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“Eu não acredito que estou perdendo aliados da minha base, como eu posso perder algo que nunca tive”
“Uma coisa é certa, o bom mesmo é você não aconselhar ninguém, não dar conselho pra ninguém, fica na sua, as vezes as pessoas não querem ser aconselhadas, e eu não falo mais nada em relação a Pedro, aquele “troço” é uma coisa diferente”.
Estas foram as palavras do ex-governador de mato Grosso, Júlio José de Campos, em respostas aos jornalistas que estiveram presentes em um ato juntamente com o Ministro da Educação, Jose Mendonça Bezerra Filho, quando da sua vinda para a liberação de R$ 8,5 milhões para a retomada das obras do campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Júlio Campos fez duras criticas ao governador Pedro Taques, e acabou negando responder aos jornalistas sobre sua opinião de que forma Taques deveria trabalhar para conseguir a reeleição nesta eleição de outubro.
Para o cacique dos Democratas, o tucano Pedro Taques esta perdendo aliados, esta sendo abandonado, e disse que Pedro esta com seu governo anti-politico. “Pedro já perdeu os aliados de primeira hora como o PTB de Chico Galindo, PDT de Zeca Viana, DEM de Jayme Campos, e o PPS do antigo Percival Muniz, todos eles o ajudarão, tudo só tem uma cosia, todos estão insatisfeitos com Pedro, por isso o estão deixando, ele ta fazendo um governo pessoal pra ele somente, um governo pessoal”.
Campos também aproveitou para deixar claro que o partido rompeu com Taques na semana passada com a saída do deputado estadual Dilmar Dal’Bosco da Liderança do Executivo na Assembleia Legislativa.
Esta semana, Otaviano Pivetta, um dos coordenadores da campanha do governador Pedro Taques em 2014, e considerado como uma grande liderança no Estado, também fez criticas ao governador Taques.
Detonado a sua administração, Pivetta fez uma breve avaliação, e disse que o tucano faz uma “gestão medíocre”, e que sua gestão esta em “ruínas”, e para ele, é melhor que Pedro Taques nem venha colocar seu nome como possível candidato a reeleição.
Pivetta disparou dizendo que “ninguém sabe se ele vai sair candidato, eu acho que ele tem que fazer uma boa reflexão, ver as pesquisas, ver se a sociedade gosta ou esta gostando de sua administração, eu acho que ele não tem nenhuma chance, e não tem direito de tentar a reeleição”.
Em um evento no Palácio Paiaguas, o tucano Pedro Taques demonstrando tranquilidade, disse que não teme nenhuma possibilidade de alguns dos partidos que compõe a sua base deixar de o apoiarem nesta eleição.
Segundo o governador Pedro Taques, não se pode perder aquilo que nunca teve. Conforme declaração, é uma clara resposta as pessoas que nunca estiveram de seu lado, e nunca foram aliados de verdade. “Eu não acredito que estou perdendo aliados da minha base, como eu posso perder algo que nunca tive”.
“As pessoas precisam afastar a escuridão do coração, a magoa e ler o Salmo 91“, foi a resposta do governador José Pedro Gonçalves Taques (PSDB), para Otaviano Pivetta e Júlio Campos, no início da noite desta sexta-feira após a reunião do partido tucano, que teve 3 horas de duração, no qual decidiu que o governador Pedro Taques será candidato à reeleição e o deputado federal Nilson Leitão pré-candidato ao Senado. Por enquanto é esta decisão dos tucanos na reunião até o momento.
Na reunião que sacramentou os dois nomes para a disputa do pleito eleitoral 2018, que contou com a presença de deputados estaduais, prefeitos e da Executiva Estadual do partido, várias lideranças políticas defenderam o governador ZE Pedro Taques, pedindo para que todos tenham um único pensamento, arregaçar as mangas para levantar a maior e melhor bandeira tucana na disputa eleitoral.
Para o vereador cuiabano Renivaldo Nascimento o governador Pedro Taques pegou um Estado falido e conseguiu com muita luta melhorar, apesar das dificuldades, “não podemos retroceder, Mauro Mendes deixou todo mundo a ver navios em 2016 e fará isso novamente com o DEM. Agora de novo está palhaçada, será que ninguém tem memória pra lembrar?. Jayme Campos não vai peitar, Jayme não tem coragem“, cutucou o edil cuiabano momento antes de deixar a reunião.
As pressas logo após a reunião, o governador Pedro Taques disse que “está reunião demonstra a unidade do partido tucano. Eu defendo Nilson Leitão para o Senado“.
Para o presidente do Diretório Regional do PSDB em Mato Grosso, Paulo Borges, a reunião desta sexta-feira foi importante, “nós conseguimos conciliar os nossos objetivos, falando a mesma língua“.
Em relação ao DEM o presidente disse: “Continuaremos conversando com o DEM, para continuarmos juntos, se não for no primeiro quem sabe estaremos juntos no segundo turno“.
Destaques
Cidades assumem encargos da União e dos Estados diante da “asfixia fiscal” do Pacto Federativo
O crescimento de 66% nos gastos dos municípios brasileiros com segurança pública, na última década, consolidou uma transformação estrutural no financiamento da ordem urbana. A elevação orçamentária transferiu às administrações locais encargos financeiros tradicionalmente atribuídos às esferas federal e estadual, subvertendo a lógica de investimentos públicos no país.
Impacto nas Finanças Públicas: É associado à estagnação econômica, visto que altos encargos impedem o crescimento salarial real e sobrecarregam a classe média. Em esferas municipais, a falta de repasses justos de impostos (como o ICMS) também é tratada como uma forma de estrangulamento financeiro das gestões locais.
A Confederação Nacional de Municípios (CNM), sob a liderança de Paulo Ziulkoski, mapeou essa mutação fiscal por meio de um robusto estudo técnico. O diagnóstico aponta que os prefeitos e as guardas municipais converteram-se nos principais executores de uma política de contenção da violência que deveria contar com amparo dos governos estaduais e federais.
O levantamento abrange o interregno entre os anos de 2016 e 2025, período no qual o dispêndio das prefeituras saltou de R$ 7,5 bilhões para R$ 12,4 bilhões anuais. Essa evolução cronológica, que adicionou R$ 5 bilhões à fatia municipal, coincide com o agravamento das crises macroeconômicas brasileiras e com a necessidade de respostas imediatas nas cidades.
Este panorama nacional, que afeta a capilaridade de todo o território brasileiro, ganhará os holofotes do debate político institucional em Brasília durante a XXVII Marcha em Defesa dos Municípios. O evento congregará governantes locais e pré-candidatos à Presidência da República para discutir as graves assimetrias no direcionamento das verbas federais.

A materialização desse fenômeno ocorreu por meio do fortalecimento das guardas municipais, do investimento em videomonitoramento e da atuação em desastres ambientais. Dados do IBGE indicam que 1.322 municipalidades instituíram corporações próprias, registrando uma expansão de 33% na estrutura operacional, impulsionada pela necessidade de proteção ao cidadão.
As razões dessa escalada residem no enfraquecimento crônico da efetividade das diretrizes de segurança da União e dos Estados, vácuo preenchido compulsoriamente pelos prefeitos. Por estarem em contato direto com as demandas do tecido social, os governos locais absorvem pressões comunitárias e assumem papéis que extrapolam suas competências constitucionais.
A intensidade financeira da distorção revela que a alta orçamentária das prefeituras superou em quatro vezes e meia o avanço da União (12%) e triplicou o índice dos Estados (25%). Do montante de R$ 170 bilhões aplicados no setor em 2025, os municípios arcaram com R$ 12,4 bilhões, enquanto a União executou R$ 14,7 bilhões e os Estados, R$ 143,3 bilhões.
Os recursos injetados visam garantir a preservação do patrimônio e salvaguardar a integridade civil por meio de frentes específicas de atuação preventiva. O policiamento comunitário liderou os aportes com um acréscimo de R$ 2,4 bilhões, ao passo que as ações de defesa civil receberam incremento de R$ 400 milhões para mitigar o impacto de catástrofes climáticas.
A consequência imediata dessa reconfiguração manifesta-se na severa sobrecarga das finanças locais e no desequilíbrio fiscal do pacto federativo, exaurindo receitas preciosas. O esgotamento do caixa compromete a capacidade de investimento próprio das prefeituras em áreas sociais essenciais, uma vez que os municípios financiam estruturas sem a devida contrapartida.
Para o futuro imediato, o cenário gera alerta institucional face à tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2025, medida que oficializa as polícias municipais. A matéria causa profunda apreensão por não estipular fontes permanentes de financiamento para as prefeituras, o que exige articulação parlamentar urgente para evitar o colapso fiscal.
Relatório do Estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Clique aqui.
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