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Governo quer discutir congelamento salarial e repasses de duodécimo com os Poderes

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Tudo indica que vai ser em clima de harmonia a reunião que o governador Pedro Taques (PSDB) pretende fazer com os chefes dos Poderes do Estado de Mato Grosso nos próximos dias para discutir o pagamento do duodécimo e as leis que serão encaminhadas a Assembleia Legislativa para a aprovação referente ao "Teto de Gastos" .

Nessa reunião harmônica, o governador vai estar reunido com Mauro Curvo, que é Procurador Geral de Justiça, com o Conselheiro Antônio Joaquim, presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Eduardo Botelho (PSB), e o desembargador Rui Ramos, presidente do Tribunal de Justiça (TJ/MT).

Pedro Taques fez uma avaliação durante inauguração da Central de Regulação do Sistema Único de Saúde (SUS) e que o “ambiente de harmonia já esta decretado, e nos vamos tratar do dinheiro que não pertence ao governador, mas ao povo de Mato Grosso, eu quero conversar com os chefes dos Poderes pata tratarem de assuntos importantes como repasse do duodécimo que esta atrasado, e também tratar com eles sobre o teto de gastos que devera atingir as esferas do Executivo, Legislativo e também o Judiciário”.

O governador chegou a ser questionado se ele é favorável do congelamento salarial dos Poderes por 10 anos, assim como os repasses para que seja feito a contenção de despesas das instituições, mas não quis polemizar o assunto, e disse que “hoje nos vivermos em uma democracia e os Poderes são independentes”.

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Segundo o presidente da Assembleia Legislativa de Mato grosso, deputado estadual Eduardo Botelho (PSB), cobrou do Executivo um posicionamento sobre os atrasos que o governo ate o momento ainda não conseguiu fazer o repasse do duodécimo de R$ R$ 22 milhões para a Assembleia Legislativa.

O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que deveria ser cumprido a risca pelo Executivo que previa o pagamento dos débitos relativos ao duodécimo em novembro de 2016. O montante a ser pago corresponde a aproximadamente R$ 270 milhões ainda não foi realizado.

E conforme o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, o Legislativo sabe de todas as dificuldades econômicas que o Executivo vem passando, mas que os Podres também tem seus compromissos, e necessitam de recursos para saldarem as suas dividas e as despesas.

A Assembleia Legislativa não tem como abrir mão dessa dívida que o governo tem com a Assembleia, nós sabemos dos problemas e ate entendemos a situação do governador Pedro Taques, mas esse débito precisa ser quitado”, disse o presidente do Legislativo Eduardo Botelho.

O Governador Pedro Taques já disse ainda que não tem intenção de encaminhar nenhum projeto sobre o "Teto de Gastos" para a Assembleia Legislativa antes do dia 10 de abril.

Toda essa discussão de repasses dos Poderes começou em 2016, quando aconteceu o atraso do duodécimo pela primeira vez, e também surgiram os primeiros problemas financeiros do Governo do Estado que não conseguiu honrar seus compromissos motivados pelos problemas de fluxo no caixa.

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Pedro Taques disse também que estará nesta quarta feira em Brasília, com uma agenda para se discutir sobre o futuro do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no estado, taques chegou de receber um sinal verde do presidente da Republica Michel Temer (PMDB) para que seja retomada as obras do VLT ainda este ano, mas precisamente no primeiro semestre de 2017.

O governador mato-grossense disse que esteve reunido com toda a sua equipe econômica, o Secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Cesar Zamar Taques, secretário de Fazenda de Mato Grosso, Gustavo de Oliveira e o secretário de Estado de Planejamento de Mato Grosso, Guilherme Müller para tratar do assunto que devera acontecer esta semana com os Poderes em uma reunião.

Pedro Taques chegou ate de dizer que o estado teve um acréscimo em sua receita, nos meses de janeiro e fevereiro de 2017, mas que já no mês de março, o resultado foi bem abaixo do esperado, a receita voltou a cair, preocupando toda a equipe econômica do governo.

Nossa receita teve um crescimento nos dois primeiros meses, tivemos uma diminuição do crescimento da receita nos primeiros dias do mês de março, mesmo assim nós estamos otimistas que a arrecadação vai manter o seu viés de aumento, de subida, estamos trabalhando para que isso ocorra com ações de maior fiscalização". Afirmou o governador mato-grossense Pedro Taques.

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Poder Judiciário interfere em decisões de veto de ex-governador de Mato Grosso

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A tensão entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário no estado de Mato Grosso atingiu um ponto de inflexão institucional marcante. A controvérsia central decorre da decisão do governador Mauro Mendes, que vetou integralmente o reajuste salarial de 6,8% concedido aos servidores públicos do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT). O veto fundamentou-se no risco de desequilíbrio fiscal e na potencial reação em cadeia de outras categorias do funcionalismo estadual por reajustes análogos.

O veto governamental incide diretamente sobre os vencimentos do funcionalismo público do Tribunal de Justiça mato-grossense, afetando centenas de analistas, técnicos e oficiais de justiça. O índice de 6,8% visava recompor perdas inflacionárias acumuladas pela categoria. Contudo, a recusa do Chefe do Executivo suspendeu a implementação imediata da recomposição, gerando forte insatisfação entre as carreiras jurídicas do Estado e provocando a judicialização célere do impasse normativo.

O conflito institucional atingiu seu ápice nas dependências do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e na sede da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT). A arena decisória transferiu-se do gabinete do governador para o plenário do Poder Legislativo, onde a apreciação da matéria tornou-se o centro das atenções políticas. A indefinição quanto à data de deliberação amplificou os desgastes entre as lideranças partidárias e os representantes do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário.

A controvérsia ganhou contornos judiciais no dia 8 de setembro de 2026, data em que a magistrada relatora proferiu a decisão liminar urgente. O ato jurisdicional impôs prazo exíguo para a inclusão do veto na pauta de votação da sessão ordinária subsequente, marcada expressamente para o dia 9 de setembro de 2026, às 13 horas. A determinação visou impedir a postergação da votação para outubro, período posterior ao primeiro turno do pleito eleitoral do respectivo ano.

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A motivação central da intervenção governamental repousa no argumento do equilíbrio das contas públicas estaduais. O governador sustentou que a concessão isolada de reajuste aos quadros do Judiciário comprometeria a isonomia salarial e desencadearia forte pressão orçamentária por parte dos demais servidores estaduais. Por outro lado, a intervenção do Judiciário deu-se para assegurar a estrita observância do devido processo legislativo e da eficácia das ordens judiciais emitidas.

A ação judicial que culminou na ordem de votação foi impetrada pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso. A entidade sindical acionou o Tribunal de Justiça após a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa anunciar formalmente o adiamento da votação. A representação dos trabalhadores argumentou que o adiamento configurava procrastinação indevida e violação manifesta do cronograma constitucional preestabelecido para apreciação de vetos.

A decisão contrária ao adiamento foi proferida pela desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, atuando em substituição legal no Tribunal de Justiça. A magistrada adotou postura firme ao rejeitar os argumentos apresentados pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi. A relatora reafirmou a supremacia das determinações judiciais sobre a conveniência política do Poder Legislativo, destacando o caráter imperativo do cumprimento das ordens exaradas pelo Poder Judiciário.

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O mandado judicial impôs o cumprimento imediato da inclusão da pauta sob pena de aplicação de multa diária e pessoal no valor de R$ 50 mil ao presidente da Assembleia Legislativa. A magistrada estabeleceu que a sessão agendada para o dia 9 de setembro seria o momento compulsório para a deliberação. A sanção pecuniária severa visou garantir a efetividade da jurisdição e coibir qualquer tentativa de descumprimento fundamentada na ausência prévia da matéria na ordem do dia.

A desembargadora ressaltou que a determinação judicial limita-se à imposição de rito processual formal, preservando intacta a soberania do voto dos parlamentares. A magistrada explicitou que o Poder Judiciário não interfere no mérito da escolha legislativa, cabendo aos deputados a decisão final sobre a manutenção ou derrubada do veto. A ordem buscou tão somente assegurar que a votação ocorresse na forma e no tempo previstos na legislação constitucional vigente no Estado.

O desdobramento do caso reforça a vigência da harmonia e independência entre os Poderes, impedindo que prerrogativas regimentais fiquem sujeitas à conveniência política momentânea. A decisão assegura a efetividade do processo legislativo estadual e estabelece um precedente rigoroso sobre a obrigatoriedade do cumprimento imediato de ordens judiciais. O cenário coloca o plenário da Assembleia Legislativa Mato-grossense diante da obrigação regimental de apreciar o veto sem brechas para novos adiamentos.

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