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Desgaste de Pedro Taques, aproxima o PMDB na coligação do PSB; Pinheiro será indicado vice de Mauro Mendes
Enquanto na maioria das capitais brasileiras a sucessão municipal, desde ano, já está "acesa" ou pegando fogo, em Cuiabá esse debate está mais pra frio do que morno e nem parece que as eleições vão ocorrer daqui a poucos meses.
O comedido cenário sobressalta dúvidas, especialmente diante da atual conjuntura econômica do País, mudança do calendário e as operações da Policia Federal e do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). Os possíveis candidatos, que estão mexendo no tabuleiro politico na capital são: o atual prefeito Mauro Mendes (PSB), Procurador Mauro Cesar (Psol), Julier Sebastião (PDT) e Serys Slhessarenko (PRB).
O Procurador Mauro Cesar que, a exemplo de outras vezes, toca o seu projeto na base do bloco do "eu sozinho", vem mantendo contatos com a militância do partido e com o cenário favorável e um séquito de eleitores e não apenas xará do atual prefeito, mas, provavelmente seu calcanhar de Aquiles, um nome que não pode ser menosprezado, até porque já superou o estigma de "eterna zebra".
Serys Slhessarenko que já confirmou a sua pré-candidatura pelo PRB, porque não encontrou espaço no PTB, é muita querida pelo ex-partido no qual militou por muitos anos o PT e, por ser a única mulher a disputar a Prefeitura de Cuiabá, poderá ampliar e conquistar muitos votos, forçando um segundo turno na capital.
Se valer a máxima que os últimos serão os primeiros, tem ainda o prefeito Mauro Mendes que vem descartando discussões sobre se vai, ou não, disputar um segundo mandato.
Seu comportamento de não se lançar candidato na mesma leva dos demais postulantes reflete a preocupação de quem não pode descuidar da administração para dedicar o seu tempo e esforços na articulação eleitoral, pois, no seu caso, não vale promessas ele tem que mostrar respostas.
Seu teste nas urnas não é uma incógnita, algo como um "tiro no escuro", mas, sim, o resultado de avaliações da maioria do eleitorado cuiabano, quando chegar o momento do voto, sobre o que fez ou deixou de fazer como prefeito.
Em tese, a situação de Mauro Mendes parece ser cômoda por ter o comando da máquina municipal, mas isso também tem o ônus de ser "vitrine", além de que em tempos de recessão econômica e crise política como o país enfrenta ter a "maquina" ao seu lado pode ser mais um fardo a carregar no caminho das urnas.
Ah! tem também o ex-juiz Julier Sebastião que deixou o PMDB, por não encontrar guarida para sair candidato a prefeito da Capital e encontrou no PDT uma sigla que, até prova em contrário, pode lhe dar esse espaço desde que ele, conforme, aliás, faz parte do jogo político, mostre aos pedetistas que o seu nome tem viabilidade eleitoral. na verdade Julier ainda é ainda é uma incógnita nas eleições de 2016, apesar de ser persistente e já contaria com o PT para viabilizar o seu sonho de comandar o Palácio Alencastro.
Pré-candidatos a vice-prefeito
O prefeito Mauro Mendes precisa conter o entusiasmo de aliados muito próximos. Alguns falam em tom de comemoração e abertamente que a conversa com o governador Pedro Taques (PSDB) se inverteu, porque até pouco tempo Taques dava as cartas e colocava condições para apoiar a reeleição de Mendes, hoje, com o desgaste do governo nos recentes embates com o funcionalismo publico e as prisões na Seduc, o prefeito retomou as rédeas do jogo.
Os aliados próximo ao prefeito defendem que Mendes não aceite imposições ou vetos na escolha do vice e dos partidos que irão compor a aliança. Neste cenário Mauro Mendes estaria decidido a escolher seu vice e até já declarou isso ao afirmar que não irá cometer os erros do passado.
Mauro não esconde o desejo em ter o PMDB na sua coligação, assim sendo não será surpresa o nome do deputado estadual Emanuel Pinheiro compor sua chapa. Tudo porque há quem aposte que o desgaste de Taques só começou.
Na semana passada o nome do empresário Eraí Maggi (PP), foi muito comentado como o possível vice na chapa encabeçada por Mauro Mendes. Nesta segunda-feira (13) o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), apesar de que apoiara a reeleição de Mendes, disse que não acreditar que seu primo, seja candidato a vice do atual prefeito Mauro Mendes, "só ouvi isso pela imprensa, o Erai não me falou sobre isso nenhuma vez. Encontrei com ele rapidamente na última semana e nem conversamos sobre politica, mas acho difícil que ele seja o vice do Mauro", afirmou Maggi.
Destaques
Ação de R$ 182 Milhões contra ex-governador completa 7 anos no Judiciário de Mato Grosso
Uma das principais denúncias de desvio de recursos públicos da história recente do Estado de Mato Grosso continua sem uma decisão de mérito definitiva. A Ação Civil Pública por improbidade administrativa, que tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, busca a devida reparação aos cofres públicos diante de indícios robustos de fraudes no pagamento de precatórios.
O processo em questão aponta como réus o ex-governador Blairo Borges Maggi, o empresário Valdir Piran e outras oito pessoas físicas e jurídicas. Entre os demais acusados estão ex-secretários de Estado, procuradores estaduais e a Construtora Andrade Gutierrez, todos apontados como partícipes de um arranjo financeiro ilícito de caráter estruturado.
A controvérsia judicial, que se arrasta desde o ano de 2019, completou sete anos de tramitação sem que um desfecho definitivo tenha sido alcançado na Justiça de Mato Grosso. Os reiterados recursos processuais apresentados pelas defesas dos réus retardaram o andamento célere dos autos ao longo de quase uma década de controvérsias.
As supostas irregularidades processuais ocorreram no âmbito da administração pública direta do Estado de Mato Grosso, sediada na capital, Cuiabá. O epicentro das transações financeiras sob suspeita deu-se no âmbito da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT) e envolveu créditos originados de autarquias estaduais já extintas.
De acordo com as investigações, o esquema criminoso operou-se mediante a triangulação fraudulenta de repasses financeiros bilionários à Empreiteira Andrade Gutierrez sob o pretexto de quitação de precatórios judiciais.
Posteriormente, parte expressiva desses recursos públicos federais e estaduais era direcionada ao empresário Valdir Piran para fins de compensação de créditos privados.
A motivação por trás da referida engenharia financeira ilícita residia na necessidade urgente de quitação de uma dívida de caráter estritamente político de R$ 40 milhões. O grupo governamental da época contraíra esse débito volumoso com a Factoring pertencente ao empresário Valdir Piran, conforme apontam as investigações ministeriais.
O objetivo principal da referida operação ilegal consistia na obtenção rápida de dinheiro em espécie para garantir e consolidar a sustentabilidade política do grupo governante no poder. O “retorno” financeiro ilegal extraído do pagamento dos precatórios judiciais viabilizava a manutenção de privilégios ilícitos e o suborno continuado de parlamentares estaduais da base governista.
O expressivo prejuízo financeiro causado ao erário público estadual totalizou o montante histórico de R$ 182,9 milhões. Além do desfalque material milionário, a lentidão no julgamento do processo penal e civil acarreta severo desgaste à imagem do Poder Judiciário e fomenta um nocivo sentimento de impunidade social.
A denúncia apresentada à Justiça baseia-se em auditorias técnicas minuciosas realizadas pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas do Estado. As conclusões probatórias foram reforçadas de forma substancial pelos detalhados depoimentos prestados pelo ex-governador Silval Barbosa em seu acordo homologado de colaboração premiada.
Em manifestações recentes anexadas aos autos judiciais, a defesa do ex-governador Blairo Maggi alegou veementemente a inocência de seu cliente e a total regularidade técnica dos pagamentos efetuados. De igual modo, os representantes legais de Valdir Piran e das demais empresas envolvidas asseveram a plena licitude das negociações financeiras entabuladas à época.
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