OS BILIONÁRIOS DO BRASIL
Brasil tem 55 bilionários no começo de 2023
O Brasil começa o ano de 2023 com 55 pessoas que detêm mais de US$ 1 bilhão de dólares, de acordo com o índice em tempo real da Forbes que analisa as maiores riquezas do mundo.
O número revela uma pequena queda em relação ao começo do ano passado, quando a publicação contabilizava 62 profissionais. A soma das fortunas chega a US$ 155,9 bilhões, algo em torno de R$ 836,20 bilhões.
As primeiras posições na lista dos bilionários brasileiros são ocupadas por executivos fundadores do 3G Capital, grupo que faz a gestão de grandes marcas brasileiras e internacionais dos mais variados setores. Entre elas, como Burger King, Ambev, Kraft-Heinz e Americanas.
Jorge Paulo Lemann é o mais rico do país, com patrimônio estimado em US$ 16,1 bilhões, o que o coloca como no 102º lugar entre os bilionários de todo o mundo.
Ex-homem mais rico do Brasil, Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, caiu para a quinta colocação. A sua fortuna, oriunda majoritariamente das ações da Meta (holding controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp), sofreu com a queda dos papéis, que perderam 65% do valor ao longo de 2022.

Quem são as 10 pessoas mais ricas no Brasil em 2023:
1. Jorge Paulo Lemann – US$ 16,1 bilhões
Jorge Paulo Lemann é dono da maior cervejaria do mundo, a Ab InBev, além de sócio da 3G Capital, que comanda as redes Burger King, Tim Hortons, Kraft-Heinz e outros.
O grupo empresarial, fundado com seus sócios Marcel Telles, Beto Sicupira e Alex Behring, é responsável por empresas de grande porte de alcance global.
Lemann também tem negócios com o mega investidor Warren Buffett, conhecido como o Oráculo de Omaha, referência ao seu conhecido do mercado financeiro e à sua cidade natal nos Estados Unidos, e dono da Berkshire-Hathaway.
Juntos, adquiriram a Heinz, hoje batizada de Kraft Heinz, após a compra da Kraft Foods, seguida por um processo de uma fusão entre as empresas.
2. Marcel Herrmann Telles – US$ 10,8 bilhões
Sócio de Lemann, Telles é também cofundador da 3G Capital. A relação entre os dois teve início quando Lemann comprou o Banco Garantia, instituição na qual Telles começou em cargo administrativo e conquistou destaque ao longo do tempo.
3. Carlos Alberto Sicupira – US$ 8,8 bilhões
Com Lemann e Telles, forma o trio responsável pela criação da Ambev e todos os negócios que surgiriam viriam na sequência.
4. Irmãos Safra – US$7,3 bilhões
Filhos do banqueiro Joseph Safra, falecido em 2020, os irmãos e a mãe, Vicky Safra, são os donos do Banco Safra.

5. Eduardo Saverin – US$ 7,0 bilhões
Cofundador do Facebook com Mark Zuckerberg, o brasileiro detém uma pequena quantidade de ações da Meta, novo nome da holding que controla o Facebook. Em 2016, lançou o fundo de investimentos B Capital, que reúne US$ 6,5 bilhões sob gestão. Em meados de 2022, o fundo anunciou que levantou US$ 250 milhões para investir em startups em early stage.
6. Lucia Maggi – US$ 6,6 bilhões
Mulher mais rica do Brasil, Lucia Borges Maggi, de 90 anos, lidera a operação do grupo Amaggi, hoje uma das principais exportadoras de soja do mundo. A empresária se tornou a principal acionista da empresa em 2001, após a morte de seu marido, André Maggi, com quem dividia a gestão da desde 1977.
7. Alexandre Behring – US$ 5,5 bilhões
Behring é mais um nome entre os sócios da 3G Capital. Cofundador da empresa, ele apareceu pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2020.
8. André Esteves – US$ 5,2 bilhões
Banqueiro e empresário brasileiro, André Esteve é chairman e senior partner do BTG Pactual, do mesmo grupo controlador da Exame.
9. Luciano Hang – US$ 4,7 bilhões
Fundador das lojas Havan, conglomerado varejista espalhado por todo o país, Hang se tornou conhecido também pela sua constante presença nas redes sociais e pelo apoio ao governo de Jair Bolsonaro, derrotado nas últimas eleições.
10. Jorge Moll Filho – US$ 4,5 bilhões
Fundador da Rede D’or, Jorge Moll Filhoé um médico e empresário. Ele começou o negócio em 1977. Em 2010, vendeu as unidades laboratoriais para o grupo Fleury e, em 2015, parte das ações da rede para o Carlyle Group e para o fundo soberano de Singapura. Atualmente, Moll Filho preside o conselho de administração da Rede D’Or São Luiz.
Veja a lista com as 10 maiores fortunas brasileiras, segundo a lista da Forbes Brasil*
– Jorge Paulo Lemann e família – US$ 16,1 bilhões
– Marcel Herrmann Telles – US$ 10,8 bilhões
– Carlos Alberto Sicupira e família – US$ 8,8 bilhões
– Irmãos Safra – US$7,3 bilhões
– Eduardo Saverin – US$ 7,0 bilhões
– Lucia Maggi e família – US$ 6,6 bilhões
– Alexandre Behring – US$ 5,5 bilhões
– André Esteves – US$ 5,1 bilhões
– Luciano Hang – US$ 4,7 bilhões
– Jorge Moll Filho e família – US$ 4,6 bilhões
(Marcos Bonfim/Exame)
ECONOMIA
Europa supera China e paga até 40% mais pela carne bovina produzida em MT
Embora a China continue como principal compradora da carne bovina produzida em Mato Grosso, são os mercados europeus que oferecem a maior remuneração pelo produto do Estado. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que, no primeiro semestre de 2026, a União Europeia pagou, em média, US$ 6.390 por tonelada de carne bovina mato-grossense, enquanto os demais países europeus desembolsaram US$ 6.667 por tonelada. Os valores superam em até 40% o preço médio pago pela China, de US$ 4.745 por tonelada.
A diferença evidencia uma estratégia cada vez mais importante para a pecuária de Mato Grosso: além de ampliar mercados, conquistar destinos que remuneram melhor a carne produzida. Embora a China tenha absorvido 55,2% dos embarques mato-grossenses no primeiro semestre, os mercados europeus se destacam pelo maior valor agregado dos produtos exportados e pelas exigências relacionadas à qualidade e rastreabilidade.
Esse cenário também é refletido no Índice de Atratividade das Exportações, indicador elaborado pelo Imea que compara quanto cada mercado remunera a carne bovina em relação ao valor da arroba do boi gordo em Mato Grosso. Na prática, o índice mede a capacidade de cada destino gerar retorno econômico para a cadeia produtiva: quanto maior o índice, maior é o valor agregado obtido na exportação.

Nesse ranking, a União Europeia lidera com índice de 108,49, seguida pelos demais países da Europa (98,59). Em comparação, a China registra índice de 74,37, atrás ainda do Oriente Médio (76,58) e da América do Norte (75,47). Os números mostram que, embora compre menor volume, o mercado europeu proporciona uma remuneração significativamente superior pela carne mato-grossense.
“A China continuará sendo um parceiro estratégico pela capacidade de absorção de grandes volumes, mas o avanço da carne mato-grossense em mercados como a União Europeia demonstra que nossos produtores também estão preparados para atender consumidores que valorizam qualidade, rastreabilidade e regularidade no fornecimento. Isso aumenta a competitividade da cadeia e agrega valor à produção”, avalia o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.
Segundo Andrade, ampliar a presença em mercados mais exigente fortalece toda a cadeia produtiva e reduz a dependência de poucos compradores.
“Diversificar mercados significa aumentar a segurança comercial da pecuária mato-grossense. Quanto maior a participação em destinos que pagam mais pelo produto, maior é o estímulo para investimentos em tecnologia, genética, eficiência produtiva e programas de conformidade socioambiental”, enfatiza.
-
Artigos3 dias atrásO silêncio também precisa de espaço
-
Artigos6 dias atrás“Você sabe com quem está falando?”: A corrupção sistêmica nos órgãos públicos
-
Artigos6 dias atrásO maior legado de um pai começa pelo cuidado com a própria saúde
-
Artigos4 dias atrásO avanço da IA e os limites da humanidade
-
Artigos3 dias atrásTécnicas comportamentais
-
Artigos4 dias atrásQuando o risco marítimo chega à bomba de combustível
-
Destaques4 dias atrásCorrida contra o “Sarampo” mobiliza cidades brasileiras em busca de proteção máxima pela vacinação
-
Destaques5 dias atrásPolícia Federal investiga “suspeita de desvio” em acordo entre Governo de Mato Grosso e Oi S.A.



