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Indefinido, PR continua como oposição ao Governo de MT
Considerada a maior bancada da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), os cinco deputados estaduais do Partido da Republica (PR), adotaram uma posição de independência dentro da Casa de Leis em relação à gestão do governador Pedro Taques (PDT).
Já o senador Wellington Fagundes (PR), presidente do diretório estadual do partido faz questão de explicar que o Partido da Republica é de oposição ao governo atual.
“Nossa posição partidária é muito definida, o PR é oposição”, disse Wellington. “Agora, os nossos parlamentares podem, individualmente tomar as suas posições e cada um deles fazerem as suas declarações quanto aos seus posicionamentos”, ponderou.
Neste cenário, destacam-se, de um lado, o primeiro-secretário da Mesa Diretora, Ondanir Bortolini, o Nininho, que tem acompanhado os aliados do governo Pedro Taques, de outro lado, o deputado estadual Emanuel Pinheiro, sempre considerado polemico pelos pares vem em seu discurso com um posicionamento mais oposicionista.
Ainda em clima de expectativa em relação à gestão, o senador Wellington Fagundes dá sinais de que o clima harmônico que garante a independência dos deputados estaduais pode mudar em breve, após uma reunião que o Partido da Republica pretende realizar em breve para discutir o assunto.
“Se o partido entender em fechar uma posição em qualquer momento, aí será decidido. Por enquanto, o PR tem dado essa condição de liberdade aos nossos parlamentares para votarem de acordo com seus entendimentos”. Wellington que faz questão de ressaltar sobre seu posicionamento oposicionista, e quer evitar avaliar a gestão do governo Taques.
O senador do PR como sempre na retaguarda afirma que prefere aguardar, pelo menos um ano de trabalho do governo Pedro Taques, para isso, uma vez que entende se tratar de um Governo de mudanças, inclusive de muita expectativa por parte da população. “Então, da minha parte, como oposição, prefiro aguardar mais tempo para avaliar a gestão do governo”. Finalizou.
Destaques
Seca e focos de queimadas elevam a migração de animais peçonhentos para residências urbanas em Várzea Grande
A mudança desordenada do ambiente e o uso indiscriminado de venenos podem favorecer a proliferação de animais peçonhentos, como escorpiões, aranhas e cobras. Quando o ambiente natural é alterado, esses animais perdem seus abrigos e passam a buscar refúgio em áreas urbanas, residências e quintais. O uso de venenos sem orientação técnica elimina predadores naturais e presas, como insetos, desequilibrando o ecossistema.
Esse desequilíbrio faz com que os animais peçonhentos se espalhem com mais facilidade e apareçam com maior frequência. A melhor forma de prevenção é o controle ambiental: limpeza, eliminação de entulhos, manejo correto do lixo e orientação adequada da população.
As condições climáticas adversas observadas no município de Várzea Grande, caracterizadas pelo período de estiagem severa e pelo aumento dos focos de queimadas, estão forçando espécies peçonhentas, como escorpiões, aranhas, serpentes, abelhas e lacraias, a migrarem de seus habitats naturais rumo a perímetros urbanizados em busca de abrigo, água e alimento.
Os moradores de todas as regiões da cidade, com especial atenção aos residentes de bairros periféricos e de áreas próximas a terrenos baldios ou com acúmulo de entulhos, encontram-se expostos a essa aproximação sinantrópica, que exige maior rigor nas medidas preventivas cotidianas dentro e fora das habitações.
O fenômeno atinge sua cúpula epidemiológica no período de estiagem de 2026, com dados coletados entre janeiro e agosto demonstrando a ocorrência sistemática de acidentes, sob a liderança dos escorpiões, que computaram 60 notificações no município durante os primeiros oito meses deste exercício.
A migração massiva fundamenta-se na destruição e degradação dos ecossistemas nativos pelo fogo, somadas às temperaturas extremas, dinâmica que compele os espécimes a buscarem ambientes sombreados, úmidos e com oferta abundante de presas, como as baratas urbanas.

Para conter a proliferação e o ingresso desses animais, o Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG) recomenda a aplicação rigorosa da “técnica dos quatro As” (eliminação de abrigo, acesso, alimento e água), aliada à vedação de ralos, eliminação de entulhos e manutenção de quintais limpos.
Embora os registros ocorram em todo o território municipal, a Região 1 desponta como o epicentro das notificações, englobando localidades densamente povoadas como Grande Cristo Rei, Parque do Lago, Uniparque, Santa Clara, Aurília Curvo, Manga e trechos do Ponte Nova.
Diante do surgimento recorrente de espécimes, o CCZ-VG disponibiliza vistorias técnicas e orientações preventivas por meio do canal oficial de atendimento via WhatsApp, no número (65) 98476-5719, desaconselhando terminantemente o uso indiscriminado de pesticidas químicos.
Em eventuais casos de picadas ou ferimentos, o munícipe deve dirigir-se imediatamente ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande, Unidade de Saúde dotada de estrutura técnica e insumos específicos, incluindo soros antiveneno para avaliação médica criteriosa.
A preocupação das autoridades de saúde justifica-se pela elevada vulnerabilidade de crianças e idosos, grupos nos quais a toxicidade dos venenos pode acarretar complicações clínicas graves, independentemente do porte ou da coloração do animal envolvido na ocorrência.
Atuam na linha de frente desse trabalho de conscientização e monitoramento os biólogos e técnicos do Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG), a exemplo da especialista Thayse Oliveira, que mapeiam a presença de espécies de relevância médica nacional, como o Tityus serrulatus e o Tityus bahiensis, para orientar a população local.

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