TENSÃO INSTITUCIONAL
“Operação Heritage” instabiliza União Brasil e coloca candidatura de Mauro sob risco
A crise política no partido União Brasil (UB) em Mato Grosso atingiu um novo patamar de tensão institucional após declarações públicas do deputado estadual Júlio Campos sobre a viabilidade das candidaturas majoritárias da sigla. O parlamentar ponderou que a agremiação partidária poderá ser forçada a substituir o ex-governador Mauro Mendes na disputa ao Senado Federal, caso surjam desdobramentos mais graves no âmbito das investigações conduzidas pelas autoridades policiais federais.
O estopim para a reestruturação das alianças regionais decorre dos desdobramentos da “Operação Heritage“, uma ação ostensiva deflagrada pela Polícia Federal (PF) sob a autorização expressa do Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação apura um esquema complexo que envolve a celebração de um acordo financeiro estimado em aproximadamente R$ 308 milhões entre a administração do Governo de Mato Grosso e a empresa de teleconectividade Oi, levantando suspeitas de irregularidades administrativas e financeiras de ampla escala.
O centro das atenções judiciais e políticas localiza-se na capital de todos os mato-grossenses e em outros pontos estratégicos do estado, onde foram executados 25 mandados judiciais de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário. A abrangência territorial das diligências estendeu-se por quatro estados da federação, visando colher elementos probatórios e documentos capazes de instruir o inquérito policial que tramita nas instâncias superiores do Judiciário brasileiro.
As motivações centrais das apurações policiais fundamentam-se no combate sistemático a crimes graves contra a administração pública, incluindo indícios de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. O Judiciário busca esclarecer integralmente a legalidade das negociações financeiras estatais, averiguando a ocorrência de potenciais desvios de recursos públicos e condutas ilícitas que possam surgir no decorrer do processamento das provas colhidas pelos peritos e investigadores.
A reconfiguração do quadro político estadual intensificou-se imediatamente após a realização da tumultuada convenção partidária do União Brasil, momento em que se consumou um racha definitivo entre os grupos liderados pelos irmãos Campos e a ala governista. O desfecho da assembleia deliberativa, vencida por 30 votos a 19, selou o apoio oficial do partido à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e inviabilizou a candidatura própria do senador Jayme Campos ao Governo do Estado.
A dinâmica das substituições operou-se a partir de movimentos táticos na composição das chapas, exemplificada pela prévia desistência do deputado federal Fábio Garcia do posto de vice-governador, fato que permitiu a indicação da deputada federal Gisela Simona para compor o projeto governista. Diante das rusgas e do clima tenso, Júlio Campos afirmou categoricamente que jamais votará em Mauro Mendes, alegando ter sido vítima de um tratamento truncado e autoritário durante os debates decisivos que antecederam o encontro partidário.
Como alternativa de alinhamento eleitoral, o grupo dissidente estuda o redirecionamento de votos para concorrentes de outras legendas na disputa ao Senado Federal, mencionando figuras expressivas da política local como Pedro Taques (PSB), Carlos Fávaro (PSD) e a deputada estadual Janaina Riva (MDB). A parlamentar emedebista desponta como a opção favorita do bloco, já contando com o apoio explícito de Jayme Campos e de uma expressiva bancada de deputados estaduais que rejeitam a aliança majoritária formalizada.

O processo de fratura partidária é conduzido diretamente pelos líderes das facções internas da legenda, com destaque para a atuação incisiva de Júlio Campos e Jayme Campos na liderança da ala opositora interna. Do outro lado da disputa, situam-se o ex-governador Mauro Mendes e o governador Otaviano Pivetta, cujas articulações contaram com o endosso da maioria dos delegados votantes no pleito interno do União Brasil.
A metodologia empregada no equacionamento da crise envolveu votações diretas, pronunciamentos públicos à imprensa regional e a busca por novos arranjos de bastidor junto a partidos aliados, como o MDB e o PL. A estratégia de rompimento definitivo inclui a orientação de base para o esvaziamento das urnas em relação aos candidatos apoiados pela ala vitoriosa, consolidando a divisão de forças como uma diretriz irreversível até o pleito.
As consequências imediatas deste cenário projetam uma severa pulverização da base aliada governista e o fortalecimento de candidaturas paralelas ao Senado na região centro-oeste do país. A instabilidade jurídica decorrente da “Operação Heritage“, somada ao isolamento político de lideranças tradicionais, redefine os rumos das coligações regionais e impõe incertezas sobre o desempenho das chapas registradas para o próximo pleito eleitoral.
Política
Qual Mato Grosso que Pivetta propõe? Alguém falou no Ministério da Agricultura?
Caros amigos e leitores do Blog do Valdemir, começamos e iniciarmos um novo dia, uma nova semana, e o ano está quase terminado, e lá vem o “Guri Refestelado da Guarita”, gritando que o governador reeleito Otaviano Olavo Pivetta, do partido Republicanos, determinou que o secretário de Fazenda mato-grossense, Rogério Gallo, faça uma revisão e enxugamento da máquina administrativa para o novo mandato que começa no dia 5 de janeiro de 2027.
Calma pequeno gafanhoto! Muita calma nessa hora. É completamente normal que o início de qualquer Governo, seja marcado por instabilidades, revisões políticas e ruídos de comunicações.
Esse momento de transição é conhecido na política como o período de instalação ou de acomodação das novas forças governantes.
As narrativas nesse momento são várias, mas o que envolve na prática é: redução de cargos comissionados, reavaliação de contratos administrativos e contenção de gastos supérfluos; adequação dos gastos públicos ao teto de arrecadação para evitar endividamento e abrir margem para investimento em áreas prioritárias.
Segue o fluxo!

Mato Grosso que Pivetta propõe
Os compromissos para o próximo mandato de 2027 a 2030, estão em cinco pilares estratégicos: Saúde Próxima; Educação Libertadora; Apoio Social e Habitação; Segurança Firme; Tolerância Zero e Ordem Pública; Proteção a Mulher, Emprego e Logística Estruturante e o Estado Parceiro.
Estes planos foram entregues para Rogério Gallo, que recebeu a missão de realizar o levantamento sobre o funcionamento da máquina.
A partir desse diagnóstico, Otaviano Pivetta pretende definir quais ajustes serão necessários para tornar a administração estadual mais eficiente e adequar os gastos as prioridades da próxima gestão.
A revisão também considera os impactos da reforma tributária nacional sobre as contas do meu “QUERIDO”, “LINDO”, e “MARAVILHOSO” Estadão de Mato Grosso.
A substituição gradual do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) exigirá adaptações no modelo de arrecadação e poderá alterar a política de incentivos fiscais utilizada pelo Estado para atrair empresas.
A intenção da reorganização administrativa será manter a competitividade de Mato Grosso na atuação de empreendimentos, especialmente nos setores de agroindústria e processamentos de grãos e carnes, diante das mudanças no sistema tributário.
E Ananias Filho como está?
Parte dos deputados eleitos e reeleitos não o quer mais no comando da legenda na “QUERIDA” e “QUENTE” Terra de Rondon.
Dizem que o “protegido” de Wellton Fagundes, desagrega, não tem perfil de um líder político e age com perseguição no comando do Partido Liberal (PL). Entretanto, contudo, todavia, senhores revoltados, o comando do partido dificilmente sairá do controle de Ananias Filho.
Ele é uma indicação de Wellton Fagundes, ambos são antigos aliados. Tem mais: o presidente do Diretório Nacional Valdemar Costa Neto e Wellton Fagundes são correligionários a década.
Infidelidade? Tá se referindo a infidelidade de alguns líderes da sigla no pleito eleitoral de 2026? O Wellton e Ananias, levaram numa boa e, segue o fluxo! Isso é que pode chamar de resiliência.
Daqui a 14 dias
Os brasileiros retornam às urnas para a votação do segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).
É incrível o país mostrado no horário eleitoral pelo candidato da esquerda, será que existe? Onde está? Cadê?
É tamanha mentira que vira uma piada de mal gosto pra quem perde o tempo em assistir, já que vem goela abaixo em nossos lares.
Então, bora! Vou levar os frequentadores do Boteco da Alameda, na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) já que nos bastidores a disputa da Mesa Diretora da Casa de Leis, da vigésima primeira Legislatura começa a agitar.
Segundo levantamento do núcleo duro do Boteco da Alameda, dois deputados que ultrapassaram a marca de 40 mil votos, iniciaram contatos com os eleitos e reeleitos para montar grupo de “oposição” na disputa pela Mesa Diretora.
Oito colegas, entre novatos e veteranos, sinalizaram apoio para os dois deputados: Faissal Calil (PL) e Diego Guimarães (Republicanos).
Nota de rodapé:
O atual presidente da Casa de Leis, o comandante do Podemos em Mato Grosso, Max Russi, vai permanecer na presidência no Biênio 2027/2028. A disputa se concentra na primeira secretaria, hoje ocupada por Dr. João José (MDB) e cobiçada pelo Partido Liberal (PL) e Republicanos.

O Boteco vai falar
Alguém falou em Ministério? Se você está acompanhando alguma notícia recente, conte um pouco mais para os frequentadores do Boteco da Alameda.
Então senhores (as) navegantes do Blog do Valdemir pega aí: a possibilidade de Mato Grosso ocupar o comando do Ministério da Agricultura, reflete a importância do Estado para a economia nacional.
Líder na produção brasileira de soja, milho e algodão, além de possuir o maior rebanho bovino do país, o Estado de Mato Grosso exerce influência direta sobre as discussões relacionadas ao abastecimento, as exportações e as competitividade do Agronegócio.
Nesse cenário, a escolha de um novo representante do Estado de Mato Grosso para comandar a pasta teria significado político e econômico.
A eventual indicação, porém, também dependeria da capacidade de articulação nacional do escolhido e de sua relação com as diferentes cadeias produtivas, que incluem agricultura empresarial, pecuária e agricultura familiar.
Pega aí: apesar das movimentações de bastidores, a formação de um eventual Ministério permanece condicionado ao resultado do segundo turno.
Por enquanto, dois nomes permanecem no campo das possibilidades: Mauro Mendes (UB) e Odílio Balbinotti Filho.
Não há confirmação de convite, indicação formal ou compromisso de Flávio Bolsonaro com qualquer um deles para o Ministério da Agricultura.
Segue o fluxo!
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