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Todo “Poder” emana do horário eleitoral, vem aí: salve-se quem puder

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Mato Grosso, um Estado com um uma extensão territorial de 903.357 km2, possuí 141 municípios, nos quais estão distribuídos 1.481 locais de votação e 8.020 seções eleitorais. Temos 101 locais de difícil acesso e 40 áreas indígenas, com 2,2 milhões eleitores e, está introdução tem tudo o que vamos descrever.

Tudo mundo já sabe que em ano eleitoral, muitos rostos conhecidos, porém ausentes de nosso dia a dia, voltam a aparecer, belos e sorridentes e com muito “Photoshop”.

E na campanha para o pleito suplementar ao Senado da Republica para este 26 de abril, estará em altas as redes sociais, por serem meios baratos e que atingem de forma constante um contingente muito grande e alternativo de pessoas de diversas faixas etárias, classes sociais, religiosas, bairros.

Serão criados perfis adicionados “amigos” e a partir daí os candidatos divulgam notícias, imagens e vídeos exaltando seus afazeres diários sabem por quê?

De acordo com a normativa a propaganda do tribunal regional eleitoral, foi aberta a temporada de caça ao eleitor mato-grossense e, começa no próximo dia 18 de abril, essa encheçao de saco, sempre em horário nobre, obrigando os pobres coitados que não tem tevê por assinatura, a ter que aguentar um desfile de falastrões, e suas falsas promessas.

Entretanto que fica claro: é proibido dizer “horário de propaganda eleitoral gratuita“, pois não é gratuita. Somos nós que bancamos a aparição dos candidatos na telinha.

As emissoras de Rádio e TV não perdem um tostão, muito pelo contrário, devem ter até um bom lucro, pois deduzem os minutos cedidos a propaganda eleitoral, superfaturando seus custos, deduzindo esses valores do Imposto de Renda a pagar. Sem dúvida um bom negócio.

Quer saber como funciona?

Primeiro as emissoras exibem a propaganda política, os programas partidários ou o horário eleitoral e, depois, na hora de pagar o Imposto de Renda, recebem uma compensação fiscal em troca dos minutos que cederam aos partidos políticos. Ou seja, o Fisco deixa de arrecadar tributos. O Estado paga a encomenda, indiretamente, é a sociedade que paga a conta.

Pela lei, as Rádios e TV’s podem recuperar até 80% do valor de tabela dos minutos que cederam. No mundo real, porém, elas recuperam menos e arcam também elas com parte do prejuízo.

Então fica assim: indiretamente, nós pagamos pelo tempo de propaganda na tevê, sinônimo de votos, que significa poder.

Os caciques são diferentes em tudo, a não ser numa certeza, que compartilhar sem a menor cerimônia para eles, tempo não é apenas dinheiro, tempo é poder.

Mas tudo bem, estamos num Estado em que os agentes políticos, acreditam que todo o poder emana do horário eleitoral (que não é gratuito, conforme o Blog do Valdemir disse). Por um minuto os chefes partidários são capazes de dar tudo, de empenhar tudo. Aliam-se a belzebu, penhoram a reputação (essa moeda depreciada), rifam a biografia.

E que fique bem claro: nunca, antes na história de Mato Grosso, se atribui tanto poder a imagem. Nunca tantos pagaram tão caro por tão inflacionados closes de televisão.

Se na guerra, os generais contam com tanques e ogivas, na política mato-grossense contam os segundos, décimos de segundo.

As alianças não tem sentido ideológico nenhum, é tolice choramingar. Elas tem sentido publicitário. É o que basta. Os ideólogos foram abandonados pelos marqueteiros para sempre, é os marqueteiros custam os olhos da cara e os zarolhos da coroa.

Enfim na cabeça dos caciques, a propaganda eleitoral é o tabuleiro da política.

Nota da redação

Apesar dos pesares, é preciso reconhecer que a propaganda eleitoral gratuita é com toda a certeza, uma das três fontes de informação política mais importante para a população. Além dessa função informativa a propaganda eleitoral é fundamental para a decisão do voto. As pesquisas mostram que parcelas significativas dos eleitorados escolhem os seus candidatos nas eleições assistindo a propaganda eleitoral. Naturalmente, esse fenômeno, está associado as nossas reduzidas taxas de identificação partidária.

E para o bem ou para o mal, a propaganda eleitoral gratuito na TV e na Rádio veio para ficar. O Blog do Valdemir acredita que seja impossível que algum dia seja restabelecida a possibilidade de propaganda eleitoral paga nos veículos. Mas isso não significa que nossos legisladores, não possam voltar a trilhar o caminho das inovações no setor.

Porque não dar continuidade, por exemplo, da dedução adicional da duração do horário eleitoral, como a de suplementar?

Ou então, assim como já se cogita fazer com a voz do Brasil, por que não permitir que as emissoras transmitam a propaganda eleitoral dentro de um intervalo de horário mais elástico, por exemplo, entre as 20 horas e meia noite?

Fica a dica do Blog do Valdemir para o senador (a), que for eleito no pleito eleitoral suplementar de 2020.

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Lucimar: “Saúde Pública é “prioridade” em Várzea Grande”

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A Saúde Pública já foi ate mesmo tema da “Campanha da Fraternidade”, e representa o desafio principal dos gestores públicos, com um direcionamento direto para as administrações municipais, das quais são cobradas ações que possam melhorar a qualidade dos serviços desenvolvidos e prestados.

O Sistema Único de Saúde (SUS) teoricamente é o melhor Plano de Saúde do planeta, serve de exemplo até mesmo para os países desenvolvidos. Nos últimos 15 anos houve muito avanço, principalmente com a criação do Programa de Saúde da Família (PSF), porém, falta mais investimento financeiro. A melhoria da Saúde Pública no município de Várzea Grande é o desafio principal desta administração.

Uma rápida enquete realizada pelo equipe do Blog do Valdemir aponta os investimentos na Saúde estão sendo como prioridade número 1, foram 61% dos votantes; em segundo lugar vem as melhorias da Educação, para 18%; as melhorias no trânsito para 12% e a pavimentação de ruas para 9%.

Nesta semana, a Prefeita da Cidade Industrial, Várzea Grande, a Democrata (DEM), Lucimar Sacre de Campos, reafirmou seu compromisso em dobrar os recursos destinados a Saúde e a Área Social neste ano de 2020 em meio a Pandemia da COVID-19.

A chefe do Executivo Municipal apresentou o relatório resumido de prestação de contas do primeiro quadrimestre deste ano entre Janeiro a Abril, quando foram investidos na área de Saúde quase 22% das Receitas Correntes Municipais no que tange a receitas próprias.

A Lei prevê que os gestores públicos municipais devem aplicar até 15% de suas receitas em Saúde e os Estados até 12%, e nós enquanto Várzea Grande aplicou somente nos quatro primeiros meses deste ano quase 22%, ou seja, 7% a mais e vamos chegar a 30% até o final do ano, repetindo os índices dos anos anteriores”, explicou a prefeita sinalizando que a prioridade continuará sendo as áreas essenciais, como Saúde, Social, Educação, Segurança e Obras.

Citando os princípios constitucionais da Administração Pública, o LIMPE, Legalidade; Impessoalidade; Moralidade; Publicidade e Eficiência, a Prefeitura de Várzea Grande quer demonstrar a população que vem cumprindo além do que a Lei determina em torno das receitas próprias do município de Várzea Grande para as áreas essenciais principalmente a Saúde, Social e Segurança que tem sido muito utilizadas neste momento.

Com base na arrecadação de impostos apuradas de 1 de janeiro até 30 de abril, incluindo as transferências obrigatórias do Governo Federal, se tem uma receita da ordem de R$ 230.824.172 milhões, dos quais R$ 150.284.377 milhões são referentes as transferências.

Já o secretário de Saúde de Várzea Grande, Diógenes Marcondes, apontou que foram aplicados em Saúde Pública de Várzea Grande, nos quatro primeiros meses de 2020, recursos da ordem de R$ 24.642.739 milhões, R$ 7.233.283 milhões a mais do que o previsto na Lei para ser aplicado no setor e frisou que se descontar do total de receitas arrecadadas as transferências obrigatórias do governo federal se terá mais de 30,6% aplicados em Saúde Pública.

Aqui nestes valores estão demonstrados os compromissos da atual administração com a Saúde Pública e pode apostar que iremos fechar o ano com mais de 30% das receitas aplicadas neste que se tornou o mais importante setor da economia e da vida das pessoas, frisou o titular da pasta.

Além da Saúde que atingiu 21,23%, a Educação que tem previsão constitucional de até 25% das receitas públicas em Várzea Grande recebeu 25,55%.

Estes índices demonstram o compromisso da gestão da prefeita Lucimar Campos, pois ainda estávamos nos quatro primeiros meses do ano e já havíamos cumprido os percentuais que eram do ano inteiro, disse a secretária de Gestão Fazendária, Lucinéia dos Santos Ribeiro.

Lucimar Sacre de Campos assinalou que semana passada o Hospital Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande abriu 10 novos leitos de UTI para casos não COVID-19 com recursos próprios municipais e ajuda do Governo Estado e ponderou que mesmo no Plano de Contingência, a estrutura de Saúde da cidade ter ficado como não COVID-19, o atendimento ambulatorial para os casos COVID são realizados nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) IPASE e Dr. Farid Seror (Grande Cristo Rei) e no Hospital Pronto Socorro para triagem e transferência dos casos de Coronavírus para as unidades referências que são muitas no Estado e que na Região Metropolitana são o Hospital Estadual Metropolitano em Várzea Grande, o Hospital Estadual Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, o antigo Pronto Socorro Municipal de Cuiabá e o Hospital São Benedito.

O titular da Saúde lembrou que novas medidas estão sendo adotadas e podem ser anunciadas em breve.

Temos mais ações sendo planejadas e implementadas, mas só serão anunciadas quando se tiver certeza absoluta das mesmas. Neste momento de pandemia dependemos de uma série de fatores externos, como mais servidores da Saúde, mais equipamentos, mais medicamentos e mais insumos e como estamos fazendo tudo dentro do devido processo legal com licitação, compras em valores corretos e transparentes, por isso precisamos adotar e colocar em prática protocolos que buscam resultados neste momento, explicou Diógenes Marcondes.

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