A INFLUÊNCIA POLÍTICA DOS PREFEITOS
Wellton! Até que ponto um prefeito consegue transferir votos para candidato ao Palácio Paiaguás?
E o “Guri Refestelado da Guarita”, vem surgindo ali com sua bicicleta Monark Barra Forte chorando, e pelo visto deve ter alguma coisa com a sua bike, Ops!! Não é não, ele está triste com a perda da liderança do Campeonato Brasileiro, restando agora só a Libertadores logo mais.
Assim, parece o cenário político no nosso “QUERIDO”, “LINDO” e “MARAVILHOSO” Estadão de Mato Grosso, pois os dirigentes partidários estão indignados com a perda de alinhados na reta final de campanha.
Segundo os cabeças pensantes do núcleo duro do Boteco da Alameda, os prefeitos do meu ESTADÃO, estão colocando as “mangas de fora” e sem rodeio, fazendo movimentos de articulações políticas para as eleições estaduais em 4 de outubro de 2026.
É bom que os internautas, amigos e leitores do Blog do Valdemir, observe que a capilaridade municipal tem especial importância em uma eleição estadual porque a campanha precisa alcançar localidades com realidades políticas, econômicas e sociais distintas.
Prefeitos e lideranças municipais podem atuar como intermediários entre a estrutura estadual de campanha e os eleitores de seus respectivos municípios.
Engraçado, a relevância atribuída aos prefeitos é só agora?
Os senhores dirigentes partidários, subestimaram a influência política dos gestores municipais.
Na pré-campanha, parece que não entenderam que prefeito tem voto. Tem liderança e sabe quem está presente no município. Não é à toa que tantos prefeitos não querem subir no palanque com ele, o “Lanterna Verde”, o “Homem da Camisa Verde”, o candidato pelo Partido Liberal (PL), Wellton Fagundes.
Segue o fluxo!
Força política dos prefeitos
A presença de 130 prefeitos apoiando a reeleição do Republicanos, o governador Otaviano Pivetta, reforça uma estratégia que já vinha sendo construída por aliados do ex-governador e candidatíssimo ao Senado Federal, o unista Mauro Mendes em 2026: ampliar e organizar o apoio municipal em torno da candidatura à reeleição de Pivetta.

No início do ano, o Blog do Valdemir, já tinha registrado o apoio de gestores para o atual governador mato-grossense. Posteriormente outros prefeitos fizeram o mesmo movimento.
E só para registro: sabia que a preocupação dos gestores era uma só:
“E se eu for com o governador e ele não for reeleito? Eu me lasco em 2028, quando serei candidato a reeleição“.
Disse o prefeito de uma cidade do Médio Norte do meu “QUERIDO”, “LINDO” e “MARAVILHOSO” Estadão de Mato Grosso, em busca de recursos para o seu município e preocupado com o futuro político, tentava descobrir com os frequentadores do Boteco da Alameda quem venceria a eleição para governador em 2026.
O Boteco da Alameda não se absteve em dar a opinião com base em Pesquisa Qualitativa.
Governador bem avaliado
Prefeitos importam nas eleições para governador. Mas não cometa o erro de contar apenas quantos prefeitos apoiam a reeleição do governador Otaviano Pivetta e quantos estão ao lado de Wellton Fagundes (PL), Natasha Slhessarenko (PSB, e Rafael Milas (Missão).
A lógica da disputa estadual, assim como ocorre nas eleições para prefeitos e presidente da República é relativamente simples: GOVERNADORES BEM AVALIADO TENDEM A SER REELEITO.
Se liga: existem também duas variáveis importantes.
A primeira é o sentimento da continuidade. Quando o eleitor percebe que o governante está trabalhando e entregando resultados, reduz-se a disposição para promover uma mudança.
A segunda é o que chama de “consentimento do tempo”. Em muitos casos, o eleitor considera que o governador ainda tem mais quatro anos para fazer mais, concluindo obras, implementando projetos e entregando resultados.
Pega a visão: em um cenário marcado pelo sentimento de continuidade, o discurso da mudança tende a encontrar maiores obstáculos para prosperar.

Pesquisa influência
As pesquisas de intenção de voto influenciam diretamente o comportamento dos prefeitos. Quando o governador lidera as pesquisas, dificilmente os prefeitos abandonam sua base de apoio. Quando deixa de liderar alguns se afastam, mas muitos permanecem ao seu lado, beneficiando-se da relação institucional com o governo estadual.
Por outro lado, quando ocorre uma virada nas pesquisas e o governador passa a liderar a disputa, a tendência é que os prefeitos reforcem sua apresentação.
E aqueles que haviam se afastado por acreditar na derrota do governador costuma procurar o caminho de volta. Essa dinâmica se repete em praticamente todos os estados brasileiros.
Por isso, a lógica é simples: prefeitos tendem a apoiar governadores que demonstrem competitividade eleitoral porque sabem que, em 2028 precisarão de força política desses governadores para buscar a própria reeleição.
Desenho
Nesse desenho, a atuação municipal ocupa posição estratégica porque os prefeitos mantêm contato cotidiano com demandas relacionadas a Infraestrutura, Saúde, Educação, Serviços Públicos e outras áreas de cooperação entre os entes públicos.
Na campanha eleitoral, a presença dos gestores permite a campanha ampliar sua capacidade de organização fora de Cuiabá, utilizando lideranças locais para sustentar ações de mobilização nos municípios e nos diferentes territórios da Terra de Rondon.

O Boteco vai falar
– Pivetta entra na campanha eleitoral com uma ampla rede de apoio entre prefeitos para disputar a reeleição ao Palácio Paiaguás, difícil de ser igualada pelos adversários.
– Wellton, tenta enfrentar essa vantagem de Pivetta, com a estrutura do PL e o eleitorado bolsonarista.
– Natasha Slhessarenko procura substituir parte da ausência de prefeitos por comunicação digital e voto diretamente conquistado junto ao eleitor.
– Rafael Milas, disputa espaço com estrutura partidária e financeira significativamente menor.
Resumindo: a urna vai medir o peso dos prefeitos. O cruzamento mais relevante não será simplesmente contar prefeitos. Será comparar município por município, quem o prefeito apoiou e quem venceu naquela cidade.
Se Pivetta obtiver desempenho muito superior nos municípios administrados por aliados, haverá um indicador de transferência eleitoral.
Se Wellton Fagundes, vence parte expressiva dessas cidades apesar do apoio dos prefeitos ao governador, ficarão demonstrado que a influência municipal possuí limites.
E para finalizar: até que ponto prefeito consegue transferir votos para seu candidato ao governo?
Política
Palanque de Wellington Fagundes “AVERMELHOU”
A articulação política com vistas ao pleito de 2026 no Estado de Mato Grosso deflagrou uma profunda reorganização nas bases partidárias locais, unindo lideranças historicamente opostas em um mesmo palanque. O movimento central orbita em torno da pré-candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo do Estado, cuja base de sustentação passou a abrigar, direta e indiretamente, figuras proeminentes do cenário político estadual e nacional. Entre os articulações de destaque, constam o apoio do senador Jayme Campos (UB) e a aproximação tática do senador Carlos Fávaro (PSD), e aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), consolidando um arranjo político caracterizado pela pluralidade ideológica.
O epicentro do rearranjo partidário consolidou-se após o senador Jayme Campos romper estrategicamente com o grupo político de Mauro Mendes (UB). A cisão ocorreu após o parlamentar ser preterido por sua própria agremiação na disputa pela indicação ao governo estadual. Diante do impasse interno, a liderança de Várzea Grande declarou apoio formal à postulação de Wellington Fagundes, assumindo o papel de ponte interlocutora para atrair o grupo político de Carlos Fávaro para a mesma esfera de convergência eleitoral, alterando o equilíbrio das forças políticas regionais.
A reaproximação entre os grupos políticos ocorreu no âmbito do território mato-grossense, desdobrando-se em reuniões partidárias, articulações de bastidores e atos públicos nos principais colégios eleitorais do estado, com especial relevância para Cuiabá e Várzea Grande. O alinhamento progressivo ganhou visibilidade pública a partir das movimentações conjuntas e das declarações de lideranças estratégicas durante encontros institucionais de correligionários, definindo a geografia eleitoral que delimita os palanques das próximas eleições estaduais.
As motivações subjacentes a essa engenharia política fundamentam-se na busca por hegemonia eleitoral e na neutralização de adversários comuns dentro do próprio espectro partidário. A preservação da candidatura de Carlos Fávaro à reeleição pelo Senado, ainda que realizada de forma discreta por setores da coligação, visa enfraquecer concorrentes diretos, como o deputado federal José Medeiros (PL) e o próprio Mauro Mendes (UB), candidato a uma das vagas ao Senado Federal.
Paralelamente, a deputada estadual Janaína Riva (MDB) também busca consolidar sua viabilidade ao Senado Federal construindo pontes transversais que transcendem as barreiras ideológicas tradicionais.
O desenrolar decisivo dessa convergência manifestou-se quando a deputada Janaína Riva declarou publicamente a intenção de compor uma chapa dobrada com o senador Carlos Fávaro rumo ao Congresso Nacional. A confirmação do alinhamento ocorreu durante uma reunião partidária promovida pelo deputado federal Emanuelzinho Pinheiro (PSD), vice-líder do governo federal na Câmara dos Deputados.
O respaldo público manifestado por Janaína Riva aos dois quadros do PSD formalizou a intersecção pragmática entre o MDB e setores alinhados à administração federal, expondo a complexidade das alianças regionais.
A reação do Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), expôs as fraturas internas provocadas pela composição heterogênea do palanque oposicionista. Por meio de manifestações públicas e redes sociais, o gestor municipal criticou enfaticamente a aliança do Partido Liberal (PL) com o MDB, argumentando que a proximidade com nomes ligados ao governo federal descaracteriza o projeto político da direita conservadora no estado.
Brunini reiterou que a presença de quadros governistas e o apoio explícito a vice-líderes do Executivo Nacional configuram uma contradição ideológica perante o eleitorado conservador mato-grossense.
As engrenagens dessa complexa aliança eleitoral funcionam por meio de concessões mútuas e composições proporcionais que visam maximizar o tempo de propaganda rádio e televisiva, além de capilaridade regional. Enquanto a candidatura majoritária ao governo busca unificar o eleitorado sob uma bandeira de oposição à atual gestão estadual, as candidaturas ao Senado operam de forma autônoma para captar votos em nichos diversos. Essa dinâmica permite coexistir, no mesmo espaço político, projetos de poder que divergem substancialmente quanto às diretrizes econômicas e sociais no plano federal.
E aí está a ironia do roteiro.
Wellington Fagundes, o “Lanterna Verde”, o “Homem da Camisa Verde”, também identificado por setores da direita como “Senador Melancia”, “Verde por fora e vermelho por dentro“, terá que administrar um palanque no qual o “VERMELHO“ já não parece estar escondido debaixo do palanque.
As consequências imediatas do arranjo refletem-se no tensionamento das instâncias partidárias locais e no silêncio seletivo do comando estadual do PL diante das composições regionais.
Enquanto a presidente estadual do partido, Ananias Filho, direciona severas críticas aos prefeitos liberais que declararam apoio à pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), constata-se a ausência de penalizações ou manifestações oficiais a respeito da presença de lideranças alinhadas ao governo federal na base de Wellington Fagundes, sinalizando uma tolerância tática em prol da viabilidade eleitoral.
O cenário consolidado projeta desafios complexos para a gestão da imagem pública de Wellington Fagundes junto à sua base eleitoral de origem. Historicamente associado ao centro pragmático, o parlamentar enfrenta questionamentos de setores ortodoxos da direita, que utilizam a presença de elementos progressistas na coligação para contestar sua coerência doutrinária.
A necessidade de administrar um palanque de composição ideológica mista exigirá do candidato um contínuo exercício de equilíbrio político para reter o eleitorado conservador sem repelir os apoios estratégicos vindos do centro e da centro-esquerda.
Por fim, o panorama atual evidencia que o pragmatismo político em Mato Grosso sobrepôs-se às polarizações nacionais, redefinindo os contornos da disputa de 2026. A aliança que reúne sob o mesmo teto político o PL, o MDB, o PSD e alas do União Brasil (UB) demonstra que a busca pelo “Poder Estadual” suplantou divisões partidárias rígidas.
O sucesso dessa empreitada dependerá da capacidade dos articuladores em convencer o eleitorado de que a heterogeneidade da coligação representa amplitude governamental, e não incoerência ideológica, na construção do futuro político do estado.
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