FORA DO AR
Países asiáticos ainda não assinaram acordo para transmitir a Copa do Mundo
É verdade. Faltando pouco mais de um mês para a Copa do Mundo de 2026 (que começa em 11 de junho), a FIFA enfrenta um impasse grave nas negociações de direitos de transmissão em dois dos maiores mercados asiáticos: China e Índia. As emissoras dos países asiáticos ainda não assinaram um acordo com a Fifa para transmitirem o torneio, algo que se explica pelos horários dos jogos, pouco atrativos por conta da diferença de fuso.
Embora esses dois países não estejam classificadas para o Mundial, organizado em conjunto por Estados Unidos, Canadá e México (de 11 de junho a 19 de julho), o interesse pela competição é grande, especialmente entre os chineses.
Segundo a Fifa, a China foi responsável por 49,8% do total de horas de visualização em plataformas digitais e redes sociais em todo o mundo durante a Copa do Mundo de 2022, no Catar.
Mas tanto na Índia quanto na China, que juntas têm quase 3 bilhões de habitantes, os fãs de futebol temem não poder acompanhar os jogos do torneio.
Consultada pela AFP sobre a questão dos direitos de transmissão da Copa do Mundo, a Fifa afirmou ter chegado a acordos com emissoras em mais de 175 países.
“As conversas em andamento nos poucos mercados restantes devem continuar sendo confidenciais nesta fase“, informou a entidade.
A hesitação das emissoras asiáticas se deve, em particular, aos horários dos jogos.
Para os telespectadores em Pequim e Xangai, a partida de abertura começará às 3h da manhã, assim como a final. Em Nova Déli, será à 0h30.
Segundo o empresário indiano Sandeep Goyal, presidente da agência de publicidade Rediffusion, “com exceção dos fãs incondicionais de futebol, a audiência dos jogos corre o risco de ser baixa na Índia“.
“Consequentemente, as oportunidades de monetização para os canais diminuem consideravelmente“, acrescenta.
Segundo Goyal, a JioStar, maior conglomerado de mídia do país, ofereceu US$ 20 milhões (R$ 98,4 milhões na cotação atual), enquanto a Fifa inicialmente queria US$ 100 milhões (R$ 492,3 milhões) pelos direitos de transmissão das Copas do Mundo de 2026 e 2030.

“Evitar o incentivo à pirataria”
Na China, o acordo com a gigante nacional CCTV também está travado.
Também não há acordo na Tailândia, país que nunca participou da Copa do Mundo, mas onde o futebol é muito popular.
Na terça-feira (5), o primeiro-ministro tailandês, Anutin Charnvirakul, quis tranquilizar os espectadores afirmando que eles não perderiam o torneio.
Na Malásia, por sua vez, o Ministério das Comunicações anunciou nesta quarta-feira (6) que o canal público Radio Televisyen Malaysia e a Unifi TV vão transmitir a competição.
Segundo James Walton, chefe do setor de esportes da consultoria Deloitte Ásia-Pacífico, “de uma forma ou de outra, haverá um acordo”.
“As emissoras nacionais querem garantir o melhor acordo possível, pois precisam encontrar um equilíbrio entre custo e receita potencial. E a Fifa vai querer garantir que seu principal evento receba a máxima cobertura para cumprir seus compromissos com os patrocinadores, aumentar a visibilidade do esporte e evitar o incentivo à pirataria“, observou Walton.
ESPORTES
Palmeiras rompe com a Libra
O Palmeiras anunciou nesta terça-feira (5) sua saída oficial da Libra (Liga do Futebol Brasileiro) em decisão que reconfigura o cenário das negociações para a criação de uma liga nacional no país.
A medida foi comunicada por meio de nota oficial, na qual o clube informou aos torcedores que não integra mais o bloco, justificando a decisão por divergências internas acumuladas ao longo das tratativas.
Segundo o comunicado, embora a Liga do Futebol Brasileiro tenha obtido avanços relevantes, entre eles o acordo vigente de direitos de transmissão televisiva, a condução do processo foi marcada por entraves que comprometeram a construção de um modelo coletivo.
O clube destacou que comportamentos considerados “egoístas”, e em alguns casos “predatórios”, inviabilizaram a coesão necessária para estabelecer uma governança compartilhada e sustentável no futebol brasileiro.
A saída ocorre em meio a um contexto de tensões nos bastidores, especialmente envolvendo o Flamengo, com quem o Palmeiras divergiu sobre pontos estratégicos dentro do bloco.
Em tom crítico, a diretoria alviverde avaliou que a Libra (Liga do Futebol Brasileiro) se tornou um grupo “heterogêneo”, no qual prevaleceram interesses individuais em detrimento de uma visão coletiva para o desenvolvimento da liga.

Mesmo após a ruptura, o Palmeiras afirmou que não aderiu a outro grupo concorrente e que aguarda a eventual estruturação de uma liga sob coordenação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
No comunicado, o clube também reiterou disposição para o diálogo institucional, ressaltando o interesse em contribuir com iniciativas que promovam avanços estruturais no futebol nacional.
Um dos principais pontos de atrito foi o acordo firmado entre a Libra e o Flamengo sobre a distribuição de receitas de televisão, que prevê pagamento adicional ao clube carioca até 2029, além de critérios ligados à audiência.
Apesar da saída do bloco, o Palmeiras mantém seu contrato com a Globo até o fim do ciclo vigente, o que assegura a continuidade das receitas e das obrigações financeiras já estabelecidas, enquanto o clube passa a apostar em um novo modelo de organização liderado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
-
Artigos6 dias atrásMenopausa e hipertensão
-
Artigos3 dias atrásFormando protagonistas do futuro
-
Artigos5 dias atrásPELO FIM DOS COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS
-
Artigos6 dias atrásO espelho que evitamos
-
Política6 dias atrásGoverno de Mato Grosso ratifica a continuidade do SAMU 192
-
Destaques7 dias atrásO “Alerta Ético” do Tribunal de Contas do Estado
-
Artigos2 dias atrásAutomedicação: O risco invisível que ameaça a saúde dos brasileiros
-
Política2 dias atrásJustiça amplia prazo para devassa em suposto desvio de Emendas Parlamentares


