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Riva esta em liberdade, mas com restrições
O ex-deputado estadual José Riva (PSD) deixou o Centro de Ressocialização da Capital (CRC) conhecido como antigo presidio do Carumbé na tarde/noite desta terça-feira por decisão do Supremo Tribunal Federal (STRF), onde este preso por 4 meses preso desde o dia 21 de fevereiro deste ano, pelo Grupo Especial de Atuação Contra o Crime Organizado (Gaeco), por conta da "Operação Imperador".
O ex-parlamentar foi preso e acusado de chefiar um esquema de fraudes em licitações na Assembleia Legislativa e desviados cerca de R$ 62 milhões, conforme foi denunciado pelo Ministério Publico Estadual (MPE), juntamente com outras 13 pessoas entre eles estão os próprios servidores da Assembleia e também proprietários de cinco empresas utilizadas no "esquema". A fraude, conforme o MPE, ocorreu no período de 2005 a 2009.
Segundo denuncia do Ministério Publico Estaduais (MPE), as cinco empresas denunciadas no esquema venderam mais de 30 mil toners à Assembleia Legislativa, apesar da Casa de Leis contarem com apenas 150 impressoras na época em que ele estava no comando a frente da Casa.
Mesmo assinando o alvará de soltura do ex-deputado estadual Jose Riva, a juíza Selma Rosane de Arruda, da 7º Vara Criminal, acabou afirmando que em seu entendimento o ex-parlamentar deveria permanecer na prisão, embora ela mesma já teria colocado em suas decisões de julgamento anteriores do processo, mas que ela não iria descumprir uma ordem da Suprema Corte.
Conforme decisão da juíza Selma Rosane de Arruda. Riva ficará em casa, mas terá usar uma tornozeleira eletrônica e também instruções sobre as medidas restritivas que ele deverá obedecer. a juíza Selma também determinou que sejam oficiadas todas as embaixadas dos países que compõem o Mercosul, informando a proibição de expedição de novo passaporte, e segundo ela é para evitar que Jose Riva se ausente do país.
A parir daí, o ex-deputado, segundo informações de seus familiares ele ficará algum tempo em sua propriedade em Juara para descansar.
Logo após deixar o Centro de Ressocialização da Capital (CRC), o ex-deputado afirmou que a "justiça foi feita" e que, agora irá trabalhar para provar a sua inocência junto aos seus familiares.
"A justiça foi feita e agora, com mas tranquilidade, vou provar minha inocência. Vou fazer de tudo para provar que eu sou inocente e não devo nada a ninguém. Eu estou muito tranquilo", Disse Jose Riva logo após sua saída do Centro de Ressocialização da Capital (CRC).
Riva também chegou a fazer uma dura declaração na saída do CRC, dizendo que "Não acredito na Justiça daqui, espero que chegue na última instância".
O advogado da família, Valber Melo, que compõe a defesa do ex-deputado José Riva (PSD) revelou que ele vai ter que cumprir algumas medidas restritivas, tais como não visitar a Assembleia Legislativa e não sair de sua residência após as 22 horas.
“Vamos solicitar a justiça que ele possa viajar para sua cidade em Juara, onde ele quer descansar com a família, já que a tornozeleira pode ser formatada para que ele não saia do estado, não apenas de Cuiabá”.
Valber afirmou também que irá avaliar a possibilidade de recorrer da determinação da juíza da 7ª Vara de Crime Organizado, Selma Arruda, quanto ao uso de tornozeleira eletrônica pelo ex-parlamentar.
“Ele (Riva) vai cumprir a decisão judicial. Foi uma medida substitutiva aplicada e a defesa poderá recorrer. Vamos esperar a decisão do Supremo [Tribunal Federal], para ver se, de fato, essa medida corresponde à decisão”.
Destaques
Governo prevê conclusão do “BRT Metropolitano” para dezembro de 2026
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (SINFRA/MT), Marcelo Oliveira, juntamente com a equipe técnica da pasta, anunciou formalmente que as obras do sistema de trânsito rápido por ônibus (Bus Rapid Transit – BRT), no trecho que interliga a Avenida do CPA, em Cuiabá, ao Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, serão integralmente concluídas até o fim de dezembro de 2026. A declaração solene ocorreu na tarde desta segunda-feira (13), durante uma concorrida Audiência Pública realizada no auditório principal da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT).
O pronunciamento governamental detalhou as profundas alterações estruturais planejadas para as 77 estações de passageiros, o cronograma atualizado de execução física das frentes de trabalho e as estratégias para a futura implantação do corredor viário da Avenida Fernando Corrêa da Costa. Diante de parlamentares, lideranças comunitárias e jornalistas, os gestores estaduais também expuseram o planejamento para a aquisição imediata da frota de ônibus elétricos, além de justificar as medidas administrativas severas adotadas pelo Poder Executivo após a rescisão unilateral do contrato com o consórcio construtor originalmente contratado para a execução do empreendimento metropolitano.
A consolidação financeira do novo modal de transporte coletivo urbano recebeu um importante incremento com a confirmação de que a venda dos antigos trens e o leilão dos trilhos e materiais remanescentes do extinto projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) reverterão mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos do Estado. Ao defender a viabilidade econômica da transição tecnológica, o secretário Marcelo Oliveira rebateu as críticas recorrentes acerca dos atrasos no cronograma e enfatizou que as equipes de engenharia enfrentaram um cenário complexo de expansão urbana e de adensamento populacional acelerado na Grande Cuiabá entre os anos de 2012 e 2024.

O principal fator que determinou a paralisação temporária das obras e a consequente dilação do prazo de entrega foi o reiterado descumprimento de cláusulas editalícias por parte da primeira concessionária licitada, situação que forçou o Estado a aplicar multas contratuais e a reformular integralmente o modelo operacional. O gestor da pasta de infraestrutura revelou ainda que a ingerência política e os entraves burocráticos criados pela administração municipal anterior de Várzea Grande prejudicaram sensivelmente o andamento dos serviços de pavimentação rígida na região limítrofe, prolongando o desgaste logístico sofrido pelos comerciantes e motoristas locais.
Paralelamente às intervenções em andamento no primeiro eixo de mobilidade, a implantação do corredor estrutural da Avenida Fernando Corrêa da Costa encontra-se em fase de planejamento, com o processo licitatório ainda pendente de publicação oficial no Diário Oficial do Estado. O secretário-adjunto de Obras da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Isac Nascimento, esclareceu que não há dotação orçamentária empenhada para este trecho específico no presente exercício financeiro, estimando o início efetivo das obras de terraplenagem e drenagem profunda apenas para o primeiro semestre do próximo ano.
O traçado completo do sistema de transporte rápido abrangerá uma extensão linear de 15 quilômetros no trecho principal que conecta as duas maiores cidades do estado, somando-se a outros sete quilômetros projetados para o futuro ramal da região sul de Cuiabá. Para garantir o atendimento eficiente de milhares de usuários diários que dependem do transporte público interestadual, a administração estadual confirmou a aquisição de uma frota inicial composta por 25 modernos ônibus elétricos de alta capacidade, cujos processos de compra direta encontram-se em fase de instrução documental e análise jurídica nos órgãos de controle interno da Sinfra.

As modificações técnicas implementadas no projeto básico das estações visam aumentar a durabilidade do patrimônio público e garantir o conforto térmico dos passageiros em uma região de clima caracteristicamente quente. Nascimento pontuou que o aprimoramento estrutural consistiu na substituição dos aparelhos de ar-condicionado domésticos por eficientes sistemas de climatização industrial, além da instalação de painéis de vidro temperado com tecnologia antivandalismo e de estruturas metálicas de alta resistência contra intempéries climáticas.
O planejamento logístico inicial concebido para o Lote 1, que compreende a ligação expressa entre os terminais de Várzea Grande e do CPA, previa originalmente uma execução célere de apenas seis meses, baseada na abertura simultânea de sete frentes de trabalho intensivo ao longo do leito viário. A estratégia de engenharia englobava intervenções complexas no subsolo e na superfície das principais vias expressas, concentrando o maquinário pesado no quadrante situado entre o Viaduto da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e a histórica Ponte Júlio Müller.
No entanto, a viabilidade prática desse modelo de intervenção simultânea mostrou-se inviável logo após o início das primeiras escavações, quando o estrangulamento do fluxo de veículos gerou severos congestionamentos e forte descontentamento popular. A equipe técnica da Sinfra avaliou que a manutenção do cronograma agressivo original resultaria em um colapso completo da mobilidade urbana intermunicipal, forçando a adoção de um modelo operacional mais flexível e seguro para os cidadãos.
A execução das obras de engenharia civil passou a ocorrer de forma cadenciada e gradual, sob constante monitoramento e em estreito alinhamento operacional com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) de Cuiabá. De acordo com o secretário-adjunto, essa sinergia administrativa permite o planejamento detalhado de desvios no tráfego e de interdições parciais de faixas de rolamento, mitigando os impactos cotidianos e harmonizando o avanço do BRT com as demais obras de saneamento básico conduzidas pelas concessionárias de serviços públicos na capital.
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