ECONOMIA
Região oeste deve receber R$ 5 milhões em investimentos para piscicultura
Trabalhadores da agricultura familiar da região oeste de Mato Grosso poderão receber incentivos através do projeto Rota do Peixe de desenvolvimento da cadeia produtiva da piscicultura. A liberação do recurso para a implementação do projeto, voltado para a região de fronteira está sendo articulado pelo deputado federal Ezequiel Fonseca (PP-MT) e Consórcios Intermunicipais de Desenvolvimento Nascentes do Pantanal e Vale do Guaporé.
O deputado se reuniu com o Assessor Especial do Ministério da Integração, Edson Douglas e Assessor Especial para Assuntos Parlamentares, Marcos Antonio Cardoso, em Brasília, para discutir a viabilidade e liberação do aporte, no valor de R$ 5 milhões, para a realização da primeira parte do projeto, aprovado previamente pela Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (SUDECO) no ano de 2014.
Durante reunião, o líder progressista pediu celeridade na liberação do recurso para aquisição de maquinários e equipamentos, construção de abatedouros e frigorifico, capacitação e treinamento dos pequenos produtores. "Com a primeira parte do recurso vamos iniciar os trabalhos nos municípios, os prefeitos estão otimistas e prontos para essa importante parceria, com certeza a região passará a ser referência para todo Estado", disse do deputado.
O Rota do Peixe de criação e incentivo a produção de pescado visa ampliar a oferta de renda e oportunidades aos trabalhadores do campo residentes na região fronteiriça, com baixo desenvolvimento social e econômico, porém, com grade capacidade e potencial para produção.
"Vamos impulsionar a produção e comercialização do pescado, os pequenos produtores passarão a investir e dessa forma estaremos dinamizando a economia local e regional através da pequena produção", considerou Ezequiel.
A proposta contempla 22 municípios e conta com a contrapartida das prefeituras. Participaram da reunião, o Secretário-Executivo do Consórcio Nascentes do Pantanal, Dariu Carniel; Presidente do Consórcio Vale do Guaporé, prefeito de Nova Lacerda, Valmir Moretto; Secretário Executivo do Consórcio Vale do Guaporé, prefeito Carlinhos e os prefeitos de Campos de Júlio e Vila Bela da Santíssima Trindade, respectivamente, Dirceu Comiran e Anderson Gláucio Andrade.
Posteriormente, o deputado e os prefeitos se reuniram com o coordenador Geral de Programas Macrorregionais, Alexandre Bastos; Coordenador-Geral, Marcos Carvalho Santana e com o assessor, José Joaquim Carneiro, desta vez, na Secretaria de Desenvolvimento Regional para consolidação final do projeto.
ECONOMIA
Europa supera China e paga até 40% mais pela carne bovina produzida em MT
Embora a China continue como principal compradora da carne bovina produzida em Mato Grosso, são os mercados europeus que oferecem a maior remuneração pelo produto do Estado. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que, no primeiro semestre de 2026, a União Europeia pagou, em média, US$ 6.390 por tonelada de carne bovina mato-grossense, enquanto os demais países europeus desembolsaram US$ 6.667 por tonelada. Os valores superam em até 40% o preço médio pago pela China, de US$ 4.745 por tonelada.
A diferença evidencia uma estratégia cada vez mais importante para a pecuária de Mato Grosso: além de ampliar mercados, conquistar destinos que remuneram melhor a carne produzida. Embora a China tenha absorvido 55,2% dos embarques mato-grossenses no primeiro semestre, os mercados europeus se destacam pelo maior valor agregado dos produtos exportados e pelas exigências relacionadas à qualidade e rastreabilidade.
Esse cenário também é refletido no Índice de Atratividade das Exportações, indicador elaborado pelo Imea que compara quanto cada mercado remunera a carne bovina em relação ao valor da arroba do boi gordo em Mato Grosso. Na prática, o índice mede a capacidade de cada destino gerar retorno econômico para a cadeia produtiva: quanto maior o índice, maior é o valor agregado obtido na exportação.

Nesse ranking, a União Europeia lidera com índice de 108,49, seguida pelos demais países da Europa (98,59). Em comparação, a China registra índice de 74,37, atrás ainda do Oriente Médio (76,58) e da América do Norte (75,47). Os números mostram que, embora compre menor volume, o mercado europeu proporciona uma remuneração significativamente superior pela carne mato-grossense.
“A China continuará sendo um parceiro estratégico pela capacidade de absorção de grandes volumes, mas o avanço da carne mato-grossense em mercados como a União Europeia demonstra que nossos produtores também estão preparados para atender consumidores que valorizam qualidade, rastreabilidade e regularidade no fornecimento. Isso aumenta a competitividade da cadeia e agrega valor à produção”, avalia o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.
Segundo Andrade, ampliar a presença em mercados mais exigente fortalece toda a cadeia produtiva e reduz a dependência de poucos compradores.
“Diversificar mercados significa aumentar a segurança comercial da pecuária mato-grossense. Quanto maior a participação em destinos que pagam mais pelo produto, maior é o estímulo para investimentos em tecnologia, genética, eficiência produtiva e programas de conformidade socioambiental”, enfatiza.
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