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Maggi diz que impeachment não é golpe e prevê que processo seja concluído em até quatro meses

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Em discurso na tribuna do Senado, nesta segunda-feira (28), o senador Blairo Maggi (PR) disse que não há nenhum golpe no julgamento de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) em tramitação na Câmara dos Deputados. Para o senador mato-grossense, o impeachment é apenas "um processo político que vai ter o seu final em no máximo, três ou quatro meses".

blairo maggi senado300Maggi entende que há uma ansiedade muito grande em torno do processo, tanto por parte dos que defendem o Governo quanto dos que são contra, mas pediu calma à população brasileira. "É até difícil pedir isto, mas precisamos ter um pouco de calma para tomarmos essas decisões", ponderou.

Blairo Maggi pediu ao Governo e aos que defendem a presidente Dilma, para "não criarem ainda mais conflito no País neste momento, propagando que o processo é um golpe". 

Ele entende que isso só piora a situação econômica do Brasil e agrava ainda mais a crise. Na opinião do senador, golpe foi o que ocorreu na reeleição da presidente em 2014.  "A presidente veio para a reeleição com uma proposta de dar continuidade às coisas que estavam andando, mostrando para uma direção e, ao ganhar as eleições, mudou totalmente o rumo e reconheceu que a situação não era uma situação tranquila.", criticou.

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Maggi diz que o Governo perdeu a credibilidade diante de tantas mentiras. "Entendo que a credibilidade de alguém, a palavra empenhada, a palavra de um presidente, de um governador, de um prefeito, quando tem a aquiescência da sua população, tem crédito, diz um rumo e todos vão trabalhar para aquele rumo, haja vista o que tem acontecido no Governo da Argentina, por exemplo, um país que está em condições econômicas muito piores do que o Brasil".

Em aparte, o senador José Medeiros lembrou que, quando governador, Blairo Maggi conseguiu o apoio da população para implantar o projeto das Parcerias Público Privada (PPPs) na recuperação das estradas do Mato Grosso. "O Governo não tinha todo o dinheiro, até que propôs aquele projeto, e você via as pessoas tirando do bolso, com alegria. Então, quando o Governo tem credibilidade, a população vai junto".

O senador Blairo Maggi não acredita que a presidente Dilma Rousseff tenha condições de tirar o País da crise em que se encontra. "É preciso haver alguém que faça isso", para Blairo, a oportunidade que o Brasil tem agora deve ser amplamente debatida pelo Congresso e pela sociedade.

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Maggi revelou que os parlamentares estão sendo cobrados pela sociedade para que assumam uma posição em relação ao impeachment. "Em Mato Grosso, na cidade de Cuiabá, temos visto que aqueles que não apoiam o impeachment já estão sendo cobrados em outdoors, de forma clara e explícita. Imagino que isso também deva estar acontecendo em outras capitais, em outras cidades do Brasil".

O senador, no entanto, defendeu que as coisas precisam ser resolvidas sem muita pressa. "Não há como abreviarmos processos, não há como não darmos tempo a quem quer que seja para suas defesas. Caso contrário, a pressa, a passagem de uma etapa para a outra e a não observância de uma etapa farão com que todo o processo tenha de voltar e ser reiniciado. Portanto, o que é justo, democrático e republicano deve ser observado".

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Cidades assumem encargos da União e dos Estados diante da “asfixia fiscal” do Pacto Federativo

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O crescimento de 66% nos gastos dos municípios brasileiros com segurança pública, na última década, consolidou uma transformação estrutural no financiamento da ordem urbana. A elevação orçamentária transferiu às administrações locais encargos financeiros tradicionalmente atribuídos às esferas federal e estadual, subvertendo a lógica de investimentos públicos no país.

Impacto nas Finanças Públicas: É associado à estagnação econômica, visto que altos encargos impedem o crescimento salarial real e sobrecarregam a classe média. Em esferas municipais, a falta de repasses justos de impostos (como o ICMS) também é tratada como uma forma de estrangulamento financeiro das gestões locais.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM), sob a liderança de Paulo Ziulkoski, mapeou essa mutação fiscal por meio de um robusto estudo técnico. O diagnóstico aponta que os prefeitos e as guardas municipais converteram-se nos principais executores de uma política de contenção da violência que deveria contar com amparo dos governos estaduais e federais.

O levantamento abrange o interregno entre os anos de 2016 e 2025, período no qual o dispêndio das prefeituras saltou de R$ 7,5 bilhões para R$ 12,4 bilhões anuais. Essa evolução cronológica, que adicionou R$ 5 bilhões à fatia municipal, coincide com o agravamento das crises macroeconômicas brasileiras e com a necessidade de respostas imediatas nas cidades.

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Este panorama nacional, que afeta a capilaridade de todo o território brasileiro, ganhará os holofotes do debate político institucional em Brasília durante a XXVII Marcha em Defesa dos Municípios. O evento congregará governantes locais e pré-candidatos à Presidência da República para discutir as graves assimetrias no direcionamento das verbas federais.

A materialização desse fenômeno ocorreu por meio do fortalecimento das guardas municipais, do investimento em videomonitoramento e da atuação em desastres ambientais. Dados do IBGE indicam que 1.322 municipalidades instituíram corporações próprias, registrando uma expansão de 33% na estrutura operacional, impulsionada pela necessidade de proteção ao cidadão.

As razões dessa escalada residem no enfraquecimento crônico da efetividade das diretrizes de segurança da União e dos Estados, vácuo preenchido compulsoriamente pelos prefeitos. Por estarem em contato direto com as demandas do tecido social, os governos locais absorvem pressões comunitárias e assumem papéis que extrapolam suas competências constitucionais.

A intensidade financeira da distorção revela que a alta orçamentária das prefeituras superou em quatro vezes e meia o avanço da União (12%) e triplicou o índice dos Estados (25%). Do montante de R$ 170 bilhões aplicados no setor em 2025, os municípios arcaram com R$ 12,4 bilhões, enquanto a União executou R$ 14,7 bilhões e os Estados, R$ 143,3 bilhões.

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Os recursos injetados visam garantir a preservação do patrimônio e salvaguardar a integridade civil por meio de frentes específicas de atuação preventiva. O policiamento comunitário liderou os aportes com um acréscimo de R$ 2,4 bilhões, ao passo que as ações de defesa civil receberam incremento de R$ 400 milhões para mitigar o impacto de catástrofes climáticas.

A consequência imediata dessa reconfiguração manifesta-se na severa sobrecarga das finanças locais e no desequilíbrio fiscal do pacto federativo, exaurindo receitas preciosas. O esgotamento do caixa compromete a capacidade de investimento próprio das prefeituras em áreas sociais essenciais, uma vez que os municípios financiam estruturas sem a devida contrapartida.

Para o futuro imediato, o cenário gera alerta institucional face à tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2025, medida que oficializa as polícias municipais. A matéria causa profunda apreensão por não estipular fontes permanentes de financiamento para as prefeituras, o que exige articulação parlamentar urgente para evitar o colapso fiscal.

Relatório do Estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Clique aqui.

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