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JANTAR COM SOBREMESA DE PRÓXIMO BIÊNIO

Disputa pela presidência do Legislativo cuiabano mobiliza alianças e reformas regimentais

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O cenário político na Câmara Municipal de Cuiabá encontra-se em um estágio de profunda efervescência devido à aproximação da eleição para a Mesa Diretora, prevista para agosto de 2026. O embate central polariza a atual presidente da Casa, Paula Calil (PL), que busca mecanismos para a recondução ao cargo, e o vereador Dilemário Alencar (União Brasil), figura que recentemente abdicou da liderança governista para consolidar seu projeto independente. Este confronto não se limita apenas à sucessão administrativa, mas reflete uma reorganização de forças que testa a estabilidade da base aliada do prefeito Abilio Brunini frente às ambições individuais dos parlamentares.

As movimentações ocorrem prioritariamente nos bastidores do Legislativo cuiabano e em encontros reservados, como o recente jantar promovido na residência do vereador Marcus Brito Jr. (PV). Tais articulações visam garantir o controle da Casa de Leis para o Biênio subsequente, um posto estratégico para a governabilidade municipal e para a definição das pautas prioritárias da capital mato-grossense. O ambiente, marcado por uma vigilância mútua entre as bancadas, transformou-se em um tabuleiro onde cada apoio formal é contabilizado como um recurso vital para a sobrevivência política dos grupos em disputa.

A atual presidente Paula Calil (PL), protagonista da primeira Mesa Diretora exclusivamente feminina da história da capital, lidera a ofensiva para manter sua hegemonia no comando do Parlamento. Do outro lado, Dilemário Alencar (UB) personifica a dissidência interna; ao renunciar ao seu posto de interlocutor oficial do Executivo, ele sinalizou que a disputa pela presidência possui um peso político superior à manutenção do cargo de liderança.

Essa ruptura forçou o prefeito cuiabano a nomear a vereadora Samantha Iris (PL) como sua nova representante, alterando a dinâmica de diálogo entre o Paço Municipal e os vinte e sete vereadores que compõem o quórum votante.

O principal motivo que sustenta a complexidade deste pleito é a barreira imposta pelo atual Regimento Interno da Câmara, que veta expressamente a reeleição consecutiva para o cargo de presidente. Para que Paula Calil possa concorrer novamente, é imperativo que ocorra uma reforma nas normas da Casa de Leis, o que demanda uma maioria qualificada.

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Assim, a disputa deixa de ser meramente eleitoral para tornar-se uma batalha legislativa de alteração estatutária, onde o convencimento dos pares sobre a legitimidade da mudança normativa precede a escolha nominal dos integrantes da futura Mesa Diretora.

A estratégia adotada pelo bloco governista para viabilizar a continuidade da atual gestão baseia-se na separação estrita entre o voto favorável à mudança regimental e o voto para a eleição propriamente dita. Segundo aliados próximos, o grupo já teria assegurado dezessete votos para a alteração das regras, necessitando de apenas mais uma adesão para alcançar o número mágico de dezoito parlamentares. A tática consiste em persuadir vereadores independentes ou de oposição, como Baixinha Giraldelli (Solidariedade), a apoiarem a “democratização” da regra de reeleição, mesmo que estes não pretendam votar em Paula Calil no momento da escolha da chapa.

O processo de aglutinação de forças teve um marco importante na última quarta-feira (13), quando o grupo de apoio à reeleição consolidou catorze votos nominais, incluindo as adesões recentes dos vereadores Pastor Jefferson (PSD) e Dídimo Vovô (PSB). A presença do secretário de Governo, Ananias Filho, nesses encontros, sublinha o interesse direto da administração municipal no desfecho da eleição legislativa.

Para o Executivo, a manutenção de uma aliada fiel como Paula Calil na presidência representa a garantia de que as reformas e projetos de interesse da prefeitura não enfrentarão óbices regimentais ou engavetamentos estratégicos.

O método de contagem de votos e a formação de blocos parlamentares revelam a fragilidade das alianças partidárias em face de interesses locais. Atualmente, o grupo de Paula Calil detém a maioria simples para vencer a eleição, mas carece do quórum necessário para autorizar legalmente sua candidatura.

Essa assimetria numérica obriga os articuladores a operarem em duas frentes: a manutenção dos catorze fiéis e a sedução dos quatro parlamentares restantes para a reforma do regimento.

Caso essa maioria qualificada não seja atingida, o grupo já admite a execução de um plano alternativo, que envolveria o lançamento de um novo nome da base para evitar que o controle da Casa de Leis migre para a oposição.

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A oposição, por sua vez, capitaneada pelo vereador Ilde Taques (Podemos), tenta estancar a sangria de aliados e impedir que a base governista alcance os dezoito votos necessários. O grupo oposicionista utiliza o argumento da alternância de poder e do respeito às regras vigentes para tentar demover os indecisos de apoiarem a mudança regimental casuística. Para Ilde Taques, a tentativa de alteração das normas às vésperas do pleito configura uma manobra que fere a segurança jurídica do processo legislativo, sendo este o principal pilar discursivo para manter seu bloco coeso contra a ofensiva do Palácio Alencastro.

A importância deste evento reside no fato de que a presidência da Câmara Municipal de Cuiabá é o cargo que define a velocidade da fiscalização sobre o Executivo e a distribuição de relatorias de projetos cruciais, como a Lei Orçamentária Anual (LOA). Uma presidência alinhada ao prefeito facilita a tramitação de matérias polêmicas, enquanto uma presidência independente ou hostil pode paralisar a gestão municipal.

Portanto, o que se decide em agosto de 2026 é o tom da relação institucional que prevalecerá na capital mato-grossense, impactando diretamente a entrega de serviços públicos e a execução de políticas municipais.

Em suma, a política cuiabana aguarda o desenrolar das próximas semanas para verificar se a maioria política conseguirá se transformar em maioria normativa. A fluidez das alianças sugere que o cenário permanecerá volátil até o momento da votação oficial.

Se Paula Calil lograr êxito na reforma do regimento, consolidará um poder histórico na Casa de Leis; caso contrário, a emergência de uma terceira via ou a vitória de Dilemário Alencar poderá reconfigurar totalmente o xadrez político local, exigindo do prefeito cuiabano Abilio Brunini uma nova postura de negociação para o encerramento de seu ciclo administrativo.

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Política

Reta final ganha novo componente; campanhas ficam à mercê do noticiário

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Quintouuuu! E os eleitores da nossa “AMÁVEL”, “QUERIDA”, “LINDA” e “MARAVILHOSA” Terra de Rondon, nesta reta final se posicionou para às eleições de 2026.

Levantamentos do Instituto Percent Brasil, divulgado no dia de ontem (15), sobre o posicionamento político ideológico do eleitorado mato-grossense, mostrou que a maioria é direita.

Senão vejamos e acompanhamos: 44,9% dos entrevistados se consideram de direita, 10,7% de centro e 15,7% de esquerda. Outros 19,3% não tem posicionamento político e 9,5% não souberam, não responderam.

Bom e daí? E daí é que chegamos na reta final de 2026 com o candidato do Partido Liberal (PL), Wellton Fagundes, e o candidato pelo partido Republicanos, Otaviano Pivetta, tecnicamente empatados na disputa pelo comando do Palácio Paiaguás.

Dito isso, bom, significa que: independentemente de tudo o que tenha acontecido no longo transcurso da campanha, os dois corredores entram na reta final, segundo pesquisas, cabeça a cabeça.

Independentemente de se a situação é essa mesma, porque as pesquisas fazem parte da campanha e tratam de animar a medica e candidato pelo PSD, Natasha Slhessarenko e demais adversários, para que não bata o desânimo, se aceitam o “PODER” da máquina administrativa, trata-se de jogar tudo na reta final.

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O que está em jogo é muita coisa, para se deixar levar por qualquer atitude que dificulta o resultado final.

Disputa-se o futuro do Estado de Mato Grosso. Se se priorizarão as políticas sociais, os combates as desigualdades ou os interesses do capital financeiro e o ajuste fiscal.

Jogar todas as fichas significa também deixar de lado as musiquinhas históricas, que só consolidam o voto de quem já está com Pivetta para tratar de atingir os que estão indecisos, ou que estão do outro lado, mas podem mudar de posição, conforme a abordagem que demos.

A esquerda joga a parada dos descontentes, do contra tudo isso que está aí. Por uma ou outra razão, muitos estão descontentes com algo, seja ou não culpa do Governo.

Quem está no governo sempre leva a culpa do descontentamento das pessoas. Quem governa paga o preço de tudo o que está aí na nossa AMÁVEL”, “QUERIDA”, “LINDA” e “MARAVILHOSA” Terra de Rondon.

Não basta controlar o passado, ter uma interpretação correta do que já foi. As pessoas estão votando pelo futuro, para satisfazer suas insatisfações. Esse tema a ser o rumo da propaganda na reta final.

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Reta final deixa campanhas à mercê do noticiário

– Não basta explorar o desgaste do adversário, é preciso evitar que o próximo capítulo mude novamente quem está no ataque e quem está na defensiva;
– Quem ganha com o noticiário de hoje pode estar na defensiva amanhã;
– A reta final ganha, um componente novo: não basta explorar o desgaste do adversário. É preciso evitar que o próximo capítulo mude novamente quem está no ataque e quem está na defensiva.

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