Destaques
TV Mais realiza debate eleitoral neste domingo, e promete ser “acalorado”
Um dos espaços-chave das campanhas eleitorais brasileiras são os debates eleitorais, realizados por diferentes meios de comunicação (emissoras de televisão, rádio ou veículos na internet). Ao lado do horário eleitoral, é uma das maiores vitrines de divulgação de propostas disponíveis em uma campanha.
Os debates eleitorais possuem muita relevância por vários motivos. Primeiramente, é importante destacar que eles se tornaram ainda mais importantes para as eleições de 2018.
Com campanhas mais curtas e menos gastos do que em 2014 ou 2012, os candidatos enfrentam dificuldades para divulgar suas candidaturas e propostas. Nesse contexto, os debates televisionados tornam-se uma oportunidade ímpar de exposição. Enquanto o bloco de propaganda eleitoral na TV e no rádio dura apenas 10 minutos neste ano, que por sua vez são divididos entre os candidatos, os debates podem levar horas. É tempo suficiente para discutir muitos assuntos e deixar uma boa impressão na mente do eleitor.
Mas o debate não é bom apenas para os candidatos. Por serem espaços de confronto de ideias, o eleitor tem uma grande oportunidade de comparar os posicionamentos dos candidatos e alcançar conclusões mais contundentes a respeito deles.
Além disso, o debate é o momento da campanha em que os candidatos estão mais expostos. Você pode conhecê-los de uma forma que não conseguiria pelas propagandas ou comícios. Nas propagandas, toda a atenção está voltada para o candidato e tudo já foi preparado para que ele transmita uma boa imagem. Já em um debate, essa atenção é dividida com os adversários. Nada está posto: o candidato pode sair muito bem, ou muito mal na foto. Melhor ou pior do que seus concorrentes. Tudo depende de sua capacidade.
Neste domingo, (16), os candidatos ao Governo de Mato Grosso estarão frente a frente em um debate que será promovido pela TV Mais (afiliada da TV Cultura) e com início às 20 horas. Com uma estrutura diferenciada, o encontro promete discussões inflamadas entre os postulantes ao comando do Estado.
Os cinco candidatos que disputam o Governo foram convidados. São eles: o governador José Pedro Taques (PSDB), que busca a reeleição; Mauro Mendes Ferreira (DEM), Wellington Antônio Fagundes (PR), Artur Nogueira (Rede), e Moisés Franz (PSOL).
Serão cinco blocos com perguntas entre os candidatos, todos eles com tema livre. A ordem foi determinada por sorteio. As regras do debate foram aprovadas pelas respectivas assessorias. A finalidade da estrutura adotada é de que as discussões fluam livremente entre os participantes, evitando assim o chamado “engessamento“.
Com transmissão ao vivo pelo Canal 17.1 e redes sociais, o encontro será mediado pela cientista política e socióloga Christiany Fonseca. O evento acontecerá no auditório da Federação do Comércio de Mato Grosso (FECOMÉRCIO), localizado na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, nº 3.501.
No primeiro bloco, haverá a apresentação prévia dos candidatos e iniciará a primeira rodada de perguntas. No último bloco, terá a mesma estrutura de perguntas, mais o tempo para que o candidato faça suas considerações finais e encerramento. O debate terá duração de até 2 horas e 50 minutos.
Ficou definido que cada candidato poderá levar 20 convidados. Durante o debate não será permitido manifestações por parte da plateia. Cada candidato terá direito ao acesso de um assessor durante os intervalos entre os blocos.
Em todos os blocos, os tempos de pergunta, de resposta, de réplica e de tréplica serão os mesmos. Os candidatos terão 1 minuto para elaboração da pergunta. O escolhido terá 2 minutos para a resposta. A réplica e a tréplica terão 45 segundos cada um.
Destaques
Poder Judiciário interfere em decisões de veto de ex-governador de Mato Grosso
A tensão entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário no estado de Mato Grosso atingiu um ponto de inflexão institucional marcante. A controvérsia central decorre da decisão do governador Mauro Mendes, que vetou integralmente o reajuste salarial de 6,8% concedido aos servidores públicos do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT). O veto fundamentou-se no risco de desequilíbrio fiscal e na potencial reação em cadeia de outras categorias do funcionalismo estadual por reajustes análogos.
O veto governamental incide diretamente sobre os vencimentos do funcionalismo público do Tribunal de Justiça mato-grossense, afetando centenas de analistas, técnicos e oficiais de justiça. O índice de 6,8% visava recompor perdas inflacionárias acumuladas pela categoria. Contudo, a recusa do Chefe do Executivo suspendeu a implementação imediata da recomposição, gerando forte insatisfação entre as carreiras jurídicas do Estado e provocando a judicialização célere do impasse normativo.
O conflito institucional atingiu seu ápice nas dependências do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e na sede da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT). A arena decisória transferiu-se do gabinete do governador para o plenário do Poder Legislativo, onde a apreciação da matéria tornou-se o centro das atenções políticas. A indefinição quanto à data de deliberação amplificou os desgastes entre as lideranças partidárias e os representantes do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário.
A controvérsia ganhou contornos judiciais no dia 8 de setembro de 2026, data em que a magistrada relatora proferiu a decisão liminar urgente. O ato jurisdicional impôs prazo exíguo para a inclusão do veto na pauta de votação da sessão ordinária subsequente, marcada expressamente para o dia 9 de setembro de 2026, às 13 horas. A determinação visou impedir a postergação da votação para outubro, período posterior ao primeiro turno do pleito eleitoral do respectivo ano.

A motivação central da intervenção governamental repousa no argumento do equilíbrio das contas públicas estaduais. O governador sustentou que a concessão isolada de reajuste aos quadros do Judiciário comprometeria a isonomia salarial e desencadearia forte pressão orçamentária por parte dos demais servidores estaduais. Por outro lado, a intervenção do Judiciário deu-se para assegurar a estrita observância do devido processo legislativo e da eficácia das ordens judiciais emitidas.
A ação judicial que culminou na ordem de votação foi impetrada pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso. A entidade sindical acionou o Tribunal de Justiça após a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa anunciar formalmente o adiamento da votação. A representação dos trabalhadores argumentou que o adiamento configurava procrastinação indevida e violação manifesta do cronograma constitucional preestabelecido para apreciação de vetos.
A decisão contrária ao adiamento foi proferida pela desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, atuando em substituição legal no Tribunal de Justiça. A magistrada adotou postura firme ao rejeitar os argumentos apresentados pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi. A relatora reafirmou a supremacia das determinações judiciais sobre a conveniência política do Poder Legislativo, destacando o caráter imperativo do cumprimento das ordens exaradas pelo Poder Judiciário.

O mandado judicial impôs o cumprimento imediato da inclusão da pauta sob pena de aplicação de multa diária e pessoal no valor de R$ 50 mil ao presidente da Assembleia Legislativa. A magistrada estabeleceu que a sessão agendada para o dia 9 de setembro seria o momento compulsório para a deliberação. A sanção pecuniária severa visou garantir a efetividade da jurisdição e coibir qualquer tentativa de descumprimento fundamentada na ausência prévia da matéria na ordem do dia.
A desembargadora ressaltou que a determinação judicial limita-se à imposição de rito processual formal, preservando intacta a soberania do voto dos parlamentares. A magistrada explicitou que o Poder Judiciário não interfere no mérito da escolha legislativa, cabendo aos deputados a decisão final sobre a manutenção ou derrubada do veto. A ordem buscou tão somente assegurar que a votação ocorresse na forma e no tempo previstos na legislação constitucional vigente no Estado.
O desdobramento do caso reforça a vigência da harmonia e independência entre os Poderes, impedindo que prerrogativas regimentais fiquem sujeitas à conveniência política momentânea. A decisão assegura a efetividade do processo legislativo estadual e estabelece um precedente rigoroso sobre a obrigatoriedade do cumprimento imediato de ordens judiciais. O cenário coloca o plenário da Assembleia Legislativa Mato-grossense diante da obrigação regimental de apreciar o veto sem brechas para novos adiamentos.
-
Artigos7 dias atrásEndometriose na gestação: consenso orienta manejo obstétrico
-
Política7 dias atrásNa política de Mato Grosso: momentos de instabilidade e cruzamento de apoios
-
Artigos6 dias atrásQuando despertaremos?
-
Artigos7 dias atrásUniversidade Federal do Esporte, um importante avanço para o desenvolvimento esportivo brasileiro
-
Artigos5 dias atrásO desemprego é de 5,3%. Antes de comemorar, calma lá.
-
Política6 dias atrásEntre Podemos e Republicanos, Flávia Moretti avalia futuro partidário após crise no PL
-
Política4 dias atrásPalácio Paiaguás 2026: estatísticas encantam na largada, mas raramente sobrevivem
-
Artigos5 dias atrásTrânsito mata mais do que muita guerra e o Brasil ainda chama isso de acidente





Você precisa estar logado para postar um comentário Login