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CRISE INTERNA NO PARTIDO LIBERAL

Entre Podemos e Republicanos, Flávia Moretti avalia futuro partidário após crise no PL

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A Prefeita de Várzea Grande, Flávia Petersen Moretti de Araújo, mais conhecida como Flávia Moretti, poderá escolher entre o Podemos e o Republicanos caso deixe o Partido Liberal (PL), segundo informações repassadas por uma fonte próxima à gestora municipal da Cidade Industrial, a definição sobre o futuro partidário da prefeita ganhou força diante da possibilidade de abertura de um processo interno na legenda e de eventual expulsão por divergências políticas relacionadas à sucessão do Governo de Mato Grosso.

A chefe do Executivo Municipal várzea-grandense, Flávia Moretti teria recebido convites de diferentes partidos nos últimos dias, em meio às especulações sobre sua permanência no PL. Neste momento, porém, as conversas estariam concentradas principalmente entre o Podemos e o Republicanos. A movimentação ocorre enquanto a prefeita acompanha os desdobramentos da crise interna e aguarda os próximos encaminhamentos da direção estadual da sigla à qual está filiada.

O impasse teve origem após Flávia Moretti manifestar publicamente apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, enquanto o Partido Liberal (PL) trabalha para consolidar a pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso. O posicionamento da prefeita foi interpretado pela direção partidária como uma divergência em relação ao projeto político defendido pelo PL para as próximas eleições estaduais.

O presidente estadual do Partido Liberal, Ananias Filho, confirmou que Flávia Moretti e o Prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, serão submetidos a procedimentos internos. De acordo com ele, os filiados que declararam apoio a candidatos de outras legendas serão formalmente notificados e terão prazo para apresentar defesa antes que qualquer decisão definitiva seja tomada pela Executiva Estadual.

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Segundo Ananias Filho, a direção estadual deverá reunir informações sobre a conduta dos prefeitos e instaurar procedimentos para analisar cada caso. Após essa etapa, os processos serão encaminhados a relatores, responsáveis por examinar as circunstâncias, avaliar os argumentos apresentados e ouvir as defesas dos envolvidos, seguindo as regras internas estabelecidas pela legenda.

Concluída a fase de análise, os relatores deverão elaborar pareceres e relatórios sobre os processos. A previsão informada pelo presidente estadual é de que uma decisão seja tomada em um período estimado entre 30 e 60 dias. Além da possibilidade de expulsão, os procedimentos poderão resultar na aplicação de outras medidas disciplinares, conforme a avaliação da executiva partidária.

Ao comentar o processo, Ananias Filho afirmou que a finalidade da apuração é examinar a conduta dos filiados antes da definição de qualquer punição.

Esse procedimento é para analisar a conduta deles e aí o relator faz o relatório. Eu, se fosse relator de algum caso, relatava pela expulsão”, declarou o dirigente, ao demonstrar sua posição pessoal sobre a eventual penalidade.

A crise também já provocou uma saída no interior do Estado. Em Campo Novo do Parecis, o prefeito Edilson Piaia decidiu deixar o Partido Liberal e formalizou o pedido de desfiliação da legenda. O episódio reforça o cenário de tensão provocado pelas divergências entre lideranças municipais e a estratégia eleitoral definida pela direção estadual do partido para a disputa pelo comando de Mato Grosso.

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Uma possível filiação de Flávia Moretti ao Republicanos encontra respaldo em declarações recentes do governador Otaviano Pivetta. O chefe do Executivo Estadual afirmou que prefeitos eventualmente expulsos de seus partidos em razão do apoio à sua candidatura serão recebidos pela legenda caso manifestem interesse em integrar o grupo político, ampliando as alternativas da prefeita em uma eventual saída do PL.

Acho que não há nenhum prefeito precisando de partido, mas os que quiserem serão bem-vindos. Eu vou convidar os bons prefeitos, as boas prefeitas”, declarou Pivetta.

Enquanto o PL conduz os procedimentos internos e a prefeita avalia as possibilidades de permanência ou mudança de legenda, o futuro partidário de Flávia Moretti permanece em aberto, com Podemos e Republicanos despontando, segundo a fonte ouvida, como os principais destinos em discussão.

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Política

Soberania jurisdicional improrroga transparência no Poder Legislativo Mato-grossense

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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) vivencia uma redefinição institucional decisiva sob a condução direta do seu presidente, o deputado estadual Max Russi (Podemos). O parlamentar recebeu uma “Intimação Judicial” formal no dia 3 de setembro de 2026 para reestruturar as pautas internas e viabilizar a nulidade da votação anterior referente ao projeto de recomposição salarial do Poder Judiciário. A medida exige que a Mesa Diretora da Casa de Leis organize o plenário para acolher novamente a deliberação dos representantes estaduais, garantindo a tramitação legal e transparente exigida pelo sistema democrático republicano.

O ato jurisdicional emanou do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT), sob a relatoria do desembargador Márcio Vidal, magistrado de acentuada trajetória na magistratura mato-grossense. A determinação judicial reverte a validade de deliberações anteriores e estabelece novos critérios mandatórios para o trâmite legislativo. Ao anular a votação pretérita e negar eficácia aos embargos apresentados pela Casa, o magistrado impôs o imediato cumprimento da ordem constitucional, delimitando a soberania da Carta Magna Estadual sobre arranjos regimentais internos.

A motivação do mandado judicial baseia-se no princípio republicano da publicidade e na inconstitucionalidade material do voto secreto em vetos governamentais. O Judiciário mato-grossense pacificou o entendimento de que os eleitores possuem o direito fundamental de acompanhar a orientação político-partidária dos seus representantes em matérias financeiras. A revogação do sigilo parlamentar busca assegurar a prestação de contas dos mandatários perante a sociedade civil, impedindo manobras sigilosas em pleitos econômicos urgentes.

A reavaliação parlamentar está oficialmente agendada para ocorrer na sessão ordinária do dia 9 de setembro de 2026, data limite de extrema relevância no calendário da Casa de Leis. A realização desse pleito antecede o início do recesso parlamentar decorrente do período eleitoral. Com isso, os parlamentares terão de deliberar em ambiente de elevada visibilidade pública e sob a tensão direta decorrente do escrutínio eleitoral, fator que intensifica as pressões sindicais e sociais sobre o resultado final.

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O ponto focal do embate Legislativo reside na proposta de reajuste salarial de 6,8% voltada aos servidores do Judiciário, originada de projeto aprovado e posteriormente vetado pela chefia do Poder Executivo. O então governador na época, Mauro Mendes Ferreira (UB) argumentou indisponibilidade orçamentária e risco de extrapolação dos limites fiscais estaduais para fundamentar a rejeição integral do benefício.

O veto governamental, agora sob iminente revisão, simboliza a tensão permanente entre a valorização funcional do funcionalismo público e a preservação do equilíbrio fiscal do erário.

Os desdobramentos operacionais ocorrem nas dependências da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O ambiente legislativo tornou-se o epicentro de intensas articulações entre lideranças partidárias e representantes da classe trabalhadora. As galerias e áreas comuns da Casa Legislativa têm registrado presença maciça de servidores do Poder Judiciário, transformando a sede do parlamento em um espaço de acompanhamento rigoroso e cobrança direta sobre a conduta de cada um dos integrantes do parlamento mato-grossense.

A modalidade fixada para o julgamento legislativo estabelece a realização de votação aberta e nominal, método no qual cada parlamentar é formalmente chamado para declarar sua posição. O procedimento elimina a blindagem do sigilo individual e expõe publicamente o voto proferido diante da sociedade e da imprensa regional.

Essa metodologia obriga os deputados a assumirem responsabilidade direta perante o funcionalismo e a base eleitoral, alterando significativamente o cenário das negociações internas que historicamente ocorriam sob o véu do voto secreto.

O impasse jurídico e institucional decorre do desfecho verificado na sessão ordinária de 3 de dezembro de 2025, ocasião em que o veto fora mantido pelo placar apertado de 12 votos favoráveis a 10 contrários. A expressiva maioria de votos em escrutínio fechado gerou indignação nos quadros funcionais, culminando no questionamento judicial da tramitação legislativa. A pequena margem de diferença entre os blocos contrários e favoráveis demonstra o grau de divisão da Assembleia Legislativa e antecipa um ambiente de acirramento na iminente reapreciação do texto.

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O agente motivador que buscou a tutela jurisdicional foi o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), entidade representativa que impetrou o mandado de segurança acatado pelo Tribunal de Justiça. O sindicato fundamentou a peça de contestação alegando que a votação secreta violava o direito líquido e certo à transparência administrativa.

A atuação da entidade demonstrou eficácia jurídica ao reverter o resultado político até então consolidado e forçar o Poder Legislativo a reabrir a apreciação do pleito salarial.

O impacto institucional desse caso assinala a prevalência da transparência nos atos do Poder Público mato-grossense, consolidando a eficácia imediata do acórdão que rejeitou o recurso da Assembleia Legislativa. Ao negar o efeito suspensivo aos embargos de declaração da Mesa Diretora, a decisão judicial ratifica que decisões inconstitucionais não podem gerar efeitos legítimos.

A reapreciação nominal do veto estabelece um relevante precedente no Direito Constitucional Estadual, delimitando que o sigilo deliberativo não pode servir como escudo para a mitigação de direitos do funcionalismo ou para o desrespeito aos princípios fundamentais da administração pública.

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