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Mesmo não morrendo de amores por Wilson, Mauro irá apoia-lo na disputa pelo Palácio Alencastro

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O prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), mesmo não morrendo de amores pelo candidato tucano Wilson Santos (PSDB), irá apoia-lo  na disputa pelo Palácio Alencastro. O primeiro sinal foi dado nesta quinta-feira (8) no programa eleitoral, que teve a a participação do secretariado do prefeito Mauro Mendes.

wilson-e-mauro-mendes-300Mendes em contato telefônico com a equipe do Blog do Valdemir disse que irá cumprir o acordo com a equipe tucana na disputa da Prefeitura de Cuiabá, desde que a campanha não atrapalhe seu trabalho como gestor municipal. Segundo o alcaide cuiabano, se for chamado vai gravar para o horário eleitoral e participar dos comícios e reuniões, "o PSB vai ajudar, apesar das diferenças que temos”, disse.

Assim sendo, as discussões de que Mendes só apoiaria os candidatos a vereadores do PSB, conforme o presidente do partido municipal Suelme Evangelista, disse que, o prefeito somente iria coordenar o grupo de vereadores do partido, devem ficar em segundo plano, uma vez que prometeu cumprir integralmente sua palavra ao apoiar a chapa de Wilson.

A equipe do Blog do Valdemir em conversas com lideranças tucanas no ninho, levantou que o prefeito Mauro Mendes já gravou programa eleitoral, no qual defende a candidatura  de Wilson Santos.

A tentativa de aproximação tem sido um processo um tanto "doloroso", especialmente para Mauro, que ainda vê cicatrizes abertas por causa de embates em pleitos passados. Mauro teve Wilson como adversário nas urnas e ambos trocaram farpas e ataques. Mas como o prefeito desistiu do projeto de reeleição de última hora e a base ficou sem opção, o PSDB, numa "costura" liderada pelo governador Taques, jogou Wilson na disputa. E Mauro tem sido cobrado no sentido de entrar na campanha. E só não abraçou Wilson ainda por causa da esposa, primeira-dama Virgínia, que está resistente em pedir voto para o candidato tucano.

Para o deputado estadual Eduardo Botelho (PSB), Mauro Mendes já superou as diferenças com Wilson Santos e pede voto ao candidato a prefeito de Cuiabá escolhido pelo grupo, porém, a primeira-dama ainda não teria superado as desavenças, "ele tem um problema familiar com a esposa dele, que não quer que ele grave [para a campanha do Wilson]”, afirmou Botelho em entrevista no desfile de 07 de Setembro, na Arena Pantanal.

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Já o governador Pedro Taques (PSDB), disse que o socialista já tem sido um apoiador do tucano. “Mauro Mendes vai subir no palanque do Wilson Santos. Nós estamos estabelecendo o melhor momento para que isso ocorra, mas Mauro Mendes já é um apoiador do Wilson, tanto que seus secretários estão todos aqui, isso mostra o empenho do nosso grupo em eleger o prefeito de Cuiabá”, finalizou.

Motivo da desistência de Mendes

O que teria motivado o gestor a desistir do pleito foram questão familiares e também empresariais. O grupo empresarial de propriedade do atual prefeito está em recuperação judicial, em razão de uma dívida de R$ 100 milhões.

Uma das pessoas que fizeram grande pressão para que Mendes deixasse a campanha municipal foi sua esposa, Virgínia Mendes, que na sua conta no Instagram, declarou que “nossas empresas também precisam de nossa ajuda e atenção neste momento. Devemos isso aos nossos colaboradores. Contribuímos muito por Cuiabá”.

Ainda na nota postada nas redes sociais, Virgínia explica que “chega uma hora que é preciso olhar pra dentro. Vamos honrar até o dia 31 de dezembro os compromissos que assumimos com os cuiabanos, de governar a nossa cidade por quatro anos, e vamos continuar nos dedicando, com amor e carinho, para melhorar a nossa Cuiabá, sempre”, disse a primeira dama do município. 

Lenha na fogueira

Só que nesta quinta feira, um barril de pólvora acabou explodindo no meio das redes sociais postado pela primeira dama de Cuiabá Virginia Mendes, em seu Facebook, fazendo duras criticas ao candidato do PSDB Wilson Santos.

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Fazendo um grande desabafo, ela diz que esta indignada com o candidato Wilson Santos quando ele usou no horário eleitoral gratuito para falar do programa social “Siminina”, programa este que foi idealizado pela ex-primeira dama de Cuiabá Iraci França quando o seu esposa Roberto França foi prefeito de Cuiabá.

Virginia diz no Facebook que quando assumiu a cadeira de primeira dama achou o programa “Siminina” todo ele sucateado, e se referiu ao candidato do PSDB como tudo é mentira quando ele fala do programa social em seu governo como prefeito, e isso a deixou entristecida e com o coração doido quando ele diz que atendia 1.700 meninas, sendo que ela recebeu com apernas 198, e o atendimento era precário.

Esta não é a primeira vez que a primeira dama de Cuiabá entra em conflito com o candidato Wilson Santos, Virginia chegou de pedir ate para o governador do estado Pedro Taques (PSDB) para que ele liberasse o seu marido da campanha de Wilson Santos.

Por meio de uma nota, o candidato do PSDB Wilson Santos da coligação “Dante de Oliveira” disse que ele vai comprometer em manter o projeto na sua administração e com serviços de qualidade em quando ele for prefeito de Cuiabá.

Veja a nota:

De acordo com a assessoria da Coligação “Dante de Oliveira”, o “Siminina”, criado pelo ex-prefeito Roberto França, é realmente um programa de grande alcance social. Por isso, foi mantido e ampliado na gestão Wilson Santos, que criou sete novas unidades.

É importante destacar que esse programa social foi muito bem gerenciado pelo prefeito Mauro Mendes, e teve uma atenção especial por parte da primeira-dama de Cuiabá, Virginia Mendes.

A Coligação reafirma o compromisso de manter um programa de tamanha relevância, com a eleição de Wilson Santos para prefeito.

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Poder Judiciário interfere em decisões de veto de ex-governador de Mato Grosso

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A tensão entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário no estado de Mato Grosso atingiu um ponto de inflexão institucional marcante. A controvérsia central decorre da decisão do governador Mauro Mendes, que vetou integralmente o reajuste salarial de 6,8% concedido aos servidores públicos do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT). O veto fundamentou-se no risco de desequilíbrio fiscal e na potencial reação em cadeia de outras categorias do funcionalismo estadual por reajustes análogos.

O veto governamental incide diretamente sobre os vencimentos do funcionalismo público do Tribunal de Justiça mato-grossense, afetando centenas de analistas, técnicos e oficiais de justiça. O índice de 6,8% visava recompor perdas inflacionárias acumuladas pela categoria. Contudo, a recusa do Chefe do Executivo suspendeu a implementação imediata da recomposição, gerando forte insatisfação entre as carreiras jurídicas do Estado e provocando a judicialização célere do impasse normativo.

O conflito institucional atingiu seu ápice nas dependências do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e na sede da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT). A arena decisória transferiu-se do gabinete do governador para o plenário do Poder Legislativo, onde a apreciação da matéria tornou-se o centro das atenções políticas. A indefinição quanto à data de deliberação amplificou os desgastes entre as lideranças partidárias e os representantes do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário.

A controvérsia ganhou contornos judiciais no dia 8 de setembro de 2026, data em que a magistrada relatora proferiu a decisão liminar urgente. O ato jurisdicional impôs prazo exíguo para a inclusão do veto na pauta de votação da sessão ordinária subsequente, marcada expressamente para o dia 9 de setembro de 2026, às 13 horas. A determinação visou impedir a postergação da votação para outubro, período posterior ao primeiro turno do pleito eleitoral do respectivo ano.

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A motivação central da intervenção governamental repousa no argumento do equilíbrio das contas públicas estaduais. O governador sustentou que a concessão isolada de reajuste aos quadros do Judiciário comprometeria a isonomia salarial e desencadearia forte pressão orçamentária por parte dos demais servidores estaduais. Por outro lado, a intervenção do Judiciário deu-se para assegurar a estrita observância do devido processo legislativo e da eficácia das ordens judiciais emitidas.

A ação judicial que culminou na ordem de votação foi impetrada pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso. A entidade sindical acionou o Tribunal de Justiça após a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa anunciar formalmente o adiamento da votação. A representação dos trabalhadores argumentou que o adiamento configurava procrastinação indevida e violação manifesta do cronograma constitucional preestabelecido para apreciação de vetos.

A decisão contrária ao adiamento foi proferida pela desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, atuando em substituição legal no Tribunal de Justiça. A magistrada adotou postura firme ao rejeitar os argumentos apresentados pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi. A relatora reafirmou a supremacia das determinações judiciais sobre a conveniência política do Poder Legislativo, destacando o caráter imperativo do cumprimento das ordens exaradas pelo Poder Judiciário.

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O mandado judicial impôs o cumprimento imediato da inclusão da pauta sob pena de aplicação de multa diária e pessoal no valor de R$ 50 mil ao presidente da Assembleia Legislativa. A magistrada estabeleceu que a sessão agendada para o dia 9 de setembro seria o momento compulsório para a deliberação. A sanção pecuniária severa visou garantir a efetividade da jurisdição e coibir qualquer tentativa de descumprimento fundamentada na ausência prévia da matéria na ordem do dia.

A desembargadora ressaltou que a determinação judicial limita-se à imposição de rito processual formal, preservando intacta a soberania do voto dos parlamentares. A magistrada explicitou que o Poder Judiciário não interfere no mérito da escolha legislativa, cabendo aos deputados a decisão final sobre a manutenção ou derrubada do veto. A ordem buscou tão somente assegurar que a votação ocorresse na forma e no tempo previstos na legislação constitucional vigente no Estado.

O desdobramento do caso reforça a vigência da harmonia e independência entre os Poderes, impedindo que prerrogativas regimentais fiquem sujeitas à conveniência política momentânea. A decisão assegura a efetividade do processo legislativo estadual e estabelece um precedente rigoroso sobre a obrigatoriedade do cumprimento imediato de ordens judiciais. O cenário coloca o plenário da Assembleia Legislativa Mato-grossense diante da obrigação regimental de apreciar o veto sem brechas para novos adiamentos.

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