorais.

Na pesquisa Estimulada para o primeiro turno, Otaviano Pivetta atingiu 39% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registrou 35%, configurando um empate técnico dentro do limite da margem de erro. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) obteve 8,7%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,2%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,4%, e Rafaell Milas (Missão), com 0,3%.

Os votos brancos e nulos somaram 8,1% do total, ao passo que 6,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder ao questionamento.

A virada promovida pelo atual governador em um intervalo de oito meses representa o elemento analítico de maior relevância no estudo estatístico. Em dezembro do ano anterior, Wellington Fagundes liderava a disputa com 43,1% contra 28,1% do adversário, estabelecendo uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Otaviano Pivetta cresceu 10,9 pontos percentuais, enquanto o senador recuou 8 pontos, transformando a desvantagem inicial do chefe do Executivo em uma liderança numérica de quatro pontos percentuais na consulta induzida.

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A tendência de alteração do eleitorado consolidou-se também na simulação de um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados.

No levantamento anterior, Wellington superava Pivetta por 48,6% a 32,8%, ostentando uma margem favorável de 15,8 pontos. O cenário presente aponta o governador com 44,3% e o senador com 40,8%, evidenciando um movimento de 19,3 pontos na distância relativa entre ambos.

Embora a diferença atual de 3,5 pontos mantenha os pré-candidatos em empate técnico, a trajetória sinaliza uma perda de ritmo da candidatura opositora.

No cenário Espontâneo, no qual os nomes dos postulantes não são apresentados aos entrevistados, a lembrança do nome do governador apresentou dados ainda mais favoráveis à sua candidatura. Otaviano Pivetta foi citado espontaneamente por 15,9% dos eleitores, enquanto Wellington Fagundes alcançou 8,6% e Natasha Slhessarenko obteve 2,7%.

A vantagem de 7,3 pontos obtida pelo gestor público demonstra um grau superior de fixação de sua imagem junto à parcela do eleitorado que já se encontra mais engajada no processo sucessório estadual.

Os índices de rejeição apurados pelo instituto de pesquisa fornecem elementos adicionais para compreender a movimentação da massa votante.

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O senador Wellington Fagundes registrou 25,7% de rejeição entre os entrevistados, que afirmaram não votar nele sob qualquer hipótese, ao passo que Otaviano Pivetta apresentou 16,3% e Natasha atingiu 19,3%. Essa diferença de 9,4 pontos na rejeição amplia o teto potencial de crescimento do governador, facilitando a atração de eleitores indecisos ou dispostos a migrar de opção nas etapas subsequentes.

A sustentação da ascensão eleitoral de Pivetta encontra respaldo direto nos índices de aprovação de sua gestão à frente do Governo do Estado. A administração estadual conta com a aprovação de 69,5% dos entrevistados, contra 23,3% de desaprovação.

No detalhamento conceitual, 49,2% dos cidadãos avaliam o governo como ótimo ou bom, 32,2% o classificam como regular e 14,4% o consideram ruim ou péssimo.

Essa percepção positiva sobre o desempenho administrativo cria um ambiente político favorável à tese de continuidade da gestão.

A despeito da consolidação da candidatura governista, a disputa permanece aberta devido ao elevado contingente de eleitores ainda não decididos no estado. O levantamento revelou que 65,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar espontaneamente um nome para o governo estadual.

Esse expressivo volume de votos não cristalizados representa o principal campo de atuação para as campanhas operarem nas próximas etapas, quando o início da propaganda e o afunilamento do pleito definirão se a tendência atual se consolidará em vitória nas urnas.

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