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Atendendo pedido da base, Fagundes desiste do Ministério e vai disputar o Governo do Estado

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A possibilidade do Senador da Republica, Wellington Fagundes de assumir um Ministério no Governo de Michel Temer (MDB), surgiu em janeiro deste ano, mas segundo algumas informações direto de Brasília, eram apenas especulações.

O Senador mato-grossense disse que ele vai sempre ser lembrado por estar sempre ligado na área de infraestrutura e por ser presidente da Frente Parlamentar de Logística, e isso faz com que ele seja sempre lembrado para o cargo de Ministro, já que ele tem também grande influencia dentro Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), que é uma autarquia ligada ao Ministério dos Transportes.

Nos bastidores em Brasília, já era dada como certa a ida do Senador Wellington Fagundes assumir o Ministério dos Transportes a partir do mês de abril, já que a indicação da pasta é do próprio Partido da Republica (PR).

Fagundes que tem hoje o mandato ate 2023, estaria substituindo o ministro Mauricio Quintela, que esta deixando a pasta para se dedicar a campanha de Senador da República pelo Estado de Alagoas. E conforme noticias de corredores de Brasília, Wellington Fagundes estaria com “os olhinhos brilhando para o lado da Esplanada dos Ministérios”.

Segundo o líder do Partido da Republica em mato Grosso, Senador Wellington Fagundes, eram apenas especulações e que não teria recebido nenhum convite de Michel Temer, e muito menos o partido teria sido comunicado sobre o assunto. Fagundes disse que o seu partido não estaria nem conversando ou muito menos discutindo internamente sobre esse assunto, e o atual Ministro Maurício Quintela não teria nem anunciado a data para a sua saída do Ministério.

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Esta semana, o líder do Partido da Republica em Mato Grosso, senador Wellington Fagundes acabou segundo fontes, bateu o martelo.

Lideranças ligadas ao Senador do PR disseram que ele vai mesmo é contra atacar em uma disputa ao Governo de Mato Grosso nas eleições deste ano. Segundo os amigos mais próximos de Fagundes, ele teria dito que o melhor é disputar a Eleição para Governador, por acreditar que tem uma grande chance de vencer o atual governador tucano José Pedro Taques, que possivelmente poderá disputar a reeleição. Taques só vai confirma logo após ele “comer canjica”, como ele próprio anunciou.

Wellington Fagundes estaria atendendo um pedido da maioria dos correligionários do Partido da Republica, e a base aliada em todo Estado, assim como as dos prefeitos que a maioria estaria descontente com a atual administração do governo Pedro Taques. “O Senador Wellington Fagundes tem mantido contato com prefeitos, vereadores e aliados em todo o Estado e por onde passa recebe pedidos para disputar o Governo. Vai atender a estes pedidos”.

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O Republicano, por sua vez, evita falar que é candidato. Diz que apenas participa das discussões e que o futuro adversário de Taques se afunilará em abril, data limite para pretensões postulantes ao cargo estarem filiados a uma legenda. “Serei candidato se o grupo achar que meu nome é viável. Não posso ser candidato de mim mesmo”.

Wellington Fagundes já teria começado contatos com lideranças políticas de outros partidos no Estado, ligados à “oposição” e já teria o aval do MDB, PTB e está em vias de um acordo com o PP e DEM, o que viabilizaria sua candidatura em excelentes condições de vitória, até no primeiro turno.

Recentemente, em um evento em Chapada dos Guimarães, o Senador Republicano teria sido procurado pelo vice-governador Carlos Henrique Baqueta Favaro, líder do PSD em Mato Grosso, e segundo Fagundes, Carlos Favaro o teria procurado para comunicar que estaria com pretensões de sair candidato ao governo do Estado nesta eleição, e que se poderia contar com seu apoio.

Wellington disse também que Fávaro já teria procurado todos os partidos (PR, MDB, PP e PTB), que hoje estão unidos para contrapor o tucano Pedro Taques.

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Cidades assumem encargos da União e dos Estados diante da “asfixia fiscal” do Pacto Federativo

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O crescimento de 66% nos gastos dos municípios brasileiros com segurança pública, na última década, consolidou uma transformação estrutural no financiamento da ordem urbana. A elevação orçamentária transferiu às administrações locais encargos financeiros tradicionalmente atribuídos às esferas federal e estadual, subvertendo a lógica de investimentos públicos no país.

Impacto nas Finanças Públicas: É associado à estagnação econômica, visto que altos encargos impedem o crescimento salarial real e sobrecarregam a classe média. Em esferas municipais, a falta de repasses justos de impostos (como o ICMS) também é tratada como uma forma de estrangulamento financeiro das gestões locais.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM), sob a liderança de Paulo Ziulkoski, mapeou essa mutação fiscal por meio de um robusto estudo técnico. O diagnóstico aponta que os prefeitos e as guardas municipais converteram-se nos principais executores de uma política de contenção da violência que deveria contar com amparo dos governos estaduais e federais.

O levantamento abrange o interregno entre os anos de 2016 e 2025, período no qual o dispêndio das prefeituras saltou de R$ 7,5 bilhões para R$ 12,4 bilhões anuais. Essa evolução cronológica, que adicionou R$ 5 bilhões à fatia municipal, coincide com o agravamento das crises macroeconômicas brasileiras e com a necessidade de respostas imediatas nas cidades.

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Este panorama nacional, que afeta a capilaridade de todo o território brasileiro, ganhará os holofotes do debate político institucional em Brasília durante a XXVII Marcha em Defesa dos Municípios. O evento congregará governantes locais e pré-candidatos à Presidência da República para discutir as graves assimetrias no direcionamento das verbas federais.

A materialização desse fenômeno ocorreu por meio do fortalecimento das guardas municipais, do investimento em videomonitoramento e da atuação em desastres ambientais. Dados do IBGE indicam que 1.322 municipalidades instituíram corporações próprias, registrando uma expansão de 33% na estrutura operacional, impulsionada pela necessidade de proteção ao cidadão.

As razões dessa escalada residem no enfraquecimento crônico da efetividade das diretrizes de segurança da União e dos Estados, vácuo preenchido compulsoriamente pelos prefeitos. Por estarem em contato direto com as demandas do tecido social, os governos locais absorvem pressões comunitárias e assumem papéis que extrapolam suas competências constitucionais.

A intensidade financeira da distorção revela que a alta orçamentária das prefeituras superou em quatro vezes e meia o avanço da União (12%) e triplicou o índice dos Estados (25%). Do montante de R$ 170 bilhões aplicados no setor em 2025, os municípios arcaram com R$ 12,4 bilhões, enquanto a União executou R$ 14,7 bilhões e os Estados, R$ 143,3 bilhões.

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Os recursos injetados visam garantir a preservação do patrimônio e salvaguardar a integridade civil por meio de frentes específicas de atuação preventiva. O policiamento comunitário liderou os aportes com um acréscimo de R$ 2,4 bilhões, ao passo que as ações de defesa civil receberam incremento de R$ 400 milhões para mitigar o impacto de catástrofes climáticas.

A consequência imediata dessa reconfiguração manifesta-se na severa sobrecarga das finanças locais e no desequilíbrio fiscal do pacto federativo, exaurindo receitas preciosas. O esgotamento do caixa compromete a capacidade de investimento próprio das prefeituras em áreas sociais essenciais, uma vez que os municípios financiam estruturas sem a devida contrapartida.

Para o futuro imediato, o cenário gera alerta institucional face à tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2025, medida que oficializa as polícias municipais. A matéria causa profunda apreensão por não estipular fontes permanentes de financiamento para as prefeituras, o que exige articulação parlamentar urgente para evitar o colapso fiscal.

Relatório do Estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Clique aqui.

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