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MUITAS SURPRESAS POR VIR

Eleições 2020: Fábio e cinco partidos; Roberto França chapa pura; Emanuel pode surpreender

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Final de semana foi movimentado por parte dos partidos políticos em Cuiabá, com as definições dos candidatos nas convenções partidárias a vereadores e prefeitos deste pleito.

Pelo calendário eleitoral os partidos têm até quinta-feira (16), para definir as nominatas. Até o momento, já foram definidas as candidaturas de: Luiz Antônio de Carvalho do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), que realizou sua convenção no dia 1°de setembro.

Paulo Henrique do Partido Novo, a convenção também foi realizada dia 1° de setembro.

Gisela Simona Viana de Souza do Partido Republicano da Ordem Social (Pros), e o Maestro Fabrício Carvalho do Partido Democrático Trabalhista (PDT), que tiveram seus nomes homologados como pré-candidatos a prefeito e vice na convenção partidária realizada neste ultimo sábado (12).

O vereador Abílio Jacques Brunini Moumer, o “Abílio Júnior” do Podemos deverá ser homologado na terça-feira as 17 horas no Hotel Fazenda Mato Grosso e, Felipe Tanahashi Alves, o “Felipe Wellaton” que possivelmente será o seu vice. A sigla Cidadania realizará sua convenção na quarta-feira.

Nós não temos paletó”. Alfinetou o vereador do Podemos dizendo também que se não roubar dinheiro sobra. O problema da atual gestão é a corrupção”.

Geraldo Macedo do PSD, a convenção do partido acontecerá nesta terça-feira (15).

Roberto França do Patriota fará a convenção nesta terça-feira, ainda sem local definido.

O MDB, a convenção está também vai acontecer nesta terça-feira dia 14 às 15 horas no diretório da sigla no bairro Santa Rosa.

Os Democratas marcaram a convenção também terça-feira as 17 horas, no Diretório do partido no bairro Jardim Cuiabá.

Partido Patriota

O Patriota definiu em reunião da executiva estadual no final de semana os pré-candidatos do partido ao pleito eleitoral 2020 em Cuiabá, com chapa pura. Fontes ligada a sigla disse que o partido está forte em Cuiabá “o intuito é a união com o povo”.

Mesmo sendo incentivado pelo grande número de pessoas que vem se tornando correligionários, para ampliar a sua base de campanha, que vem reunindo várias lideranças nos mais diferentes pontos do município, o Blog do Valdemir, questionou neste domingo o ex-prefeito Roberto França.

Como o mesmo estando em partido pequeno, sem estrutura financeira, se mesmo assim estaria disposto a enfrentar as duas máquinas, a máquina do Governo do Estado, a máquina da Prefeitura de Cuiabá, Roberto França foi taxativo.

Eu acredito na máquina que é o povo cuiabano“.

Mesmo sabendo das dificuldades Roberto França disse:

Nós iremos enfrentar duas máquinas políticas, a máquina da prefeitura, com toda estrutura que tem o prefeito Emanuel Pinheiro e, iremos enfrentar a máquina do Governo do Estado. Além de outros candidatos novatos que foram e estão sendo lançados pelos partidos“, pontuou Roberto França.

Partido DEM

Dom Pedro Fábio” será o candidato da sigla democrática no pleito de 15 de novembro. Fábio já conta com apoio de pelo menos cinco partidos, o PSB, PSD, Solidariedade, PSL e os Republicanos, podendo chegar a seis com PSDB. Nos últimos dias a sigla continuará mantendo contato com as demais siglas.

Partido MDB

O MDB, sob a liderança do cacique com mãos de ferro Carlos Gomes Bezerra, que na Eleição de 2016, elegeu o Prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro, ainda não tem definido qual caminho seguir no pleito deste ano.

Emanuel, ainda pode surpreender e se firmar como candidato a reeleição, mas será preciso convencer a sua esposa Márcia Pinheiro.

Bom…, será mesmo que é ela, ou…

O Blog do Valdemir ainda não conseguiu saber é o quanto a vontade de Emanuel Pinheiro vai pesar no caminho escolhido. Mas, é evidente que está muito distante a sua candidatura a reeleição, o que, não significa que não possa vir a acontecer.

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Nota da redação

A grande pergunta é: o que importa para o eleitor neste pleito será o discurso fácil ou o candidato mais preparado?

Com a decepção de políticos eleitos na onda do discurso da “Nova Política”, ao se aproximar a eleição municipal, o eleitorado poderá optar por políticos mais experientes.

Com a “Pandemia” ficaram expostos a inexperiência e ineficiência de gestores públicos na onda das redes sociais, com frases bonitas ou o discurso, lugar comum da auto política, num momento que passamos uma dos maiores dramas humanos, quando nossos gestores precisaram dar respostas rápidas e objetivas, o despreparo de alguns gestores, tem trazido risco para a Saúde da população, sem falar em prejuízo para as contas públicas.

Tudo bem que não existem estudos científicos, mas o Blog do Valdemir afirma: há uma tendência que o eleitorado reflua de aventura nas eleições municipais. Busque os políticos tradicionais, os com bagagens na área pública. Boa parte do eleitorado não vai trocar o certo pelo duvidoso, movido por uma ideia futura que na prática, já se mostrou que não se torna realidade. Óbvio que não vai abrir mão de uma boa “ficha limpa”, mas, a experiência administrativa tende a ser um critério fundamental.

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Destaques

“Violência Política de Gênero” expõe limites da democracia e amplia urgência de proteção às mulheres

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A violência contra as mulheres permanece como uma das mais graves violações de direitos humanos e atravessa diferentes espaços da sociedade, dos lares às instituições públicas. Ano após ano, políticas de enfrentamento vêm sendo aperfeiçoadas por meio da formulação de conceitos, diretrizes, normas e estratégias de gestão e monitoramento. O desafio, porém, continua sendo transformar instrumentos legais e políticas públicas em proteção efetiva, prevenção e resposta rápida diante das diferentes formas de violência.

O alerta ganhou força diante dos dados recentes sobre feminicídio no país. Em 2025, o Brasil registrou o maior número de feminicídios da última década, enquanto ocorrências observadas em 2026 reforçam a necessidade de ampliar mecanismos de prevenção e proteção destinados a meninas e mulheres. Nesse cenário, o Pacto Nacional contra o Feminicídio intensifica as medidas de enfrentamento e reafirma que a redução da violência exige mobilização permanente do poder público, das instituições e da sociedade.

O Enfrentamento da Violência Contra a Mulher também depende da capacidade coletiva de reconhecer práticas abusivas antes que elas evoluam para situações de maior gravidade. A naturalização da violência, o silêncio diante das agressões e a relativização de comportamentos abusivos contribuem para a manutenção de um ciclo que precisa ser interrompido. Informação, acolhimento, denúncia e atuação institucional são instrumentos indispensáveis para assegurar que vítimas tenham acesso à proteção e que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados.

A prevenção envolve, ainda, ações educativas e iniciativas de conscientização desenvolvidas por instituições que atuam diretamente com a população. A rede de apoio existente em algumas cidades tem papel relevante no acolhimento, na orientação e na proteção de mulheres em situação de violência, com atendimento pautado pelo cuidado, pelo sigilo e pela humanização.

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A articulação entre serviços públicos e instituições especializadas é fundamental para evitar que vítimas permaneçam isoladas e para garantir encaminhamentos adequados a cada situação.

Foi nesse contexto de proteção de direitos e fortalecimento das políticas públicas que a procuradora de Justiça, Elisamara Sigles Vodonós Portela e o promotor de Justiça, Samuel Frungilo representaram o Ministério Público de Mato Grosso no evento “Violência Política de Gênero: Democracia, Direitos e Participação Feminina”, realizado em Cuiabá.

Promovido pelo Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher de Mato Grosso, o encontro reuniu representantes de instituições públicas para discutir os obstáculos à participação feminina nos espaços de poder, os impactos da violência política de gênero e os instrumentos jurídicos destinados à proteção e à responsabilização. 

Durante o encontro, Elisamara Sigles Vodonós Portela destacou a trajetória de conquistas das mulheres no campo dos direitos políticos, desde a conquista do direito ao voto até os desafios contemporâneos relacionados à ampliação da presença feminina em cargos eletivos e em posições de tomada de decisão.

Para a procuradora de Justiça, combater a violência política de gênero é uma medida essencial para fortalecer a democracia e assegurar que as mulheres possam exercer plenamente seus direitos políticos.

A discussão ganhou dimensão institucional porque a violência política de gênero não atinge apenas as mulheres diretamente submetidas a ameaças, constrangimentos ou perseguições. Ao criar obstáculos à presença feminina na vida pública, esse tipo de violência também compromete a pluralidade do debate democrático e restringe a representação de diferentes segmentos da sociedade.

A ampliação da participação feminina nos espaços de poder é resultado de uma longa trajetória de conquistas”, afirmou Elisamara, ao defender condições de igualdade, respeito e segurança para o exercício da participação política.

A dimensão jurídica do problema foi apresentada pelo promotor de Justiça Samuel Frungilo, que ministrou a palestra Configuração do crime de violência política de gênero, medidas protetivas e recomendações do CNMP. A exposição abordou os dispositivos legais destinados à proteção de candidatas e detentoras de mandato eletivo, além das condutas que podem caracterizar violência política de gênero, dos mecanismos de proteção disponíveis às vítimas e das formas de responsabilização previstas pela legislação brasileira.

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Entre os pontos centrais do debate esteve o artigo 326-B do Código Eleitoral, que tipifica como crime determinadas práticas de assédio, constrangimento, humilhação, perseguição ou ameaça contra mulheres em razão de sua condição feminina, quando destinadas a impedir ou dificultar campanhas eleitorais ou o exercício de mandato eletivo. Também foram discutidas as consequências jurídicas relacionadas à condenação, incluindo a possibilidade de inelegibilidade e suspensão dos direitos políticos pelo período previsto em lei, além das demais sanções aplicáveis conforme cada caso.

Para Samuel Frungilo, enfrentar esse tipo de violência significa proteger não apenas as vítimas, mas a própria democracia. A violência política de gênero procura silenciar mulheres, restringir sua atuação e afastá-las dos espaços nos quais decisões públicas são tomadas. Por isso, o conhecimento da legislação e dos mecanismos de proteção é indispensável para identificar condutas abusivas, estimular denúncias e fortalecer a responsabilização.

A superação desse cenário depende, portanto, de políticas públicas permanentes, instituições preparadas e uma sociedade capaz de rejeitar qualquer tentativa de transformar a violência em instrumento de exclusão política.

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