FRATURA EXPOSTA EM MATO GROSSO
A insurgência de Jayme Campos contra o núcleo governista redesenha os tabuleiros e as estratégias sucessórias para 2026
Em veto categórico a composições com a ala do Republicanos, Otaviano Pivetta, e críticas ácidas à centralização de Mauro Mendes, líder histórico do União Brasil (UB) em Mato Grosso, precipita a corrida pelo Palácio Paiaguás e exige a convocação imediata de pré-convenção partidária.
O rompimento definitivo com as estruturas governistas vigentes em Mato Grosso consolidou-se mediante a recusa categórica do senador Jayme Campos (UB) em aceitar qualquer modalidade de composição com o grupo político do atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos), inviabilizando arranjos tradicionais de bastidores que visavam à manutenção da atual arquitetura de poder estadual.
O veterano parlamentar e ex-governador e hoje ainda Senador da Republica, desponta como o protagonista central desse rearranjo de forças, contrapondo-se frontalmente às pretensões de Otaviano Pivetta (Republicanos), que lidera os movimentos pela unificação governista e externando uma dissidência pública irreconciliável em relação à condução política exercida pelo ex-governador Mauro Mendes (UB).
Esta deflagração antecipada do processo sucessório ocorre em um momento de acentuada ebulição institucional, cujos desdobramentos práticos deverão culminar nas eleições majoritárias de 2026, embora a exigência de uma definição interna imediata tenha sido estipulada pelo próprio Senador mato-grossense para o mês de junho do ano em curso, acelerando o cronograma tradicional das legendas.

O Palácio Paiaguás, sede oficial do Poder Executivo mato-grossense, converteu-se no epicentro geográfico e simbólico dessa disputa de alta intensidade, projetando os impactos desse tensionamento partidário desde os redutos eleitorais tradicionais do interior do Estado até as principais instâncias deliberativas sediadas na capital, Cuiabá.
A operacionalização dessa ofensiva política processa-se por meio de articulações diretas e capilarizadas promovidas pelo senador junto à ampla maioria dos delegados partidários do União Brasil. A estratégia desenhada para esvaziar decisões de cúpula e viabilizar, de forma democrática e soberana, sua candidatura ao comando do Executivo mato-grossense.
As razões determinantes dessa cisão repousam na crítica severa ao isolamento decisório praticado pelo núcleo que atualmente comanda o governo, acusado pelo parlamentar de ter promovido um distanciamento deliberado das lideranças históricas do Estado e de ter negligenciado o devido respeito e a consideração institucional devidos aos aliados que sustentaram a base governista.
O propósito manifesto dessa dissidência reside na imposição de uma candidatura própria e legítima do União Brasil, iniciativa que visa a extirpar a prática de deliberações impositivas, comumente designadas como decisões empurradas goela abaixo, e assegurar que a vontade das bases partidárias prevaleça sobre os interesses oligárquicos centralizadores.

A sustentação prática desse projeto político ancora-se no engajamento ativo de milhares de cidadãos e eleitores já mobilizados, além do respaldo majoritário obtido entre os quadros técnicos e políticos que compõem o colégio de delegados da sigla, estruturando uma sólida base de apoio popular e partidária para o enfrentamento que se avizinha.
O embate desenvolve-se sob condições de absoluta intransigência estratégica, visto que o senador descartou de maneira irrevogável a hipótese de concorrer à reeleição ao Senado ou de pleitear qualquer outro cargo subalterno, asseverando que a manutenção de sua pré-candidatura ao governo estadual será levada às últimas consequências legais e estatutárias.
Diante desse cenário de conflagração iminente, os desdobramentos imediatos desafiam a Casa Civil de Mato Grosso, cujo secretário-chefe, Mauro Carvalho, buscou tardiamente intensificar os diálogos institucionais para tentar salvar a aliança vitoriosa dos pleitos de 2018 e 2022, esbarrando, contudo, na inflexibilidade de um projeto que já transcendeu as possibilidades de recuo.
Política
Tempestade perfeita: PL em Mato Grosso vê aliados virarem passivo político
Caros amigos e amados leitores do Blog do Valdemir e frequentadores do Boteco da Alameda, hoje, friozinho desta terça-feira (19), o papo que rola é a convocação da Seleção Brasileira de Futebol para a Copa do Mundo de 2026. E aí você gostou?
Lá vem o “Guri refestelado da Guarita“, todo sorridente com a convocação de Neymar Júnior, seu parça na sua infância em Vadjú (o Neymar pai jogou em 1977 no Operário de Várzea Grande).
Tá bom pequeno gafanhoto, os internautas quer saber outra convocação: Sim! A convocação da política na Terra de Rondon que se parece mais com uma “Copa do Mundo”.
Então pega aí: as equipes, ou melhor, os partidos pelo que tudo indica, já estão também convocados.
Vamos a lista do Boteco da Alameda:
“Janeguenze”, assumindo a ponta, depois vem o “salveru” (espécie de peixe, utilizado como isca, para pegar os peixes grandes), após o “rapa canoa”, ainda tem o “bananinha” e quem era dúvida, mas que aos poucos está se firmando no jogo para alcançar cadeira cobiçada da “Casa Grande”, o fidalgo de “Jaciara”.
Surpreso com a convocação! Não deveria, pois como anda o cenário político na Terra de Rondon, toda dúvida se torna certeza!
Segue o fluxo!
Venhamos e convenhamos, os últimos dias fizeram um estrago na política e, enquanto, muitos estão analisando o que está por vir, outros estão livres, leves e soltos, jogando conforme manda o figurino, pois bem, uma dessas pessoas é o atual Prefeito de Cuiabá.
Abilinho cadê você? É verdade que o bairro mais perigoso de Cuiabá é o Centro Político-Administrativo?
Abilinho…, os cabeças pensantes do núcleo duro do Boteco da Alameda, querem saber se o alerta pode ser tratado como “o monstro despertou”, e começa a se delinear uma espécie de Lava Jato. Elementos que marcara o ciclo 2014-2018?
Segue o fluxo!
Continuamos a passear pela direita mato-grossense que entrou oficialmente em ebulição. E agora, o que muda?
Como tudo depende da escalação de quem comanda os partidos a nível nacional, será necessário avaliar a perca de densidade eleitoral de “Flavinho”. Vai depender se realmente vai saber conduzir a primeira parte da turbulência.
Até onde ele vai aguentar o tranco? No primeiro teste, ele não se deu bem. Não convenceu nem seus aliados mais fiéis e deixou seus apoiadores na mídia sem argumento obrigados a mudar de assunto.
Apesar das lideranças políticas da Terra de Rondon não admitir, o clima é de apreensão por causa da expectativa de que novos diálogos possam surgir.
Nota de rodapé: será divulgada dia 23 (sábado) a nível de presidencial. Neste desenho, Michelle Bolsonaro assumirá o posto de candidata da extrema direita ao Palácio do Planalto.
Ou seja, sem a presença de Flávio Bolsonaro que estará nesta quarta-feira tentando baixar a labaredas com banqueiros e empresários da Faria Lima.
Na Terra de Rondon…
O estrago político em Mato Grosso para o Palácio Paiaguás, começará a ser medido no final do mês de maio.
O jogo pesado está só começando. Vamos aguardar as próximas semanas e as novas pesquisas para avaliar os estragos.
A previsão do tempo político como diria o pequeno gafanhoto, não é favorável para o candidato apoiado por “Flavinho”.
Mas…, de uma semana para outra, o vento pode virar, como já nos cansamos de ver na política, e agora também nesta campanha.
Pega a visão: a bola está ainda nas mãos de “Flavinho”, agora só falta a contagem regressiva e ver quem entrará em campo.
Vamos ao ponto: em um Estado onde a identidade bolsonarista é fortíssima, o primeiro terremoto político do ciclo eleitoral, criando impactos imediatos, ruídos estratégicos e um sinal claro do que nada será previsível daqui para frente, veio de Brasília.
E agora?
Quem perde mais com essa crise na Terra de Rondon? O bolsonarismo perde porque expõe fissuras que antes eram invisíveis; o candidato pelo partido Republicanos, Otaviano Pivetta perde porque dependia exatamente dessa ponte entre governo e bolsonarismo.
Se liga: Mato Grosso desponta como um dos principais redutos do conservadorismo político e isso vai refletir nas articulações para o Palácio Paiaguás e a Casa Alta.
Nomes ligados a direita e ao ex-presidente Jair Bolsonaro aparecem (por enquanto) entre os favoritos nas pesquisas e dominam as movimentações partidárias.
Figuras como o Senador liberal Wellton Fagundes, o Capitão Jaymão, e o “Homem de Ferro”, lideram cenários em que a esquerda e o centro buscam espaço em candidaturas pontuais como Carlos Fávaro (PSD), Natasha Slhessarenko (PSD) e Rosa Neide (PT).
Levantamento do Boteco…
Da Alameda, mostra a fotografia do momento: o “Homem de Ferro“, o ex-governador Mauro Mendes (UB) aparece nas pesquisas como favorito para uma das duas vagas a Casa Alta.
No campo governista, o ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o atual Senador Carlos Fávaro (PSD) é o principal nome de apoio ao presidente Lula, com forte articulação junto a setores do Agronegócio.
Em fim de mandato, o Capitão Jaymão anunciou que tentará voltar ao Palácio Paiaguás (cargo que já ocupou).
Entre os possíveis adversários está o ex-governador Zé Pedro Taques (PSB), que avalia entrar na disputa.
No grupo mais conservador, o Senador Wellton Fagundes (PL), também se movimenta para disputar o Governo do Estado de Mato Grosso, (Flávio Bolsonaro pode atrapalhar).
A “Mulher Maravilha”, cotada para concorrer a Casa Alta (peça solta no tabuleiro eleitoral).
Outros nomes do mesmo campo político surgem como alternativas, entre eles o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), deputado estadual Max Russi (outra peça solta no tabuleiro eleitoral), o deputado federal José Medeiros e o produtor rural Antônio Galvan.
No espectro da esquerda, Rosa Neide (PT) se apresenta como pré-candidata, defendendo uma agenda voltada a Educação e ao Desenvolvimento Regional Sustentável.
Anotaram?
São pelo menos oito peças no tabuleiro do xadrez para 4 de outubro. Tudo isso faz parte de um tabuleiro político eleitoral que já está montado, porque a meta de todos é o Governo do Estado (prêmio maior); da eleição para Casa Alta, bancada federal e para a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT).
Enfim…, o xadrez eleitoral mexe suas pedras. Mesmo a direita dita civilizada avança com seus Peões, Bispos e Torres, tudo dentro de um acordo que não passa por discussão partidária, por ideologia e, o pior, muitas vezes, ética não entra no tabuleiro político eleitoral.
Segue o fluxo!
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