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“Operação Mercenários II” tira de circulação policiais envolvidos com esquadrão da morte

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A semana carnavalesca em Cuiabá amanheceu com polícias civis e militares nas ruas da Capital. Não para dar mais segurança aos foliões que se prepararam para o reinado de Momo ou àqueles que simplesmente estavam saindo de casa no primeiro dia de horário sem Verão indo trabalhar.

O policiamento ostensivo foi decretado para o cumprimento da “Operação Mercenários II”, que tinha como objetivo tirar de circulação policial com envolvimento em esquadrões da morte em Cuiabá e Várzea Grande. Foram cumpridos 21 mandados de prisão, três buscas domiciliares e duas conduções coercitivas.

Cinco destes mandados foram cumpridos contra alvos da Operação já detidos na fase.  A Operação tem o apoio da Corregedoria da Polícia Militar.

A Operação foi um desdobramento das investigações de homicídios praticados em Várzea Grande nos meses de março e abril de 2016, por pessoas associadas em organização criminosa composta de policiais militares e vigias que atuavam na região do bairro Cristo Rei

Os mandados de prisão foram expedidos pela 1ª Vara Criminal de Várzea Grande contra dez pessoas, sendo 4 policiais militares. Por se tratar de fatos distintos, os suspeitos foram investigados em processos separados e tiveram as prisões decretadas individualmente em cada um dos processos. São três suspeitos com quatro mandados de prisão, cada um. Uma pessoa com três ordens de prisão. Para os demais foram apenas um mandado expedido.

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Nessa fase da Operação, a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoas (DHPP) concluiu 5 inquéritos policiais que apuraram 5 homicídios e uma tentativa de homicídio. As medidas foram decretadas juntamente com o recebimento das denúncias nos processos. Os inquéritos já estão concluídos, exceto os 2 casos de condução coercitiva.

Das 10 pessoas com mandados de prisão, na “Operação Mercenários II”, seis  delas, incluindo dois policiais militares, encontram-se presas desde a primeira fase da operação, em 26 de abril de 2016.

As buscas domiciliares foram decretadas apenas para os réus que não foram alvos na primeira fase da operação. São três buscas, das quais duas são em residências de militares.

As conduções coercitivas destinam-se a dois policiais militares investigados por participação na organização criminosa. Contra eles não há nenhum homicídio relacionado.

O Blog do Valdemir conseguiu através de informações que foram detidos na “Operação Mercenários II”, os policiais militares Helbert de França Silva, Pablo Plínio Mosqueiro Aguiar e Laércio Salvaterra Flores (este responde um processo de homicídio) e também são acusados de fazerem parte de um “Grupo de Extermínio”.

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Investigações

Ao longo de 5 meses de investigações, a Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP) confirmou que as mortes eram encomendadas mediante pagamento, evidenciando o motivo torpe.

Outros inquéritos ainda estão em andamento na DHPP e as investigações apontam para a autoria do mesmo grupo.

A apuração foi realizada por meio de uma força-tarefa entre as várias equipes da DHPP. A operação envolveu todo o efetivo da Especializada, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar, que acompanhou o cumprimento dos mandados destinados aos membros da Corporação.

A Polícia Civil informa que, para resguardar a continuidade dos trabalhos, não haverá pronunciamento por parte da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP). Os nomes dos outros investigados também não serão revelados pela Polícia Civil.

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Sinfra/MT desafia Jayme Campos a provar que foram realizados pagamentos antecipados durante a execução da obra do BRT

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Uma intensa controvérsia política e institucional estabeleceu-se em Mato Grosso a respeito do gerenciamento orçamentário e da liquidação de contratos nas obras de implantação do sistema Bus Rapid Transit (BRT). O epicentro da discussão envolve a acusação de transferência antecipada de recursos públicos a empresas contratadas, contraposta por desmentidos categóricos da administração estadual, que sustenta a absoluta regularidade fiscal e contratual dos atos executados na infraestrutura do estado.

O embate coloca em lados opostos o Senador da República, Jayme Campos (UB), e os gestores da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), sob o comando de Marcelo Oliveira. Enquanto o parlamentar cobra providências de fiscalização por parte do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), a equipe técnica do Governo do Estado reage em defesa da lisura de seus procedimentos administrativos e da integridade de seu corpo funcional.

A controvérsia ganha corpo no âmbito do modal de mobilidade urbana projetado para integrar a Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá. A construção das estações e corredores estruturantes atinge diretamente os municípios de Cuiabá e Várzea Grande, eixos urbanos centrais que aguardam há anos por soluções definitivas e eficientes para o sistema de transporte coletivo de passageiros.

O estopim do debate ocorreu após cobranças públicas feitas pelo senador, ganhando contornos formais ao resgatar decisões administrativas do final do ano anterior. Notadamente, o debate resgatou o Julgamento Singular nº 946/2025, proferido pelo conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida em 16 de dezembro de 2025, instrumento que concedeu respaldo jurídico excepcional para eventuais pagamentos prévios na aquisição de equipamentos.

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A dinâmica dos fatos estruturou-se a partir de declarações públicas nas quais o senador exigiu a apuração sobre o cumprimento físico do contrato. Em contrapartida, o órgão estadual de infraestrutura rebateu publicamente as acusações, desafiando o parlamentar a apresentar provas documentais e enfatizando que a autorização excepcional concedida pela Corte de Contas jamais foi utilizada pela gestão para efetuar desembolsos antecipados.

A motivação central do parlamentar reside no dever constitucional de fiscalizar a aplicação dos recursos públicos federais e estaduais na infraestrutura de mobilidade. Do outro lado, o governo defende a necessidade de preservar a reputação das instâncias técnicas, rebatendo declarações consideradas levianas e reafirmando a observância rigorosa das fases legais de empenho, liquidação e pagamento.

Do ponto de vista financeiro, a disputa envolve cifras vultosas que fundamentam a narrativa de ambos os lados. Enquanto as denúncias citam uma suposta antecipação de R$ 120 milhões e prejuízos bilionários, os dados do Poder Executivo registram um investimento efetivo de R$ 247,6 milhões até a presente etapa, contrabalançado pela arrecadação expressiva de R$ 921,9 milhões obtida com a alienação dos materiais do antigo VLT.

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Os dados e argumentos que balizam a matéria fundamentam-se em pronunciamentos do gabinete parlamentar e em documentos oficiais da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT). Somam-se a essas fontes os registros públicos do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) e os portais de transparência governamentais, nos quais estão disponibilizados os relatórios financeiros do contrato e a íntegra da decisão liminar firmada no exercício de 2025.

Como desdobramento jurídico e administrativo imediato, a Secretaria de Infraestrutura anunciou que tomará as medidas legais cabíveis e ingressará com uma ação judicial contra o senador por conta das acusações formuladas. Paralelamente, os órgãos de controle externo manterão a fiscalização contínua sobre a execução física e financeira das obras dos terminais e estações do modal.

O impacto social e político do impasse estende-se à sociedade mato-grossense, que acompanha com atenção os desdobramentos sobre a destinação dos recursos do erário. O desfecho dessa disputa fiscal e judicial determinará não apenas a credibilidade das instituições envolvidas, mas também a celeridade e a segurança no cronograma de entrega de uma obra vital para a mobilidade da população regional.

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