ABRIL VERDE

Setor público de MT tem maior nº de acidentes de trabalho per capita e dado aponta subnotificação no setor privado

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Mato Grosso registrou 9.008 acidentes típicos e doenças ocupacionais em 2019, de acordo com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas. O setor com maior número de ocorrências foi o da indústria da transformação (3.236). Já o setor público ficou em 8ª colocação (168).

Embora o setor da administração pública de Mato Grosso seja o 8º colocado em números absolutos de acidentes e doenças ocupacionais, na análise per capita o setor possui a maior média (65,03 casos por cada 1 mil trabalhadores), ficando à frente de todos os setores.

Na análise do Silvio José Sidney Teixeira, Chefe do Núcleo de Saúde e Segurança do Trabalho da Auditoria-Fiscal no Estado, estes dados apontam uma grande subnotificação de acidentes e doenças ocupacionais nas atividades da iniciativa privada.

Não é de se estranhar que a administração pública tenha 5 vezes mais acidentes per capita do que na indústria? Por isso os dados de acidentes e doenças ocupacionais devem ser vistos com muito cuidado, uma vez que não condizem necessariamente com a realidade. Isto pelo fenômeno da subnotificação, uma vez que os dados de acidentes e doenças têm por base informações prestadas pelas empresas em Comunicação de Acidente de Trabalho e RAI, pondera o Auditor-Fiscal.

Neste último dia do Abril Verde, mês em que são celebrados o Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho e Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho (28), Silvio Teixeira destaca a necessidade de defesa dos direitos fundamentais relacionados à vida e a saúde que não permitem o retrocesso social.

E, além disso, demandam um dever de progressividade no sentido de que as condições de trabalho para o ser humano avancem e se aprimorem, com vistas a efetivação da dignidade da pessoa humana e à consecução dos valores sociais do trabalho, completa.

Pandemia e acidente de trabalho

René Mendes, médico e professor, presidente da Associação Brasileira de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (ABRASTT) explica que o dia 28 de abril, neste ano de 2021, já foi segundo ano em que esta data ocorre no curso da grave pandemia da Covid-19, e foi consenso entre os movimentos sociais de trabalhadores eleger a “Covid-19 relacionada ao trabalho” como o tema central dos eventos programados para a campanha deste ano.

Isto porque, trabalhadoras e trabalhadores estão no epicentro da determinação social da tragédia de exposição ao Coronavírus, o SARS-CoV-2, do desenvolvimento da doença Covid-19, e das elevadas taxas de mortes.

São trabalhadoras e trabalhadores da “linha de frente” nos Serviços de Saúde, na Assistência Social, na Educação, na Segurança Pública, no sistema prisional, nos transportes coletivos, e nos serviços funerários, entre outros. Nós todos dependemos deles, para viver e para morrer, acrescentou.

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Cuiabá abre pré-cadastro para vacinação de pessoas com comorbidades

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A vacinação de pessoas com comorbidades deve ser escalonada e começar pelos doentes mais vulneráveis à Covid-19. Apesar de as orientações definitivas dependerem de diretriz do governo federal, secretários municipais da Saúde já discutem a logística da vacinação do maior grupo prioritário, que virá após a imunização de idosos.

Entre as doenças que fazem parte da lista de comorbidades, segundo o Plano Nacional de Imunização (PNI), estão diabetes mellitus, pneumopatias crônicas graves, hipertensão, problemas de coração, doença cerebrovascular, doença renal crônica, anemia falciforme, obesidade mórbida, síndrome de down, HIV e cirrose hepática.

A Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá (SES) abriu nesta terça-feira (04) o pré cadastro da vacinação do grupo de pessoas com comorbidades. Para se cadastrarem, elas devem entrar no site vacina.cuiaba.mt.gov.br e preencher todos os campos obrigatórios.

Na primeira fase deste grupo serão contemplados:

– Pessoas com Síndrome de Down, a partir de 18 anos;
– Gestantes e puérperas com comorbidades, a partir de 18 anos;
– Pessoas com comorbidades de 55 a 59 anos;
– Pessoas com Deficiência Permanente cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC) de 55 a 59 anos.

Importante ressaltar que gestantes, puérperas e pessoas com comorbidades quando forem se vacinar deverão obrigatoriamente levar um laudo médico comprovando a comorbidade, que deve estar contemplada na lista disponibilizada pelo Ministério da Saúde (MS).

Pessoas que não apresentarem o laudo, ou cuja comorbidade não esteja na lista do Ministério, não serão vacinadas. Da mesma forma, pessoas com Deficiência Permanente precisam levar um documento ou o cartão que comprove o cadastro no Programa de Benefício de Prestação Continuada para serem imunizadas.

Este grupo começará a ser vacinado com a vacina da Pfizer, na sexta-feira (07), no Centro de Eventos do Pantanal.

Pedimos que neste momento apenas as pessoas contempladas dentro deste primeiro grupo de comorbidades faça o pré cadastro no site da vacinação. Entendemos que muitos estão ansiosos para serem imunizados, mas é importante seguirmos corretamente a ordem preconizada pelo Ministério da Saúde, pois o grupo abrange um grande número de pessoas. Estamos realizando a campanha com muita responsabilidade e transparência e precisamos do apoio e compreensão da população para continuarmos este trabalho de maneira rigorosa e organizada”, comenta Valéria de Oliveira, coordenadora da campanha de vacinação em Cuiabá.

CONFIRA AQUI AS COMORBIDADES E SUAS DESCRIÇÕES

Diabetes mellitus – Qualquer indivíduo com diabetes

Pneumopatias crônicas graves – Indivíduos com pneumopatias graves incluindo doença pulmonar obstrutiva crônica, fibrose cística, fibroses pulmonares, pneumoconioses, displasia broncopulmonar e asma grave (uso recorrente de corticoides sistêmicos, internação prévia por crise asmática).

Hipertensão Arterial Resistente (HAR) – HAR = Quando a pressão arterial (PA) permanece acima das metas recomendadas com o uso de três ou mais anti-hipertensivos de diferentes classes, em doses máximas preconizadas e toleradas, administradas com frequência, dosagem apropriada e comprovada adesão ou PA controlada em uso de quatro ou mais fármacos anti- hipertensivos

Hipertensão arterial estágio 3 – PA sistólica ≥180mmHg e/ou diastólica ≥110mmHg independente da presença de lesão em órgão-alvo (LOA) ou comorbidade

Hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade – PA sistólica entre 140 e 179mmHg e/ou diastólica entre 90 e 109mmHg na presença de lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade

Doenças cardiovasculares

Insuficiência cardíaca (IC)IC com fração de ejeção reduzida, intermediária ou preservada; em estágios B, C ou D, independente de classe funcional da New York Heart Association

Cor-pulmonale e Hipertensão pulmonar – Cor-pulmonale crônico, hipertensão pulmonar primária ou secundária

Cardiopatia hipertensiva – Cardiopatia hipertensiva (hipertrofia ventricular esquerda ou dilatação, sobrecarga atrial e ventricular, disfunção diastólica e/ou sistólica, lesões em outros órgãos-alvo)

Síndromes coronarianas – Síndromes coronarianas crônicas (Angina Pectoris estável, cardiopatia isquêmica, pós Infarto Agudo do Miocárdio, outras)

Valvopatias – Lesões valvares com repercussão hemodinâmica ou sintomática ou com comprometimento miocárdico (estenose ou insuficiência aórtica; estenose ou insuficiência mitral; estenose ou insuficiência pulmonar; estenose ou insuficiência tricúspide, e outras)

Miocardiopatias e Pericardiopatias – Miocardiopatias de quaisquer etiologias ou fenótipos; pericardite crônica; cardiopatia reumática

Doenças da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas – Aneurismas, dissecções, hematomas da aorta e demais grandes vasos

Arritmias cardíacas – Arritmias cardíacas com importância clínica e/ou cardiopatia associada (fibrilação e flutter atriais; e outras)

Cardiopatias congênita no adulto – Cardiopatias congênitas com repercussão hemodinâmica, crises hipoxêmicas; insuficiência cardíaca; arritmias; comprometimento miocárdico

Próteses valvares e Dispositivos cardíacos implantados – Portadores de próteses valvares biológicas ou mecânicas; e dispositivos cardíacos implantados (marca-passos, cardio desfibriladores, ressincronizadores, assistência circulatória de média e longa permanência)

Doença cerebrovascular – Acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico; ataque isquêmico transitório; demência vascular

Doença renal crônica – Doença renal crônica estágio 3 ou mais (taxa de filtração glomerular < 60 ml/min/1,73 m2) e/ou síndrome nefrótica

Imunossuprimidos – Indivíduos transplantados de órgão sólido ou de medula óssea; pessoas vivendo com HIV; doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente > 10 mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticoide e/ou ciclofosfamida; demais indivíduos em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias; pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos 6 meses; neoplasias hematológicas

Hemoglobinopatias graves – Doença falciforme e talassemia maior
Obesidade mórbida – Índice de massa corpórea (IMC) ≥ 40
Síndrome de down – Trissomia do cromossomo 21
Cirrose hepática – Cirrose hepática Child-Pugh A, B ou C

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