INCRA (MT) OCUPADO
MST ocupa sede do Incra em Mato Grosso
A Superintendência do INCRA em Cuiabá foi ocupada por cerca de 200 militantes do MST em Mato Grosso. São famílias de 5 acampamentos no estado que atualmente tem mais de 500 famílias aguardando respostas do governo federal, são acampamentos na sua maioria, de mais de 15 anos de espera.
“Reafirmamos a urgência da pauta da terra avançar em Mato Grosso, nossa reivindicação é URGENTE. No marco dos 30 anos do Massacre de Eldorado do Carajás, denunciamos a lentidão estrutural do INCRA e do Governo Federal em responder às demandas concretas da Reforma Agrária Popular“.
“Temos acompanhado uma demora enorme nas respostas do INCRA, em Mato Grosso, o MST não teve NENHUM novo assentamento nessa atual gestão, mesmo com famílias a tantos anos acampadas e com processos em fase tão avançada. Precisamos de uma priorização dos casos de Mato Grosso, considerando também o contexto histórico de luta neste Estado frente aos ataques a Reforma Agrária e conflitos no campo. Precisamos de soluções definitivas“.
“A Reforma Agrária Popular compreende produção de alimentos saudáveis, soberania alimentar, transição agroecológica, educação do campo, crédito e infraestrutura social, assistência técnica e regularização fundiária, justiça social e ambiental. Por isso é uma política que deve ser prioridade para o nosso País, e o MST tem compromisso com essa defesa, sendo fundamental para avançar em um projeto de Brasil Soberano, dando dignidade ao Povo Brasileiro“.
Solicitamos no caráter EMERGENCIAL, os seguintes encaminhamentos:
Desde 2023 tivemos muitas metodologias para tentar avançar na nossa pauta, mas ainda não conseguimos superá-la, isso se tratando das questões emergenciais. Por tanto queremos mais uma vez solicitar que seja encaminhando um compromisso, com agenda, responsável e metodologia de acompanhamento da nossa pauta emergencial.
Solicitamos audiência para a primeira quinzena de JUNHO com a presença da Ministra do MDA, Fernanda Machiaveli, Presidente do INCRA Nacional, César Aldrighi, o Senador da República, Carlos Fávaro, o deputado estadual, Valdir Barranco e Lúdio Cabral e a presidente do PT em Mato Grosso, Rosa Neide, COM A PAUTA DE TRATAR DA REFORMA AGRÁRIA NO ESTADO.
PAUTA EMERGENCIAL DO MST MATO GROSSO.
1. FAZENDA SANTA CECÍLIA – Nº 54240.000220/2010-10
Informações: Município de Nova Olimpia,1.600,00 ha. Desapropriação.
Situação: Aguardando pagamento da área. Ajuizamento da ação de desapropriação juntoà justiça federal.
Solicitação: INCRA agendar com a SOF – Secretaria de Orçamento Federal para buscar fazer o pagamento da área até junho de 2026. INCRA articular junto ao Senador Carlos Fávaro, Dep. Valdeir Barranco e Rosa Neide e demais agentes do governo para viabilizar o atendimento da demanda.
2. FAZENDA ARATUBA E FAZENDADE GUIRANTINGA- Nº 54000.58440/2024-61
Informações: Município de Juscimeira e Guiratinga. Área de acordojudicial.
Situação: Área em negociação entre a justiça,INCRA e o proprietário. Proc. 0007680-81.2012.4.01.3600 que se encontra no Tribunal Regional Federal da 1- Região. A negociação inclui área em Guiratinga e Juscimeira a ser destinada aos acampados do MST. Prazo de 40 dias pra avançar no negócio jurídico de acordo.
Solicitação: Solicitamos que o INCRA Nacional priorize o encaminhamento desse acordo, indo despachar junto a instância jurídica responsável e com mais celeridade e prioridade por parte da PFE e INCRA. Ter atualização semanal sobre a situação com prazos e ritos bem estabelecidos.
3. FAZENDA CAROLINA – Nº 54240.002501/2011-98
Informações: Município de Nortelândia, 187,00ha. Desapropriação.
Situação: Aguardando encaminhamentos complementares da SR13 e passar pelo CDR e posterior análise da PFE.
Solicitação: Solicitamos um prazo rápido, porém viável, para que a área da Fazenda Carolina seja encaminhada para decreto ainda neste mês de maio.
4. PRONERA – CURSO DE PSICOLOGIA UFMT/INCRA
Solicitação: Pagamento urgente da parcela prevista do curso, visto que o curso está em andamento finalizando a 3ª etapa, e terá a 4ª etapa em julho e ainda não tem o recurso necessário para garantir o andamento.
5. CRÉDITO
Solicitação: Requeremos a vinda a Mato Grosso do Diretor José Ubiratan para reunião junto com a Superintendência para discutir a política de pagamento de créditos da SR-13. Solicitamos prioridade para o atendimento das demandas dos nossos assentamentos com processos já encaminhados.
Destaques
Apesar da preocupação estadual o cenário em Cuiabá é descrito como estável
O Estado de Mato Grosso enfrenta um cenário epidemiológico alarmante em 2026, com a confirmação de oito óbitos decorrentes de complicações da meningite. Segundo dados oficiais da Secretaria de Estado de Saúde (SES/MT), o território mato-grossense já contabiliza 29 diagnósticos positivos da enfermidade desde o início do ano. O registro dessas fatalidades acende um alerta sobre a gravidade da patologia e a necessidade de intervenções rápidas para conter a propagação dos agentes etiológicos, evidenciando que a letalidade da doença permanece como uma ameaça latente à saúde pública regional e exige atenção rigorosa das autoridades sanitárias.
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES/MT), como órgão central de vigilância, é a instituição responsável pela compilação e divulgação desses índices de morbimortalidade. A atuação da pasta concentra-se no monitoramento dos casos e no suporte técnico aos municípios, buscando identificar padrões de transmissão e garantir que os protocolos de atendimento sejam seguidos com precisão. O papel da SES/MT torna-se fundamental neste momento para centralizar as informações e orientar a população sobre os riscos reais, evitando a disseminação de pânicos injustificados, ao mesmo tempo em que mantém a transparência sobre os dados epidemiológicos coletados pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/MT).
Os óbitos e as infecções distribuem-se pelo território de Mato Grosso, com especial atenção à capital, Cuiabá, onde a densidade populacional favorece a circulação de patógenos. Embora o estado apresente números expressivos de cobertura em certas faixas etárias, a presença da doença em diferentes localidades geográficas demonstra que o risco não está circunscrito a apenas um município. A Capital, em particular, mantém suas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) em regime de vigilância constante, servindo como termômetro para a situação estadual e como pontos estratégicos de bloqueio vacinal e diagnóstico precoce para os cidadãos mato-grossenses.
A confirmação das oito mortes ocorreu ao longo do primeiro semestre de 2026, período em que a sazonalidade e a circulação de variantes específicas intensificaram a busca por atendimento médico. A rapidez com que o quadro clínico da meningite evolui podendo levar ao óbito em menos de 24 horas torna o fator temporal um elemento crítico tanto para a administração pública quanto para o paciente. O cronograma de monitoramento da Vigilância Epidemiológica indica que este é um momento decisivo para reforçar as campanhas de imunização, visando impedir que o balanço de mortos continue a ascender no decorrer dos próximos meses do ano vigente.

A causa primordial desse cenário reside na complexidade da cobertura vacinal e na coexistência de diferentes variantes do microrganismo. A lacuna no Sistema Único de Saúde (SUS) é um fator determinante: enquanto as vacinas para as Variantes C e ACWY são ofertadas gratuitamente, a proteção contra o tipo B, uma das formas mais severas restringe-se majoritariamente à rede privada.
Esse desequilíbrio econômico cria um obstáculo para a imunização plena, pois o alto custo das doses particulares, que chegam a R$ 750, impede que grande parcela da população complete o esquema vacinal necessário para barrar a circulação de todas as linhagens da bactéria.
O processo de controle da doença ocorre por meio de uma logística coordenada entre a Gestão Municipal de Cuiabá e o Governo Estadual. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) utiliza suas Unidades de Saúde para a aplicação das doses disponíveis e para o acolhimento de casos suspeitos, enquanto o monitoramento técnico é realizado via exames laboratoriais que identificam o agente causador.
Essa dinâmica operacional visa assegurar que, diante de qualquer suspeita, como o caso recente de uma criança internada sob investigação, as medidas de contenção sejam aplicadas imediatamente, independentemente de o diagnóstico final ser de origem bacteriana ou viral.
A principal finalidade das ações vigentes é a preservação da vida e a interrupção da cadeia de transmissão da Meningite no estado. Através do reforço na comunicação institucional, as autoridades buscam elevar os índices de cobertura da vacina ACWY, que atualmente encontra-se em apenas 50,72% entre adolescentes de 11 a 14 anos, um patamar considerado perigoso pelos especialistas. O objetivo central é atingir a imunidade de rebanho e reduzir drasticamente a pressão sobre as unidades de terapia intensiva, garantindo que a estabilidade epidemiológica declarada pela Prefeitura de Cuiabá se transforme em uma tendência consolidada de queda nos óbitos.

Atualmente, o cenário em Cuiabá é descrito como estável, apesar da preocupação estadual, e não há confirmação de circulação da Variante tipo B no município. A Prefeitura da Capital ressalta que o Laboratório Central descartou a presença da Neisseria meningitidis tipo B em casos recentes suspeitos, o que traz um alento momentâneo quanto à gravidade das cepas circulantes na capital.
No entanto, a escassez de estoque da vacina tipo B nas clínicas particulares reflete uma corrida da população por proteção suplementar, gerando um descompasso entre a demanda social por segurança sanitária e a oferta de insumos no mercado privado de Saúde.
A prevenção baseia-se estritamente na vacinação e na identificação precoce dos sintomas característicos da patologia. As autoridades reforçam que febre alta, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos e a clássica rigidez na nuca são sinais de alerta que exigem busca imediata por socorro médico em UPAs ou policlínicas. Em lactentes, a atenção deve ser redobrada a sinais de irritabilidade e choro persistente.
A orientação técnica é unânime: a vacina disponível no SUS, com 98,72% de cobertura para menores de um ano no estado, é a ferramenta mais eficaz para evitar que novas famílias venham a compor as estatísticas de luto em Mato Grosso.
Dessa forma, a batalha contra a Meningite em 2026 exige um esforço conjunto entre o Poder Público e a sociedade civil para superar as barreiras de informação e acesso. A Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá e a SES/MT reiteram a importância de se utilizar apenas canais oficiais para a obtenção de dados, combatendo a desinformação que muitas vezes desencoraja a vacinação.
Com a manutenção dos protocolos rigorosos e a conscientização sobre a importância do reforço vacinal nos adolescentes, o estado busca reverter o quadro de letalidade e assegurar que o Sistema de Saúde responda com eficiência aos desafios impostos por esta grave enfermidade.
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