IMUNIZAÇÃO: RISCOS DE NÃO VACINAR
Gisela conclama rotarianos e todo o Brasil para força-tarefa contra a poliomielite
O último caso de infecção pelo “poliovíru”s selvagem no Brasil foi em 1989. Esse vírus é o causador da Poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, uma doença contagiosa aguda que pode infectar crianças e adultos e deixar importantes sequelas.
A doença pode causar desde sintomas leves, como um resfriado comum a problemas graves no sistema nervoso, como paralisia irreversível, principalmente em crianças com menos de cinco anos de idade e, em casos mais graves, pode levar a óbito.
O país recebeu o certificado de eliminação de pólio em 1994, mas a baixa cobertura vacinal nos últimos anos preocupa especialistas da saúde. Em 2021, o percentual ficou abaixo de 70%, sendo que o ideal é que 95% das crianças menores de cinco anos estejam vacinadas. Já em 2022, a cobertura foi de 77%.
O SUS oferece duas vacinas para a imunização contra a Poliomielite: a inativada, que deve ser aplicada nos bebês aos 2, 4 e 6 meses de idade; e a atenuada, aquela da gotinha que deve ser aplicada aos 15 meses (primeiro reforço) e 4 anos de idade (segundo reforço).

Para alcançar a cobertura vacinal, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e de Multivacinação mobiliza toda a sociedade para levar os pequenos aos postos de vacinação neste mês de setembro. Também é a oportunidade para atualizar a caderneta de vacinação do adolescente menor de 15 anos de idade.
Convocação
Diante da baixa cobertura da vacina contra a poliomielite registrada em 2022, a deputada federal Gisela Simona (UB), conclamou durante discurso na Câmara dos Deputados, rotarianos de todo o Brasil, pais, mães, educadores, responsáveis para que ajudem na divulgação da Campanha de Multivacinação do Ministério da Saúde que será executada em setembro em todos os municípios do País.
Gisela Simona lembrou que desde 1989 não são registrados casos de poliomielite no Brasil, mas alertou que em 2022 a cobertura foi de apenas 77% enquanto a meta era de 95%.
“Além de parlamentar eu sou rotariana, e o Rotary tem missão no mundo erradicar a pólio, e não poderia deixar aqui neste mês que antecede o início da vacinação de convocar a todos os companheiros rotarianos do Brasil, aos nossos companheiros do Distrito 4440 liderados pelo nosso governador Jânio Bonfochi para que juntos podemos somar forças aos secretários municipais de saúde e fazermos uma grande corrente para aumentar a cobertura vacinal no Brasil“.
Desde 1990, Gisela Simona é membro do Rotary Club, instituição que tem como uma de suas principais missões combater a poliomielite. Em Mato Grosso, a deputada acompanhou diretores do Distrito 4440 em duas reuniões com o poder público para levar a parceria do Rotary. Uma delas foi com o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, e outra com a interventora do Governo de Mato Grosso na Saúde de Cuiabá, Danielle Pedroso Dias Carmona Bertucini.
“O Rotary Club está mobilizando rotarianos de todo o País para uma força-tarefa junto às Secretarias Municipais de Saúde com o objetivo de ampliar o chamamento e o alcance da campanha“, pontuou a parlamentar, observando que em Mato Grosso a mobilização ocorrerá de o período da Multivacinação de 9 a 23 de setembro e o dia D será o dia 16 de setembro.
Imbuída na campanha, a deputada federal mato-grossense chamou a atenção para a importância da união de todos para conter essas doenças que estão eliminadas a fim de que elas não voltem para a sociedade.
Gisela Simona citou risco iminente porque em março deste ano foram diagnosticados casos de poliomielite no Peru, na fronteira com o Brasil, situação.
“É por isso que conclamo pais, mães, colegas rotarianos, responsáveis por nossas crianças, educadores, para que juntos no Estado de Mato Grosso e em todo Brasil possamos fazer uma ampla campanha de divulgação da vacina. A vacina é vida, a vacina é para todos, e é por isso que precisamos nos unir para aumentar a cobertura vacinal em todo o Brasil. Esse é um caso de saúde pública e nós parlamentares precisamos nos envolver nessa corrente“.
Política
Disparidade orçamentária na “Corrida Presidencial” evidencia os desafios do “Financiamento Eleitoral”
A advogada cuiabana Clariana Barão, candidata à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), ingressou oficialmente na disputa eleitoral nacional enfrentando um cenário de expressiva assimetria financeira. A candidatura encerrou a segunda semana de campanha oficial contando com um orçamento disponível de apenas R$ 7,5 mil em caixa para o desenvolvimento das atividades de mobilização.
A constatação dos valores ocorreu após o levantamento e a consolidação dos dados de arrecadação e prestações de contas parciais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A análise dos dados orçamentários dos postulantes ao Palácio do Planalto foi veiculada pelo portal de notícias Repórter MT durante o acompanhamento da agenda eleitoral.
O montante acumulado pela postulante é fruto de aportes diretos, sendo R$ 5 mil provenientes de recursos próprios da candidata e R$ 2,5 mil originados de doação de pessoa física efetuada por Lara de Araújo Amorim. Até o momento do registro oficial da prestação de contas, não constava no sistema a escrituração de despesas operacionais contratadas pela chapa.
A escassez de recursos evidencia a profunda disparidade estrutural entre candidaturas de legendas menores e as campanhas dos principais nomes da disputa presidencial. Enquanto partidos consolidados movimentam montantes milionários do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e de doações privadas, pleitos minoritários enfrentam severa restrição logística para propaganda, deslocamento e equipes técnicas.
Em contrapartida, os dados divulgados demonstram que candidaturas de grande porte lideram a captação de recursos: Flávio Bolsonaro (PL) soma mais de R$ 42 milhões e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra R$ 35,2 milhões em receitas. No plano intermediário e menor, Romeu Zema (Novo) dispõe de R$ 2,7 milhões, Renan Santos (Missão) acumula R$ 1,2 milhão, Ronaldo Caiado (PSD) possui R$ 600 mil e Edmilson Costa (PCB) figura com R$ 13 mil em caixa.
A discrepância orçamentária impõe limites práticos no alcance das propostas e na visibilidade dos candidatos perante o eleitorado nacional. O custo de produção de programas partidários, impulsionamento em redes sociais e transporte aéreo inviabiliza que chapas com orçamento reduzido percorram com equidade os estados da federação.
Diante do quadro financeiro, a estratégia de candidaturas como a de Clariana Barão apoia-se predominantemente em agendas orgânicas, uso de plataformas digitais sem investimento pago e debates públicos. A limitação contábil exige rigor na gestão de cada insumo básico, desde o material impresso de divulgação até o custeio de viagens institucionais.
Outros postulantes ao pleito, como Pablo Marçal (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara (UP), ainda não haviam consolidado a prestação parcial de contas no sistema da Justiça Eleitoral até o fechamento da amostragem do levantamento. A regularização do envio das informações financeiras segue prazos regimentais estabelecidos pela legislação eleitoral vigente.
A conjuntura da campanha eleitoral reacende o debate técnico acerca dos impactos da disparidade econômica na igualdade de chances entre os concorrentes em sufrágios majoritários. A legislação brasileira prevê teto de gastos e mecanismos de financiamento público, contudo a distribuição proporcional entre legendas perpetua assimetrias na linha de partida do processo democrático.
Apesar dos abismos financeiros mapeados nas prestações de contas, o desfecho do pleito permanece condicionado ao voto direto e secreto do eleitorado no dia da votação.
A viabilidade política de propostas com baixo orçamento financeiro dependerá do grau de engajamento voluntário e da capacidade de interlocução direta das lideranças com a sociedade civil.
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